terça-feira, 24 de maio de 2016

Amorim e as vergonhosas aventuras bolivarianas do lulopetismo

O ex-ministro Celso Amorim mereceu um editorial do Estadão por suas estapafúrdias críticas ao Itamaraty sob gestão de José Serra. O ex-ministro das Relações Exteriores, diz bem o jornal, condenou o Brasil "ao isolamento na companha dos bolivarianos". Deveria ser processado:

Depois de ter sido um dos protagonistas da assombrosa época em que o Itamaraty se viu reduzido a um diretório do PT, servindo somente aos propósitos do terceiro-mundismo de seus ideólogos, o ex-chanceler Celso Amorim sentiu-se autorizado a acusar de “partidarismo” a política externa que o governo de Michel Temer acaba de anunciar.
De acordo com a, digamos, lógica de Amorim, expressa em artigo na Folha de S.Paulo e em entrevistas a diversos veículos estrangeiros, a política externa de Temer segue a “cartilha do neoliberalismo” e seria, portanto, resultado de um partidarismo “de direita”.
Como de hábito, o lulopetismo tenta fazer a equivalência moral de coisas incomparáveis. O que Lula realizou em seu governo não foi uma política externa, e sim a promoção de seu partido e de si mesmo, uma diplomacia presidencial que, como se viu, não conseguiu ir além das bravatas do chefão petista. A sabujice foi a norma de conduta que se tentou impor aos funcionários do Itamaraty. No discurso de formatura de uma das turmas de novos diplomatas do Instituto Rio Branco, em 2005, Amorim qualificou Lula de “nosso guia”, expressão que dali em diante resumiria como poucas essa época de submissão do Itamaraty aos arroubos do genial líder dos trabalhadores.
Na época em que Amorim era ministro, o Itamaraty vivia como se não houvesse amanhã – pois era preciso materializar os delírios de Lula. Durante os oito anos do petista na Presidência, 645 diplomatas foram nomeados. Cerca de quatro centenas de cargos foram criados, o que provocou distorções na carreira diplomática. Tudo por ordem de Amorim, para dar conta da estupefaciente expansão da rede diplomática nos anos de glória do lulopetismo – cuja megalomania abriu 77 representações diplomáticas, a maioria em países africanos e caribenhos sem expressão, gerando despesas além da capacidade do Itamaraty. A isso Amorim deu o nome de política externa “ativa e altiva”.
Sob esse slogan, Lula e Amorim envolveram-se em aventuras constrangedoras, como a fracassada tentativa de negociação com o Irã, em 2010. Mas o fiasco não teve maiores consequências, somente criando embaraço à pretensão de Lula de ser líder mundial. O problema da política externa lulopetista foi ter condenado o Brasil a ser mero coadjuvante no comércio internacional, acorrentando-o a compromissos ideológicos com parceiros que, a título de implementar o “socialismo do século 21”, queriam condenar a América Latina a retroceder ao século 20. Em nome da “justiça social”, o Brasil sob Lula abençoou regimes que destruíram a economia e as instituições de seus países.
Pois o chanceler que foi o operador dessa política externa – que hostilizava democracias do mundo industrial e bajulava ditaduras terceiro-mundistas, sempre de acordo com a relativização de valores promovida pelo PT – diz agora que o Itamaraty está a sofrer uma “guinada à direita” somente porque decidiu dar um basta naquela insanidade. Amorim chegou ao cúmulo de comparar aos “comunicados do tempo da ditadura” as notas que o novo chanceler, José Serra, emitiu para rebater acusações de regimes bolivarianos ao governo de Temer.
Amorim acusa Temer e Serra de prepararem o desmonte das estruturas que proporcionaram as “atitudes independentes” que, segundo ele, marcaram a gestão lulopetista no Itamaraty. Por conta disso, segundo o ex-chanceler, o Brasil “voltará ao cantinho pequeno (sic) de onde nunca deveria ter saído”.
O embuste é evidente: as tais estruturas ruíram por serem insustentáveis e, principalmente, porque a diplomacia presidencial de Lula não teve continuidade nem suporte institucional. Dilma Rousseff jamais considerou a diplomacia prioritária e, ela sim, graças a seu desgoverno, jogou o Brasil no “cantinho” da vergonha, local para onde nunca teria ido se Lula, Marco Aurélio Garcia e Celso Amorim – não nesta ordem – não tivessem se imunizado contra a globalização, a economia integrada e a política de colaboração, condenando o Brasil ao isolamento na companhia dos bolivarianos.

4 comentários:

lgn disse...

O que se esperar de um socialista? Cito o barão de Itararé para esse período medíocre da diplomacia brasileira:"De onde menos se espera é de lá que não sai nada mesmo".

Anônimo disse...

LULA LADRÃO É UM HITLER PIORADO E INCOMPETENTE.

Anônimo disse...

O que esperar de um cara desses!Ouviu o que não queria!Acho também que estão dando muita trela pra esses caras incomPTentes do PT!Olha no que deu os 13 anos de PT:inflação,estagnação,desemprego,Roubalheira,corrupção,atraso,educação de péssima qualidade,saúde zero,...quebraram o Brasil!!!FDP!!!!Ainda estão gritando!!!Varreremos essa corja na eleição!!!!

Anônimo disse...

Gostaria que alguma autoridade mandasse acompanhar as ações do digníssimo Marco Aurélio Garcia, um patriota as avessas, que desrespeitou aqueles que morreram no voo da TAM em São Paulo, por exemplo.