quarta-feira, 11 de maio de 2016

Dilma fará pronunciamento amanhã. O Brasil honesto e democrático dispensa - ou bate panelas!

Até o último momento, já fora do governo, Dilma incomodará o povo brasileiro com sua com sua repetitiva cantilena que irrita até cachorro. Chega, fora, adeus:


A presidente Dilma Rousseff fará um pronunciamento no Palácio do Planalto, nesta quinta-feira , às 10h. Em seguida, será transmitido o vídeo que a presidente gravou na tarde desta quarta-feira no Palácio do Alvorada. No pronunciamento, Dilma estará acompanhada de todos os ministros e do ex-presidente Lula. Ao fim de sua fala, Dilma descerá ao térreo do Planalto e, pela porta principal, cumprimentará manifestantes pró-governo que foram convocados para ocupar o local. O ato acontecerá imediatamente após ser notificada da votação do Senado.

O cronograma prevê que Dilma seja notificada no mesmo horário do pronunciamento, caso o Senado aprove a abertura do processo de impeachment da petista. Esse foi o horário que o ex-presidente Fernando Collor foi notificado, em 1992. Em seguida, às 11h, o vice-presidente Michel Temer seria notificado de que estará no comando do país por até 180 dias.

Confirmado o afastamento da presidente, Michel Temer dará posse a ministros e fará um pronunciamento amanhã mesmo, durante a tarde. O vice quer evitar um vácuo de poder e se apresentar à população brasileira com um discurso em que tentará passar um sinal de confiança ao mercado e aos assistidos pelos programas sociais.

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowski, deve ir na quinta-feira à tarde para o Senado, onde receberá do presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), a presidência de todos atos do processo de impeachment. O ministro vai nomear dois assessores do STF para serem auxiliares oficiais dele na condução do processo.

Segundo a Secretaria de Comunicação do Planalto, o pronunciamento da presidente será no menor salão para cerimônias no palácio: o Salão Leste. A fala de Dilma deverá ser em horário próximo ao marcado para sua notificação, caso seja afastada. Em princípio, estava prevista também uma caminhada do grupo do Planalto até o Palácio da Alvorada, que se transformará em bunker de resistência da petista. Mas a ideia foi descartada.

Na reunião ministerial que ocorreu nesta quarta, ficou definido que Dilma irá exonerar amanhã todos os seus ministros, secretários-executivos e secretários nacionais. Apenas Alexander Tombini (Banco Central) e Ricardo Leyser (Esporte) não serão demitidos. O último, para não descontinuar as ações das Olimpíadas. Cada Pasta terá um responsável por transmitir a seu sucessor informações sobre a área, dados relativos às finanças e à gestão de programas. O governo rejeita o termo "transição" por considerar que o governo de Michel Temer é ilegítimo. Ainda assim foram preparados relatórios para serem passados à frente.

— É uma prestação de informações — diz um auxiliar de Dilma.

Os ministros de Dilma solicitarão quarentena. A presidente, após afastada, levará consigo ao Alvorada uma equipe que já está definida. Entre eles: o jornalista Olímpio Cruz, ex-secretário de imprensa da petista, que ficará responsável pelo contato de Dilma com a imprensa; Bruno Monteiro (assessor especial); Jorge Messias (Subchefe de Assuntos Jurídicos da Casa Civil); Sandra Brandão (assessora especial) e Giles Azevedo (assessor especial), que chefiará a equipe. Todos eles, à exceção de Olímpío, que estava no Banco do Brasil, manterão seus salários. Devido ao valor dos vencimentos dos ministros, nenhum deles fará parte do time de "resistência" de Dilma.

O vice-presidente Michel Temer só deve fazer um possível pronunciamento no Planalto — também à imprensa, sem valer-se da rede nacional de rádio e TV oficialmente - depois que a presidente deixar o palácio. (O Globo).

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