sábado, 16 de julho de 2016

A Europa como Israel. Culpa da estupidez politicamente correta.

Em artigo publicado no jornal português Observador, o professor de filosofia política André Azevedo Alves reflete sobre os atentados que estão vitimando a Europa. De fato, é hora de abandonar o discurso politicamente correto e enfrentar a realidade e suas ameaças: uma comunidade que perde a crença em si própria é incapaz de se defender e autopreservar":


O dia 14 de Julho de 2016 fica tragicamente marcado por mais um atentado terrorista de grande impacto, desta vez em Nice. Em plenas comemorações do dia nacional de França, um camião foi metodicamente usado como arma de chacina contra uma multidão de pessoas inocentes e desarmadas. Em resultado, há a lamentar mais de 80 mortos, uma centena de feridos, muitas famílias destroçadas pelo horror da barbárie terrorista e uma Europa em estado de choque perante a sua própria impotência.

Os métodos são novos para os europeus mas têm já uma longa ­ e nefasta tradição no Médio Oriente. Israel, em particular, tem sido sucessivamente alvo da barbárie terrorista, frequentemente perante a incompreensão e falta de solidariedade de muitos europeus. Agora que a própria Europa se torna cada vez mais um alvo preferencial e que as suas vulnerabilidades são patentes, talvez haja finalmente condições para abandonar as narrativas de justificação do terrorismo.

De facto, só abandonando o discurso politicamente correcto e encarando a realidade ­ por muito desagradável que esta possa ser ­ a Europa poderá aspirar a estar em condições de enfrentar as ameaças com que se depara. Como bem salientou Rui Ramos:

“(…) a Europa alberga hoje grandes comunidades imigrantes em crescimento descontrolado, e onde demasiada gente rejeita os valores ocidentais. Alguns sentem­-se inspirados ou foram mesmo organizados para atacar a sociedade que os acolheu. Não são todos, são até poucos, mas estão a conseguir importar para a Europa o sectarismo e o terrorismo que há décadas se tornaram endémicos no Médio Oriente e no norte de África. Não é sensato continuar a invocar o “racismo” e a “islamofobia” para impedir um debate sobre o jihadismo.”

A ameaça terrorista assume proporções maiores ainda por não se limitar às comunidades imigrantes em sentido estrito. Uma boa parte dos terroristas tem nacionalidade de Estados europeus. Aliás, nunca é demais relembrar que foi na Europa que o Estado Islâmico recrutou uma parte significativa dos seus “combatentes”. A mesma Europa pós­moderna que parece cada vez menos segura de que haja uma tradição de civilização ocidental que vale a pena defender vigorosamente contra os seus inimigos externos e internos.

A este propósito, justifica-­se recordar uma vez mais a acutilante análise de Roger Scruton:

“Take any aspect of the Western inheritance of which our ancestors were proud, and you will find university courses devoted to deconstructing it. Take any positive feature of our political and cultural inheritance, and you will find concerted efforts in both the media and the academy to place it in quotation marks, and make it look like an imposture or a deceit.”

Como sempre aconteceu no passado, as comunidades que perdem a crença em si próprias são, a prazo, incapazes de se defenderem e auto­preservarem. Também a este respeito ­ e não apenas no âmbito operacional ou técnico ­os europeus têm muitas e importantes lições a aprender com Israel. Infelizmente, o tempo para aprender começa a escassear para a Europa.

3 comentários:

O MESMO de SEMPRE disse...

O motorista era do ISIS, mas o caminhão era de uma empresa capitalista gananciosa.
A culpa foi do caminhão.
O caminhão é que atropelou, conforme vimos nas manchetes dos jornalismos pelo mundo.

Dizer que o MANÍACO era do ISIS não quer dizer nada, o caminhão é que atropelou.

Os ISLAMOFÓBICOS malvados é que querem disseminar o PRECONCEITO contra outra religião do AMOR.

É preciso PERDOAR, AMAR o PRÓXIMO e DAR a OUTRA FACE!!!

Vcs vingativos são malvados!!!!

O MESMO de SEMPRE disse...

É preciso AMAR MAIS!
Só o AMOR CONSTRÓI!

Se te baterem numa face, oferece a outra!
Devemos AMAR os INIMIGOS, não há mérito em amar os amigos!
Devemos PERDOAR.

Que se compre caminhões super equipados para os membros do ISIS!
Devemos DAR a OUTRA FACE e PERDOAR os INIMIGOS, AMA-LOS!

Vcs que querem reagir ao MAU com o MAL são feiosos e malvados!
Devemos combater o MAU com o BEM, perdoando-o e amando o mau mais que ao bom.
Devemos, SIM, fazer o MAL apenas aqueles que não fazem o BEM aos coitadinhos, aos pobrezinhos e aos excluídos. amai o próximo e ao distante ...rsrs

O MESMO de SEMPRE disse...

Foi com a invenção do politicamente correto há mais de mil anos que as disputas políticas no Império Romano conseguiram levar ao FEUDALISMO. Inclusive com líderes políticos do Império, que adotaram a nova IDEOLOGIA SALVADORA para Paraísos em futuro incerto, uniram-se aos BARBAROS tomando-lhes emprestado o WALHALLA (paraíso dos guerreiros) como oferta de prêmio aos novos FIÉIS da nova ideologia capitulacionista que incentiovava o povo a ACEITAR TUDO com RESIGNAÇÃO. A propriedade (tesouros na terra) era um mal e no FEUDALISMO inicialmente os FEUDOS não eram propriedade.





O bom crisão não deve reagir a quem lhe bate numa face, mas sim, dar a outra face.
O bom cristão tb deve pagar os impostos pq os reis o são por vontade divina. (Paulo em Romanos/Epistolas).
O bom cristão perdoa e ama o seu inimigo.

Portanto, nada de reclamar dos inimigos ou dos impostos.
É preciso AMAR o inimigo, não há mérito em amar os bons e amigos.

Com esse politicamente correto MILENAR se implantou o FEUDALISMO e a perseguioção aos hereges, submetendo-os à tortura (ao TERROR), para que não criticassem a ideologia q salvaria os fiéis obedientes a seus reis e "escolhidos".