terça-feira, 17 de maio de 2016

A batalha cultural contra a hegemonia esquerdista

Wagner Moura e Caetano Veloso com Regina Casé: pela manutenção da boquinha estatal.
Artigo de Luis Milman, professor de filosofia e jornalismo na UFRGS, publicado no blog de Percival Puggina, sobre a necessidade de desmontar nichos esquerdistas como o Minc (que, na verdade, não foi extinto, mas novamente transformado em Ministério da Educação e Cultura). Artistas da Globo, hoje, fizeram manifesto, tentando manter os privilégios para a classe:


Ganha força no Brasil o debate sobre o desmonte da hegemonia da esquerda sobre a produção de cultura, conteúdos acadêmicos e da mídia tradicional. A extinção do Minc pelo governo Temer veio em boa hora, porque pelo ministério passava boa parte do financiamento dos artistas, jornalistas, escritores e outros amigos amestrados do lulopetismo. Sem a fonte de financiamento, todos eles ficarão à mercê de seu próprio trabalho, sem subvenção e lançados ao seu mercado, que é onde os intelectuais, como todo mundo, devem estar. Mas ainda há muito a fazer. A tal arte e cultura radical de esquerda, que expressa seu modo de ver o mundo político e moral, está enraizada organicamente há pelo menos 40 anos nos chamados meios cultos (universidade, escola, mídia), sem que tivéssemos, durante este tempo, qualquer contraponto liberal ou conservador a ela. Tanto é assim que o pensamento conservador foi identificado, pela esquerda, ao pensamento reacionário e associado à resistência ideológica de pastores evangélicos ou de defensores da ditadura militar.

O que importa entender é que o ethos da esquerda penetrou fundo na nossa linguagem, por meio da qual analisamos e entendemos a política, a moralidade e a cultura. O debate é sempre pautado por uma normatividade esquerdista, que mobilizou minorias e compartimentou a sociedade em setores de oprimidos, a saber, os negros, os índios, os gays, as mulheres e as periferias. Esta é uma instrumentalização de natureza política porque seu propósito é duplamente político, ou seja, organizar o que se convencionou chamar de excluídos e fomentar, na consciência dos cidadãos médios, um sentimento de culpa por sua posição econômica e cultural. A esquerda - e o lulopetismo em especial- construiu essa narrativa, que polariza a sociedade entre aqueles que querem transformar suas estruturas alegadamente reacionárias e os demais, identificados com a realidade opressiva, ainda que de modo inconsciente. O efeito resultante desta polarização foi a pauperização do debate intelectual e a criação de clichês de esquerda hiperativos na mentalidade dos brasileiros, esparramados pela mídia, além da progressivo avanço da permissividade nos costumes, aceita como se fosse natural em nossa sociedade.

A resistência a esse estado de coisas, por tais razões, adquire contornos de emergência, se quisermos passar a viver numa sociedade plural, na qual padrões de racionalidade sejam respeitados e o nível de exigência do debate intelectual venha a ser mais elevado. Se isto não ocorrer, o lulopetismo, que trabalha pelo rebaixamento da inteligência e da moralidade, terá perdido uma batalha política, mas permanecerá ativo nos meandros da vida social, pautando os debates culturais. Daí que podemos permanecer reféns de um paradoxo: a queda do lulopetismo no âmbito político e sua permanência articulada no âmbito cultural. No governo Temer, os meios de produção cultural e de informação, incluindo-se aí as escolas e a mídia, devem ser desafiados a abrir espaços para o pensamento de direita no país, primeiro para exorcizar os fantasmas que fazem uma equivalência precária entre conservadorismo e reacionarismo e, segundo, pelo estímulo à contribuição para o debate nacional em política e cultura, com a participação de estudiosos que representam posturas conservadoras e liberais nos campos político, econômico e estético.

6 comentários:

Anônimo disse...

Artur Nogueira diz:
É muita cara-de-pau. Falta de caráter mesmo. Se não me engano, os três acima da foto são originários da Bahia, um dos estados mais miseráveis do Brasil.
Onde falta praticamente tudo. Saneamento, saúde, boas escolas com bons professores, segurança pública, etc.
Com qual objetivo essa súcia quer reivindicar para si os meios de operar a cultura no país ???

Anônimo disse...

O pintor e cineasta americano Andy Warhol define muito bem o que é um artista: "Um artista é alguém que produz coisas de que as pessoas não têm necessidade, mas que ele - por qualquer razão - pensa que seria uma boa ideia dá-las a elas".
São inúteis alienados. Alguns vivem de apresentar obras de ficção enquanto o povo vive uma dura realidade. Porque essa classe não abraça, por exemplo, a causa da saúde, quando diminuem os leitos do SUS, quando os doentes demoram meses para marcar um exame ou uma consulta?

Anônimo disse...

Isto é um dos problemas atuais do ocidente, esta onda de niilismo, hedonismo, culto exacerbado a banalidade e futilidade colocaram a classe mais inútil e improdutiva de pessoas num pedestal. Artistas e esportistas são cultuados como semi-deuses e todas as suas opiniões inúteis e despreparadas são amplificadas mil vezes. No Brasil não é diferente, basta ver os 3 entulhos sociais na foto. São irrelevantes até mesmo no seu meio, mas por conta destes 'valores' implantados no pós-modernismo são tratados como pessoas muito importantes e indispensáveis na sociedade.

César de Castro Silva disse...

O Anônimo das 8:19 está coberto de razão, precisamos aprender a valorizar as coisas úteis e não esse vendedores de ilusões que nada produzem.

Parabéns pelo lúcido ponto de vista, faço minhas suas palavras.

Anônimo disse...

É um bando de Malacabados!!!Vão trabalhar e se sustentar!!!

Anônimo disse...

Saquinho!Por favor!!!Continuem esperneando!Adoro ver!!!Me divirto até!!!