sexta-feira, 13 de maio de 2016

Dilma: mentiras até o último minuto.

Dilma ofereceu sempre uma "versão delinquente dos fatos", tentando passar à história como vítima de um golpe. Na despedida, agrediu uma vez mais a inteligência dos brasileiros honestos, repetindo a cantilena antidemocrática, num verdadeiro ataque às instituições. Que se vá para sempre:

Fiel seguidora de uma ideologia que faz da mentira descarada e renitente um meio “legítimo” para atingir os fins, Dilma Rousseff manteve-se coerente até o seu afastamento temporário da Presidência: continuou a agredir a inteligência dos homens de bem do País, oferecendo-lhes uma versão delinquente dos fatos, com o objetivo de passar à história como pobre vítima de uma tramoia golpista. Felizmente, tal versão só encontra guarida entre aqueles militantes sectários do lulopetismo ou os que estão desesperados ante a perspectiva de perderem sua boquinha – uma minoria insignificante. A maioria da população do País que trabalha e está cansada da malandragem retórica dos petistas quer apenas seguir adiante, deixando para trás o caos criado pelas fantasias do chefão Lula e de sua patética pupila.
No pronunciamento que fez ontem no Palácio do Planalto, Dilma tornou a invocar os 54 milhões de votos que recebeu, como se estes, por si, fossem a garantia absoluta daquilo que chama de sua “legitimidade”. Segundo a petista, Michel Temer, que assumiu a Presidência interinamente, fará o “governo dos sem-voto”.
Trata-se de grosso embuste. Temer foi companheiro de chapa de Dilma nas eleições de 2010 e 2014, sendo decisivo em ambas as campanhas ao pôr em funcionamento a formidável máquina eleitoral do PMDB para obter os votos que deram a vitória à petista – os mesmos votos que ela diz que são só dela. Mas Dilma foi adiante e disse que um governo Temer “não terá legitimidade para propor e implementar soluções para os desafios do Brasil”. Tal conclusão, proferida por uma chefe de governo que não consegue o apoio nem de um terço do Congresso e que enfrentou manifestações de rua em razão de sua incapacidade política e administrativa, soa como escárnio.
Como se fosse uma líder democrata lutando contra uma tirania, Dilma incitou seus defensores a se mobilizarem nas ruas e insinuou que o governo Temer “pode se ver tentado a reprimir os que protestam contra ele”. Eis aí mais uma fraude típica do cardápio de artimanhas petistas. Em primeiro lugar, é dever das autoridades de segurança pública conter manifestações de rua que ferirem o direito de quem delas não participa, conforme o que prevê a lei. Em segundo lugar, um governo Temer não teria como reprimir nada, pois a manutenção da segurança pública é tarefa dos governos estaduais. Mas nada disso interessa. O que importa aos petistas, como sempre, é criar tumulto e com isso alimentar sua propaganda.
Dilma disse também que seu governo foi alvo de “incessante sabotagem” dos opositores, a quem responsabiliza pela criação de um “estado permanente de instabilidade política, impedindo a recuperação da economia com um único objetivo: tomar à força o que não conquistaram nas urnas”. Dilma quer fazer acreditar que a corrupção entranhada na administração pública, os dois anos de recessão, o desemprego que atinge mais de 10 milhões de trabalhadores, a alta da inflação, a perda de credibilidade internacional e o rombo nas contas públicas não são resultado de sua inépcia, mas de uma conspirata da oposição para derrubá-la.
Por fim, Dilma, a exemplo do que fizera Fernando Collor de Mello quando sofreu impeachment, em 1992, queixou-se da “dor da traição”, referindo-se, é claro, a Temer. Collor creditou seu afastamento a um “complô” dos deputados que antes o apoiavam, e não ao formidável escândalo de corrupção que protagonizou. Do mesmo modo, Dilma entende que está sendo afastada não pela série de crimes de responsabilidade que cometeu – e aqui nem se está falando da rombuda corrupção em seu governo e em seu partido –, mas sim porque seu vice tramou para tomar dela o poder.
No entanto, do mesmo modo que Collor traiu os que confiaram a ele a honra de ser o primeiro presidente eleito pelo voto direto depois do regime militar, é Dilma quem trai os milhões de eleitores que acreditaram em suas promessas de prosperidade e bem-estar social. O impeachment, portanto, é e continuará a ser a punição adequada para quem fez da irresponsabilidade e da burla um método de governo. (Editorial do Estadão).

4 comentários:

Anônimo disse...

Estou lendo diversos jornais e encontro as seguintes notas

http://www.lanacion.com.ar/1898300-luiz-lindbergh-farias-el-pueblo-entero-se-terminara-levantando-contra-el-gobierno-de-temer

http://www.tribunadonorte.com.br/noticia/lula-prepara-fase-pa-s-dilma-com-foco-em-2018/345997?utm_campaign=noticia&utm_source=rel

http://www.lanacion.com.ar/1898299-la-cara-anacronica-de-brasil

http://www.viomundo.com.br/denuncias/lindbergh-farias-os-parlamentares-que-chanceleram-o-golpe-de-64-estao-na-lata-do-lixo-da-historia-governo-do-temer-sera-de-crise-na-hora-do-julgamento-definitivo-nos-colocaremos-esse-impostor-para.html

Que perigos ainda Brasil terá pela frente?

Anônimo disse...

Orlando, a tão 'religiosa', em período eleitoral, não citou Deus uma única vez em seu insano e deplorável discurso. Digo isso porque sendo ela uma atéia, sempre tentou enganar os mais humildes tentando se passar por uma mulher de fé e temente a Deus. Agora ela que vá para o diabo que a carregue.

Paulo Robson Ferreira disse...

Um grupo que faz da mentira seu caminho de evolução, só pode ser liderado por um bêbado em conluio com uma oligofrênica.

Silvia Abrahao disse...

É tudo tão absurdo. Quem é Dilma? Um poste de Lula. No fim das contas, sabemos, Dilma ( a mulher, o ser, a pessoa) nunca existiu de fato. Ela fala nesses 54 milhões de votos, mas são votos para o PT, para Lula! Dilma nunca foi amada, querida de fato. Acredito que a grita seria para qualquer um que estivesse no cargo, sendo desse partido de obcecados, cegos, ideologicamente pervertidos. Não é possível que um indivíduo consciente, racional, minimamente instruído não enxergue o buraco no qual Dilma Rousseff nos meteu. Começo a entender que essas pessoas que defendem esse (des)governo têm falha de caráter. Não dá para manter laços, compartilhar momentos (só ser for estritamente obrigatório), pois são copartícipes da desgraça em que nos meteram os gerenciadores do PT.