domingo, 12 de junho de 2016

É a religião, estúpido!

A imprensa brasileira, sempre politicamente correta, trata o atentado em Orlando como se fosse coisa de brancos homofóbicos com acesso a armas até na padaria. E tome ataque ao princípio constitucional que permite aos norte-americanos o uso de armas. Nem sequer uma palavra sobre a religião do sujeito que perpetrou o crime, que é, sim, muçulmano, filho de paquistanês, criado numa cultura antiocidental, antimoderna e antiliberal. Estúpidos aqui e nos EUA ficam apenas na superfície. O mal está  na própria religião islãmica, que divide o mundo entre fiéis e infiéis, isto é, entre islâmicos e não-islâmicos. O Ocidente e sua cultura são os inimigos, exatamente porque infiéis, que se recusam ao Islã (como se sabe, o significado de islã é submissão). Antes de ser homofóbico, Omar Mateen é terrorista. A propósito, segue texto de Douglas Murray, publicado no inglês The Spectator (a tradução é de Daniel Lopes, da revista eletrônica Amálgama): "Não podemos ignorar a religião do atirador de Orlando":


Na noite passada, um atirador atacou uma boate gay em Orlando, Flórida. Até agora, pelo menos 50 pessoas foram confirmadas mortas e outras 42 feridas – o que faz do ocorrido o pior assassinato em massa com arma de fogo da história americana. O atirador aparentemente foi um cidadão dos EUA chamado Omar Mateen. Até o FBI agora admite que ele teria “inclinações” para a ideologia islâmica radical. Seus pais, afegãos, disseram estar chocados.

Eis uma previsão. Se o atirador da noite passada tivesse sido um fundamentalista cristão, toda e qualquer pessoa com quem ele tivesse se associado no passado estaria agora sendo perseguida não só pelas autoridades, mas também pela imprensa. Figuras conhecidas de igrejas e líderes por todo o país e no resto do mundo teriam condenado o ato e dito o quão importante é erradicar esse tipo de ódio do coração das pessoas. Todo grupo, indivíduo ou companheiro de viagem que estivesse de alguma forma associado com a ideologia do atirador estaria para sempre manchado por associação, mesmo que não tivesse conexão com o atirador em si.

Mas o ataque em Orlando parece ter sido realizado por um radical muçulmano, não um radical cristão. E, assim, as autoridades minimizarão o componente ideológico. Enquanto isso, líderes dos EUA e de outros países tentarão negar a conexão ideológica ou dizer – na melhor das hipóteses – que é importante não apontar o dedo para uma única ideologia. Quase todo imã nos Estados Unidos e alhures negará que haja qualquer conexão entre as crenças do atirador e as suas próprias.

Se algum jornalista investigar com quais mesquitas ou grupos o atirador estava associado, a totalidade dos líderes da comunidade muçulmana americana insistirá que qualquer identificação das crenças do atirador é, na verdade, “islamofóbica”. Dessa forma, o ódio que impulsionou o atirador não apenas continuará vivo, mas evoluirá. Que é o que o resto de nós poderia pensar ter sido o objetivo desde o início.

Tem apenas dois meses que nós britânicos ficamos sabendo que 52 por cento dos muçulmanos britânicos acreditam que ser gay deveria se tornar algo ilegal no Reino Unido. Quando essa pesquisa foi divulgada, praticamente a totalidade da liderança muçulmana no país e seus porta-vozes atacaram, não a intolerância de sua própria comunidade, mas a pesquisa.

É sempre assim. E, não obstante, há uma ligação perfeitamente direta desse tipo de crença para o que aconteceu na Flórida na noite passada. Nós, e eles, admitiríamos isso se qualquer outra comunidade religiosa estivesse no foco. Mas não quando é o islã.

5 comentários:

SHAMI disse...

QUO VADIS
Alô friorento mestre
Veja só o "pai"do terrorista pacífico muçulmano..:
http://heavy.com/news/2016/06/mir-seddique-omar-mateen-father-son-afghanistan-orlando-mass-shooting-family-reaction/

SHAMI disse...

QUO VADIS
Alô MESTRE
O pai do @#$! quer "DERRUBAR"a DURAND LINE,simplesmente a fronteira elaborada pelo império britânico que divide Paquistão e Afghanistão,no tempo em que se amarrava cachorro com linguiças.
eheheh
Vale lembrar que a região AINDA vive com divisões tribais e o "ESTADO"é só uma pró-forma..:
www.khyber.org

eu não guento

Xracer disse...

Obama e os democratas abriram as portas pra refugiados sírios, milhares deles, porém 99% dos acolhidos são muçulmanos, apenas 6 famílias eram cristãs, sendo que as maiores vítimas de perseguições na Síria e Iraque são justamente os cristãos! Quantos outros que estão vindo que não pensam como esse radical que matou as pessoas nessa boate gay ?

Alexandre Sampaio disse...

São Paulo, 13 de junho de 2.016

Prezado Sr. Tambosi,

Essa corja insiste em contradizer a realidade. O exemplo da Eurábia, não serviu de nada. O multiculturalismno está aí e danem-se as pessoas contrárias a essa idiotice. Sabemos que o comunismo, que muitos insistem ter acabado, sobrevive graças aos cadáveres que produz de forma direta e indireta. E a tendência é piorar. Estão atacando Trump com uma virulência jamais vista em uma campanha americana. Querem eleger Hillary Clinton de qualquer jeito. Não sei se os E.U.A. aguentam 12 anos seguidos de administrações democratas. Só sei que a destruição dos pilares da sociedade ocidental, esta a todo vapor.

Anônimo disse...

Obviamente, o rapaz era gay, severamente reprimido pela família e pela religião!!! Assim, criou ódio mortal aos seus iguais, aos gays!!! O pai dele sabe disso, daí porque tenta impingir ao filho a pecha de homofóbico, somente!! O Isis foi só uma desculpa que o assassino encontrou à mão e usou para impressionar à família e à comunidade islâmica!!! Coisa de psicólogo, podem contestar!!