quarta-feira, 27 de abril de 2016

Tchau, querida: bolsa sobe com sinais de apoio a Temer.

A saída de Dilma anima o mercado e dá mais confiança aos investidores. Que o Senado apresse seu trabalho para defenestrar a incompetente que está arruinando o país. Tchau, Dilma, tchau Lula:


O principal índice de ações da Bolsa de Valores de São Paulo opera em alta nesta quarta-feira (27) de atenção às decisões de política monetária no Brasil e nos Estados Unidos. Os sinais de apoio político ao provável governo Michel Temer animam investidores em meio à valorização dos preços do petróleo.

De acordo com apuração da Folha de S.Paulo, Temer negocia com o Congresso a aprovação rápida de algumas medidas assim que assumir a Presidência. O vice-presidente quer trazer o “PSDB inteiro” para o seu eventual governo e admite realizar “cortes radicais” no Orçamento para não criar novos impostos.

Quanto aos nomes para ministérios, a ideia de participação do senador José Serra avançou. Ele é cotado para o Ministério da Educação. No Planejamento, o senador Romero Jucá é considerado como certo. Em entrevista a O Financista, o peemedebista afirmou que o ajuste fiscal será tema recorrente em um eventual governo Temer.

Além disso, o ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles é o preferido para a Fazenda e na terça-feira (26) foi escolhido de forma indireta por Temer. Meirelles inclusive poderá dar a palavra final sobre a escolha dos presidentes dos bancos federais e do BC.

De acordo com pesquisa feita pelos principais jornais do país, a oposição apresenta uma boa vantagem em relação aos votos necessários para afastar a presidente Dilma Rousseff por 180 dias. Para isso, 41 dos 81 senadores precisam ser favoráveis ao processo. O pior cenário é o do jornal Folha de S.Paulo, que contabiliza 51 votos pelo impeachment de Dilma, frente a 21 senadores contrários.

Na agenda do dia, o Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) anuncia o patamar da taxa Selic após fechamento do mercado. O consenso dos economistas aponta estabilidade do juro básico em 14,25%. Há expectativa quanto aos votos de Sidnei Marques e Tony Volpon, que podem dar consenso em torno da manutenção e reforçar a perspectiva de afrouxamento monetário no curto prazo.

No exterior, o Fed (Federal Reserve, o banco central norte-americano) também não deve mexer na taxa de juros, mas pode trazer recados em seu comunicado – divulgado às 15 horas e sem coletiva de imprensa neste mês. O mercado busca pistas sobre um possível aumento da taxa de juros dos Estados Unidos ainda em 2016.

As bolsas europeias e os índices norte-americanos têm fracas variações negativas aguardando o recado do Fed. O preço do petróleo avança com sinais de recuo nas reservas dos EUA.

Por volta de 10h15, o Ibovespa subia 1,10%, aos 53.667 pontos. (O Financista).

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