terça-feira, 24 de maio de 2016

"Teto para gastos é medida poderosa", diz economista do Safra.

Carlos Kawall, economista-chefe do Banco Safra, diz o que qualquer cidadão que paga suas contas em dia sabe: fixar um teto para gastos contribui para diminuir a dívida. Mas, como estamos falando do Estado-monstro, destruído pelo petismo, isto passa por boa lição:
A medida anunciada pelo governo de estabelecer um teto para o gasto público é "poderosa", uma vez que poderá viabilizar nos próximos anos sua queda como proporção do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, avalia o economista-chefe do banco Safra e ex-Secretário do Tesouro Nacional, Carlos Kawall. Para ele, a criação do teto poderá propiciar queda estrutural dos juros e recuperação de um ciclo virtuoso da economia, com expansão do PIB, alta dos investimentos e redução do desemprego.
"O importante é mostrar uma trajetória que em algum momento a relação da dívida pública bruta ante o PIB convirja para uma estabilidade e depois queda", disse Kawall em entrevista ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real daAgência Estado.
Para o economista-chefe do Safra, foi positiva a decisão de o BNDES transferir de volta para o Tesouro R$ 100 bilhões em dois anos. A medida representará uma queda próxima a 1,5% do PIB da dívida pública bruta no período. "Ao longo do tempo, o BNDES pode até contribuir adicionalmente. Esses R$ 100 bilhões estão perto de 20% dos R$ 500 bilhões que o governo lá colocou depois de 2008", destacou. "O papel principal do BNDES agora não deverá ser prover funding subsidiado. Não dá mais", disse. (Continua no Estadão).

Um comentário:

lgn disse...

É bem verdade que o jeitinho petista de ser destruiu o Brasil, mas não o Estado tal qual ele é. Forjado há anos para ser uma estrutura perdulária, marcado por um sistema feudal e que, quer o PT não existisse, chegaria inevitavelmente a confrontar-se com a realidade. Desde a vinda da família real portuguesa ao Brasil a nobreza instalou-se por aqui e jamais retornou à Europa. A partir daí o Brasil se tornou propriedade de poucos capitães das províncias e levaram a sério a hereditariedade. Enquanto não se conseguir destruir essa estrutura cavernosa, perdulária, voraz pela riqueza que é criada pelo mercado, ficaremos presos ao atoleiro estatal. O PT está nos fazendo o favor, ainda que sem o querer, de mostrar o rei nu. O Estado brasileiro comanda a alegria e a tristeza dos brasileiros em geral. A dependência dos brasileiros ao poder do Leviatã é um fato;