quinta-feira, 5 de maio de 2016

Fuga de cérebros: cientista reconhecida no exterior deixa o país.

No país destruído pelo lulopetismo, o que tem vez é corrupção e analfabetismo. Pesquisa científica, que é bom, anda à míngua. Verbas prometidas para pesquisadores reconhecidos internacionalmente não são cumpridas, como é o caso da neurocientista Suzana Herculano-Houzel, que descobriu quantos neurônios o cérebro humano realmente tem. Vivemos, de fato, no Grotão lulista: só falta mesmo um criacionista no ministério da Ciência e Tecnologia. De tecnologia, certamente, o indicado por Temer gosta, mas duvido que conheça os métodos científicos:


A neurocientista Suzana Herculano-Houzel, conhecida internacionalmente por descobrir quantos neurônios o cérebro humano realmente tem e por um artigo 100% brasileiro na revista “Science” sobre a quantidade de dobras cerebrais nos mamíferos, embarca nos próximos dias para Nashville, no Tennessee, onde vai assumir o posto de professora dos departamentos de Psicologia e Ciências Biológicas da Universidade Vanderbilt.

Em um artigo na revista “Piauí”, disponível apenas para assinantes, a neurocientista explica os motivos de sua partida para os EUA: frustrada com as condições precárias para a prática da ciência no Brasil, a pesquisadora carioca preferiu trabalhar num ambiente com mais recursos, no qual poderá se dedicar a suas atividades de pesquisa.

A cientista explica que vários de seus projetos tiveram financiamento aprovado pelo CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e Faperj (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro), só que o dinheiro jamais foi liberado de fato. “Se já era difícil fazer ciência de excelência com recursos escassos, com recursos inexistentes tornou-se impossível”, escreve Suzana.

Por isso, ela resolveu tirar dinheiro do próprio bolso, cerca de 25 mil reais, para garantir a continuidade das atividades de pesquisa em seu laboratório.

Quando isso não foi o bastante, ela recorreu ao crowdfunding e arrecadou R$ 113.201,00 para “garantir ao menos que meus alunos terminassem suas teses”. Para entender a penúria do financiamento científico, vale notar que esse valor é o dobro do que o CNPq se comprometeu a pagar ao laboratório de Suzana por três anos. O dinheiro acabou em cinco meses.

No artigo em que justifica sua partida, Herculano-Houzel critica a derrocada do sistema de financiamento da ciência pelos governos federal e do estado do Rio de Janeiro e a carreira engessada e sem estímulos dos pesquisadores contratados como funcionários públicos em universidades federais. “Não importa o quanto um cientista produza, o quanto se esforce, quanto financiamento ou reconhecimento público traga para a universidade – o salário será sempre o mesmo dos colegas que fazem o mínimo necessário para não chamar a atenção”, escreve.

Essa situação não está restrita a apenas um laboratório. O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) teve seu orçamento reduzido em quase 25% – o menor dos últimos 12 anos, em valores corrigidos pela inflação. Por isso, o CNPq suspendeu a concessão de bolsas no exterior por tempo indeterminado; e a Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) suspendeu o cadastramento de novos bolsistas e congelou 7.408 bolsas. A Faperj, por sua vez, sofreu corte de 50% nos recursos.

Segundo a neurocientista,

“No Brasil, o financiamento é apenas o suficiente para dar ao governo números para encher a boca: já são mais de 10 mil novos doutores ao ano, dizem (sem completar a frase como deveriam – “com chances mínimas de conseguirem emprego como pesquisadores de fato”). Infelizmente, muitos apenas brincam de cientista fazendo “trabalhinhos” (palavra desses colegas, não minha) que replicam o que foi feito lá fora – o que permite aos alunos a experiência da iniciação científica, mas não a geração de conhecimento”.

O artigo de Herculano-Houzel desenha um quadro muito pessimista do ambiente para a prática da pesquisa no Brasil. É possível que desperte reações acaloradas de alguns colegas – e é desejável que suscite a discussão crítica de alguns pilares sobre os quais se assenta o sistema brasileiro de ciência, tecnologia e inovação. (Instituto Millenium).

11 comentários:

Anônimo disse...

Faltou mencionar a carga em sala de aula que é a mesma para professores que fazem e professores que não fazem pesquisa, além de ser mais alta do que em universidades do exterior. Ademais o pesquisador brasileiro tem que lidar com uma burocracia enorme para fazer qualquer coisinha e é incumbido com uma grande quantidade de tarefas administrativas.

Anônimo disse...

E o tal Jair Menegheli, semi-analfabeto, sindicalista, ganhando 60.000, no Sesi... essa é a pátria educadora...

Anônimo disse...

Enquanto isto o questionável e caro ciência sem fronteiras que envia vários universitários inúteis para o exterior e não agregam nada para o país (40% são estudantes de exatas e biológicas)continua existindo. Mesmo os poucos que vão realmente fazer algo relevante quando voltam arrumam empregos no mercado e não desenvolvem nada. Alguns conseguem empregos nos países que foram morar. A imensa maioria é composta de estudantes de humanas que não possuem utilidade alguma para o país mas oneram os cofres públicos. Primeiro passando vários anos na graduação dentro de universidade pública e depois morando no exterior muitos sequer conseguem acompanhar as aulas pois não dominam o idioma do país.

Anônimo disse...

O pior é que não se trata apenas da falta de verbas. Como é possível evoluir em um ambiente aonde os outros te puxam pra baixo? A patrulha ideológica transformou a mediocridade em virtude. Ou você se torna um imbecil, ou vira um pária.

Anônimo disse...

No Brasil (e no mundo de certa maneira) sempre existiu o conto-de-fadas do ensino superior, em especial se este for realizado em uma universidade pública. No que consiste o conto: basta cursar uma faculdade que você vai ter sucesso, bom emprego, status e etc. Desde o meio da década de 1990 encontrava-se 3 coisas em qualquer esquina: Locadora de vídeos, pizzarias e faculdades. As locadoras desapareceram, as pizzarias algumas resistem, e as faculdades tomaram o lugar das locadoras e pizzarias. O problema é: 70% dos cursos são ruins e não servem para nada. Claro que de alguma maneira isto iria refletir neste cenário. Quantidade, quase nenhuma qualidade e pouco financiamento de quem realmente tem qualidade graças ao alinhamento ideológico e programas populistas para atender esta demanda de bacharéis sem utilidade que acabam se escondendo em cursos de pós graduação que não servem para coisa alguma.

O MESMO de SEMPRE disse...

UMA COINCIDÊNCIA:

Lendo no Diario do Poder:

"Dilma ligou o botãozinho do “dane-se”: nesta sexta (6), em Cabrobó (PE), ela visita o canteiro de obra da Mendes Junior, empreiteira acusada de roubar a Petrobras e recentemente declarada inidônea."


CURIOSAMENTE foi em CABROBÓ que teve o ganhador da MegaSena de R$ 92 MILHÕES!!!

Coisa que a estatística nem desconfia e menos ainda admite.

No ultimo houve 3 ganhadores para 10 milhões.

As apostas subiram de R$ 2,50 para R$ 3,50 TÃO LOGO o PROPINODUTO do PT foi abalado pela LAVA JATO.

Se forem feitos cartões CLONES premiados de apostas já realizadas (APÓS SORTEIO entra-se no banco de dados e altera os números da aposta feita, clonando um novo papelote numa maquina qualquer)

AÍ TEM e TEM MUIIIITOOOOO!!!!

Anônimo disse...

Orlando,

Fico muito triste com a situação da pesquisa no Brasil. Os norte-americanos têm 37.000 centros de pesquisa mais as universidades. Lá se constrói um porta-aviões a cada dois anos e um destroyer a cada ano. Sobre a aviação, comentar é desnecessário. Eles dominaram a tecnologia do átomo na década de 1940.Estão se preparando para conquistar novos planetas, a lua foi conquistada em 1969. Enquanto aqui no Brasil, ainda importamos vacinas e nem temos saneamento básico. Brasil, país que trata água com cloro e flúor para ser fornecida a postos de gasolina para lavar carros e para processos nas industrias. Lula queria um Brasil POTHENFIA e um ASSENTO no Conselho de Segurança da ONU. Por aí você pode imaginar a burrice e a incompetência dos governos do PT. Lula, sujeito salafrário e enganador. Dilma, incompetente e mentirosa. Que deem para o Lula salafrário um ASSENTO NUMA CELA DA PF EM CURITIBA.

Índio do Amazonas

O MESMO de SEMPRE disse...

.
A estupidez não conhece limites quando é dirigida pela vaidade.

Há que se aprender com a esquerda!!!!

1- Eles não se importam em defender seus pares, por mais bandidos e mal falados que sejam.

Já os não esquerdistas, se alguém faz uma acusação a um dos seus, este é imediatamente abandonado por seus pares e atacado por virulento "FOGO AMIGO".

Afinal, os imbecis querem ser os "BONITINHOS" sobretudo para a esquerda que os ataca. São vaidosos e querem posar de PAVÕES DEMOCRATÍSSIMOS" e ASSIM SÃO MANIPULADOS PELA ESQUERDA.

2- Para a esquerda pouco importam as instituições se não lhes forem favoráveis: ELES as ATACAM e lançam-lhes acusações.

Já os "bonitinhos democratíssimos" não esquerdistas, temem atacar as instituições mesmo quando são comandadas por safados canalhas da esquerda que as utilizam em proveito próprio.

Afinal, atacar "instituições democráticas" é coisa feia e os "pavões democratíssimos" querem ser os mais lindinhos da QUINTA COLUNA.

O STF VIOLA A CONSTITUIÇÕAO e completos imbecis acreditam numa estorinha ESTAPAFURDIA que Zavasck salvou o impeachment. REPETEM sem qualquer explicação de como isso ocorreu, simplesmente afirmando que Mello e Lewandowisk iam melar. UMA ABERRAÇÃO totalmente sem lógica, aliás ao contrário, com decisão de Zavascki fica mais fácil impor tal leviandade.

Os "bonitinhos democratíssimos" jamais aprenderão algo com a esquerda porque esta os manipula através da vaidade dos imbecis.

Anônimo disse...

* O governo brasileiro gosta de sustentar párias. Bolsa-família o maior programa do mundo de gestação de parasitas e futuros bandidos.

* Bolsa-bandido, bolsa-crack, bolsa-trombadinha extensão do bolsa família para os adultos antes beneficiados pelo programa.

* Pro-Uni e Fies: Vamos pagar o estudo em cursos saturados ou inúteis para milhares de brasileiros para que depois de formados coloquem a culpa de conseguirem um emprego no preconceito. Formando mais professores idiotas para introduzir esquerdismo, teoria de gênero, feminismo e afrocentrismo (We wuz Kangz).

* Fundo Partidário: sustentar os 500 partidos de esquerda do Brasil com dinheiro público, partidos como Partido da Mulher Brasileira ganham cerca de meio milhão de fundo partidário anualmente, mesmo sem ter nenhum eleito e sua premissa ser irrelevante ou idiota.

* Em contrapartida, o Brasil não produz nenhuma tecnologia. Um chip é desenvolvido ou produzido no Brasil. Uma geladeira ou carro é produzido por indústrias brasileiras. São montados por multinacionais com matérias prima, minérios exportados pelo Brasil e vendidos a população local 5 ou 10 vezes mais caros do que o preço nos países de origem.

Anônimo disse...

Brasil um pais mediocre comandado por bandidos.

Beleg Cúthalion disse...

Isto é mais um sintoma da doença que infectou este país. A população permitiu que o compasso moral da nação fosse o PT e seus auxiliares. Mas a mentalidade padrão do brasileiro se encaixa na visão de mundo da esquerda, caso contrário, não teria sido tão fácil dominar a vida nacional como foi para o PT.
E será assim ainda por um bom tempo infelizmente. Enquanto a cultura nacional for ditada pela esquerda, este modelo do atalho e do jeitinho vai predominar. A mentalidade de se encostar em alguma boca e realizar o sonho de ganhar para não fazer nada continuará sendo o padrão nacional. Enquanto isto, perde a pesquisadora e neurocientista Suzana Herculano-Houzel que atrasou sabe-se lá quantos anos de descobertas, perde o país que continuará dependendo do mundo civilizado para produção e descobertas científicas relevantes e perde a comunidade científica mundial, pois o quanto a pesquisa de Suzana teria auxiliado e acelerado outras pesquisas em seu campo e até em outras áreas, nunca saberemos.