sábado, 2 de julho de 2016

Multiculturalismo forçado é relativismo moral

Walter Williams, professor emérito de Economia na George Mason University, faz uma boa análise das baboseiras sobre o multiculturalismo defendido pela doutrina politicamente correta, obviamente coisa das esquerdas:


O fracasso do multiculturalismo pode ser hoje testemunhado em tempo real na Alemanha, no Reino Unido, na França, na Dinamarca, na Suécia, na Bélgica e em outros países europeus. 

Imigrantes oriundos da África e do Oriente Médio, atraídos pelas promessas de benesses gratuitas e subsídios estatais, não apenas se recusam a se assimilar à cultura local, como ainda tentam implantar nesses países as mesmas culturas fracassadas das quais eles estão fugindo.

Na esquerda, os multiculturalistas e proponentes da diversidade estão corretos quando dizem que pessoas de todas as raças, religiões e culturas devem ser tratadas igualmente aos olhos da lei. No entanto, todo o argumento deles se esfacela — sendo ainda mais franco, beira a idiotia — quando eles próprios afirmam que determinados arranjos culturais não podem ser julgados de maneira crítica. 

Segundo eles, julgar alguns valores culturais como sendo superiores a outros é uma demonstração clara de racismo, preconceito e "eurocentrismo".

Pergunte a qualquer defensor da diversidade e do multiculturalismo: a mutilação genital feminina compulsória, como a que é praticada em quase 30 países da África subsaariana e do Oriente Médio, é um valor cultural moralmente equivalente aos valores ocidentais? 

A escravidão ainda é praticada no norte do Sudão. Na maioria dos países do Oriente Médio, há várias limitações impostas às mulheres, como a proibição de dirigir, de ter um emprego, e de receber educação formal. Sob a Lei Islâmica, em alguns países, mulheres adúlteras são punidas de morte por apedrejamento, e batedores de carteira têm suas mãos decepadas.

Em alguns países da África e do Oriente Médio, a homossexualidade é um crime, em alguns casos punida com a morte.

Seriam todos esses valores culturais moralmente equivalentes aos ocidentais? Francamente, dizer isso é um relativismo moral.

A maior conquista do Ocidente foi o conceito de direitos individuais, os quais foram formalizados pela primeira vez na Magna Carta inglesa de 1215. A ideia surgida era a de que indivíduos possuem determinados direitos que lhes são inalienáveis. Indivíduos não existem para servir ao governo; e o governo existe apenas para proteger indivíduos contra agressões de terceiros. Mas foi apenas no século XIX que as idéias da liberdade receberam amplo reconhecimento. No Ocidente, elas foram popularizadas majoritariamente por meio das obras de filósofos britânicos, como John Locke, David Hume, Adam Smith e John Stuart Mill.

A liberdade individual implica tolerância às diferenças entre as pessoas, sejam essas diferenças raciais, sexuais, ideológicas ou políticas. A liberdade também implica uma disposição em permitir que outras pessoas que discordem de você vivam tranquilamente a vida delas, desde que elas não agridam nenhum inocente. Mas essa não é exatamente a visão dos multiculturalistas, que querem impor sua diversidade sobre pessoas que não querem aceitá-la. Isso já é agressão. Uma coisa é você não concordar com uma cultura, mas não agredir quem a pratica. Outra coisa é querer impor, à força, uma cultura a quem discorda dela. 

Isso não tem como dar certo.

E é isso o que os imigrantes muçulmanos fazem na Europa. Em algumas partes do Reino Unido, cristãos são ameaçados de violência pelo simples fato de estarem carregando uma Bíblia. Tentar, pacificamente, converter muçulmanos ao cristianismo é visto como um crime de ódio. Mulheres são abordadas por homens muçulmanos por estarem "inapropriadamente" vestidas. Várias mulheres são sexualmente agredidas por muçulmanos (mas nenhuma feminista vai a uma organização islâmica protestar contra a "cultura do estupro").

Em vários países europeus, já foram estabelecidas várias "zonas proibidas" — nas quais nem a polícia pode entrar — em que a única lei é a sharia. De acordo com o jornal britânico Express, "Londres, Paris, Estocolmo e Berlim estão entre as grandes cidades européias com uma explosiva lista de 900 zonas sem lei formadas por populações de imigrantes".

Tanto na Europa quanto nos EUA, o multiculturalismo é uma visão elitista de esquerda, com raízes nas universidades. A elite intelectual, os tribunais e as agências governamentais empurram sobre a população uma agenda que é tudo, menos uma defesa dos direitos individuais, da liberdade de não se submeter a um estilo de vida com o qual não concorda, e da filosofia do viva e deixe viver. Ao contrário, multiculturalismo/diversidade é uma agenda que advoga todos os tipos de submissão: submissão a idéias, a atitudes e a discursos. 

Multiculturalismo/diversidade é a imposição de programas de reeducação, em que os proponentes da diversidade doutrinam estudantes, intimidam professores dissidentes, e impõem sobre empregados, gerentes e executivos toda a agenda politicamente correta que já foi pré-estabelecida como sendo a única aceitável.

Parte dessa doutrinação advoga a proibição de se fazer qualquer julgamento crítico, ensinando que qualquer estilo de vida é tão válido e respeitável quanto os outros, e que todas as culturas e seus respectivos valores são moralmente equivalentes.

Para os adeptos do multiculturalismo e da diversidade, coisas como cultura, ideias, costumes, artes e habilidades são uma questão racial, e são determinadas pelo grupo ao qual você pertence. Para tais pessoas, assim como um indivíduo não tem controle sobre a raça a que pertence, ele também não tem controle sobre sua cultura. Essa é uma ideia racista, mas é um racismo politicamente correto. Ela diz que as convicções, os valores e o caráter não são determinados pelo discernimento pessoal e pelas escolhas feitas, mas sim determinados geneticamente. Em outras palavras, como os racistas de outrora afirmavam: a raça determina a identidade.

Como bem disse Thomas Sowell, "o multiculturalismo se resume a isso: você pode elogiar qualquer cultura do mundo, exceto a cultura ocidental; e você não pode culpar nenhuma do mundo, apenas a ocidental".

Os valores ocidentais são superiores a todos os ouros. Mas não é necessário ser ocidental para se ter valores ocidentais. Um indivíduo pode ser chinês, japonês, judeu, africano ou árabe e possui valores ocidentais. Aliás, não é coincidência que os valores ocidentais da razão e dos direitos individuais tenham produzido um padrão de vida sem precedentes para o cidadão comum, com saúde, expectativa de vida, riqueza e conforto crescentes.

Há uma relação inquestionavelmente positiva entre liberdade e padrão de vida. Há também uma evidência inquestionável de que nós, ocidentais, não estamos dispostos a nos defender dos bárbaros. Apenas veja nossa recente reação ao massacre de Orlando: em vez de nos concentramos no assassino e sua mentalidade, nos concentramos na arma que ele utilizou. (Instituto Mises Brasil).

3 comentários:

Paulo Robson Ferreira disse...

Absolutamente de acordo com esse artigo. Os imigrantes querem invadir e formar corporações impondo todo um elenco de mediocridades culturais próprios de seres milenarmente atrasados. Visam apenas usufruir das conquistas alheias, mas nunca se relacionar fraternamente com aqueles que lhes acolhem. Vejo nisso também similaridade com a nova esquerda que quer impor todo um conjunto de idiotices embalados com rótulos de progressismo, atendendo apenas a ganância de poder que perturba seus líderes desqualificados moral e mentalmente. Parece um movimento orquestrado pela inveja (não há outro termo) contra aqueles que bem ou mal já se afirmaram, e o politicamente correto só serve para legitimar o direito dos que ainda não superaram seus atrasos

Anônimo disse...

Multiculturalismo é a palavra código para extermínio da cultura europeia/ocidental. Da mesma maneira que diversidade é código para extermínio da raça branca.

Anônimo disse...

Não os considero, os membros dessas hordas islâmicas não-assimilãveis, como imigrantes, mas, sim, como invasores bárbaros, a funcionar como cabeças de ponte do marxometismo (a seita satânica criada por Marxomé), no seu afã de destruir a civilização ocidental.

A culpa disso é do próprio Ocidente, há muito contaminado desde as suas entranhas pela seita diabólica, por ter deixado de criminalizar o marxometismo pelos 100 milhões de mortos que causou e pela destruição que semeou onde quer que tenha fincado as suas garras venenosas, do mesmo modo que o nazismo foi julgado e condenado, em Nuremberg, pelos seus 6 milhões de mortos.

Algo semelhante está ocorrendo aqui no Brasil, onde os crimes perpetrados nesses 13 anos de califado da seita lulopetista, uma derivação bolivariana do marxometismo, estão sendo julgados como se fossem crimes quaisquer e, não, como monstruosos crimes de lesa-pátria por desvio de dinheiro público em prol de uum projeto criminoso de poder, e que têm, como consequencia final, o genocídio de milhares, talvez de milhões de brasileiros, pela falta de saneamento básico, atendimento médico e hospitalar, segurança e de uma recessão econômica que já é a maior desde 1930? Não somos, acaso, o país onde vicejou o maior escândalo de corrupção dos tempos modernos, o Petrolão, dos idosos e aposentados que acabam de sofrer uma assalto de R$ 100 milhões, do zika, da dengue, da chicungunya e dos vergonhosos 60 000 homicídios por ano, para ficarmos só nesses exemplos do tsunami político, ético e econômico que nos devastou?

Isso tudo não nerecia um julgamento exemplar, com todo o rigor da lei, já que estamos falando de um projeto criminoso de poder que tinha por objetivo a implantação de uma ditadura comunista no país, e que só não foi levado a cabo por obra do acaso e da competencia e idoneidade de uns poucos?