segunda-feira, 30 de maio de 2016

Rosenfield: a "direita" é responsável e sabe calcular; a "esquerda" é irresponsável e farsesca.

Cito trecho do artigo de Denis Rosenfield, professor de filosofia da UFRGS, publicado hoje no Estadão sob o título "O legado e a farsa". Sem reparos:

"...Cabe, por último, uma observação relativa à distinção entre esquerda e direita. Na verdade, ser de direita significa saber fazer contas, não gastar mais do que ganha. Uma pessoa de “direita” sabe calcular a relação entre receita e despesa, devendo, necessariamente, responsabilizar-se por tudo o que faz. Nesse sentido, pode-se dizer que à ideia de direita correspondem o cálculo entre receita e despesa e a responsabilidade correspondente. Nada muito diferente do que faz um(a) chefe de família quando contabiliza o que pode gastar cada mês em função dos seus proventos. No trato da família, toda pessoa, saiba ou não, é de direita. Se não o fizer, pode produzir um desastre familiar.
Consequentemente, ser de esquerda, e isso o PT mostrou com clareza meridiana no exercício do poder, significa não saber fazer cálculo, achando que o melhor dos mundos se pode produzir com gastos sem limites, como se orçamentos realistas fossem uma coisa de “liberais”. Algo que poderia ser simplesmente menosprezado. Ser de esquerda significa, então, ser irresponsável no tratamento da coisa pública. Pior ainda, os que assumem tais posições, quando confrontados ao seu inevitável fracasso, transferem essa responsabilidade aos outros, os “liberais”, a “direita”, como se não tivessem nada que ver com os resultados de suas ações.
Entende-se, assim, melhor os que se intitulam “progressistas”, pois isso significa, para eles, conservarem o que há de mais nefasto no tratamento irresponsável da coisa pública. Almejam que a roda da História ande para trás. Vivem numa ficção ideológica que é nada mais do que uma farsa." (Leia na íntegra).

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