terça-feira, 9 de agosto de 2016

Adeus, projeto criminoso de poder.

Tudo indica - escreve o historiador Marco Villa no jornal O Globo - que o projeto criminoso de poder do lulopetismo vai desaparecer do cenário brasileiro. Também assistiremos ao sepultamento político do tiranete Lula:


Depois de longos 13 anos e cinco meses, o Brasil, finalmente, vai se livrar do projeto criminoso de poder. E, tudo indica, para sempre. Como os “sovietólogos,” que durante décadas estudaram a antiga União Soviética, aqui também os analistas do PT e da conjuntura nacional não conseguiram identificar o momento da crise final de uma forma de fazer política. Os arquivos são implacáveis: basta acessá-los para constatar que davam ao PT, a Lula e às suas alianças políticas uma longevidade que eliminava a História. Era como se o Brasil estivesse condenado, ad eternum, ao domínio petista e Lula fosse o deus ex machina nativo.

A repetição exaustiva dos supostos êxitos petistas, com o apoio da universidade, que fornecia o verniz científico, dava a aparência de que, mesmo com algumas dificuldades, o petismo no poder seria eterno. Tanto o DIP, do Estado Novo, ou a Agência Especial de Relações Públicas (Aerp), do regime militar, nunca alcançaram a eficiência da máquina de propaganda petista. Desta vez, o apoio dos acadêmicos, dos intelectuais, dos jornalistas, dos artistas não necessitou da violência do aparato repressivo. Não. Bastou, para alguns, o dinheiro; para outros, a sensação de que participavam do poder e, para os mais ingênuos, a reafirmação de antigas teses da juventude. O modo petista de governar foi louvado como uma contribuição brasileira para o mundo e Lula, incensado como a síntese das nossas melhores lideranças.

Os “petistólogos” ficaram tão impressionados com a propaganda, que acabaram dando uma sobrevida a uma forma moribunda de fazer política. Mas a história seguiu outro caminho. De um lado, a grave crise econômica, produto da famigerada nova matriz econômica, solapou a possibilidade de manter a base social do regime; as fontes tradicionais de recursos que drenaram para o grande capital bilhões de reais se esgotaram. E a classe média viu encolher seu poder de compra e os seus sonhos de consumo. Já a base da pirâmide sentiu os efeitos da inflação e do desemprego.

O autoconvencimento petista de que permaneceriam eternamente no poder e que controlavam o Judiciário — portanto, estariam salvaguardados frente aos atos de corrupção — fez com que ampliassem em escala nunca vista o saque do Estado brasileiro. O petrolão é apenas uma das faces do leninismo tropical, modo petista de governar, subornar e destruir os fundamentos do estado democrático de direito. A corrupção tomou o aparelho de Estado. Sem esquecer que socializaram seus beneficiários.

A ação da Justiça foi fundamental para desvelar o projeto criminoso de poder. Não bastou a Ação Penal 470, o processo do mensalão. As suaves condenações do núcleo político estimularam a corrupção. Não custa recordar que recursos do petrolão foram usados para pagar multas de sentenciados no mensalão, como no caso de José Dirceu. Decisivo foi o papel da 13ª Vara Federal do Paraná. A ação coordenada da Polícia Federal, do Ministério Público Federal e do juiz Sérgio Moro apresentou para o país o Brasil petista. As severas condenações determinadas pelo juiz Moro — e referendadas, quase todas elas, na segunda instância, em Porto Alegre — deram o combustível político para o enfraquecimento da legitimidade do bloco que estava no poder desde janeiro de 2003.

Mas não foram suficientes as crises econômica e ética. O governo de então contava com a passividade popular. Com a crítica vazia, estéril, com os rebeldes do sofá. A surpresa veio a 15 de março de 2015, quando as ruas do Brasil foram tomadas por milhões de manifestantes. Era o novo na política. A combinação da forte presença das redes sociais e de uma nova forma de organização de fazer política — longe dos partidos políticos. E as sucessivas mobilizações de rua, rompendo também com o passado — o velho comício, onde o povo não passa de participante passivo —, deram o golpe final em um projeto de poder que parecia invencível.

Apesar de todos estes fatores, analistas insistiam em dar sobrevida ao petismo. Superavaliaram a capacidade de organização do partido e de seus asseclas. Deram aos movimentos sociais, mantidos por verbas públicas, um poder que nunca tiveram. Iriam incendiar o país, inviabilizar as ações oposicionistas e despertar a base social do lulismo, os mais pobres. Nada disso aconteceu. As mobilizações foram pífias. Sem as benesses estatais, nada são. E as centrais sindicais que falaram até em greve geral?

O afastamento definitivo de Dilma Rousseff vai ocorrer em clima de absoluta tranquilidade. O país não aguenta mais o PT, sua forma de governar, de fazer política. Seus líderes viraram motivo de piadas. Lula, hoje, não passa de uma figura caricata. Sua maior preocupação é escapar da prisão. O PT apresenta claros sinais de divisão, que, tudo indica, deve ocorrer após as eleições de outubro. Isto se o partido não tiver cassado seu registro, pois violou inúmeras vezes a Lei 9096/95.

O julgamento de Dilma, de acordo com a Constituição, vai ocorrer sob a presidência do presidente do STF. É de conhecimento público que Ricardo Lewandowski não chegou à Suprema Corte pelos seus dotes jurídicos. Foi escolhido por razões paroquiais, de São Bernardo do Campo, onde começou sua carreira política. Se Rui Barbosa foi chamado de Águia de Haia, Lewandowski pode ser considerado o ministro da rota do frango com polenta — região de restaurantes daquela cidade onde se saboreia tal iguaria. E, suprema ironia da História, será ele que vai presidir o impeachment. Mais ainda, vai presidir o sepultamento político do seu amigo Luiz Inácio Lula da Silva.

4 comentários:

Vandeco disse...

“Lula enganou o mundo”, diz
The Wall Street Journal, o maior periódico do planeta
http://www.implicante.org/category/blog/
The Wall Street Journal, o maior periódico do planeta

O diário norte-americano, que tem a maior tiragem mundial, crava em
manchete que o ex-presidente engambelou a todos.

The Wall Street Journal é o maior jornal do mundo, em circulação. Sua
tiragem é de 2,378,827 de exemplares (para efeito comparativo, basta dizer
que a segunda posição fica com o New York Times, com 1,865,318). Desse
modo, é ainda mais emblemática a pancada que Lula recebeu da publicação.

Em artigo de hoje, afirmam que o petista teria passado uma conversa-mole no
mundo inteiro. O título é um petardo: “*How Brazil’s Lula Conned the World*“.
Em tradução mais simples, poderia ser: “*Como Lula do Brasil enganou o
mundo*“). Ocorre que eles usam uma flexão de “con”, que tem a ver com o
sentido de “confidência” e, desse modo, a referência é mais pesada. Ele
teria “traído a confiança”, “ludibriado” mesmo.
[image: Lula - The Wall Street Journal]

O artigo é tardio, mas antes tarde do que nunca.

E aí desfiam aquele rosário que já conhecemos. Parecia uma coisa, era
outra. A explosão econômica, prenunciada por matéria de capa da revista The
Economist, era uma furada. E asseveram que este é um dos piores países do
planeta para quem quiser começar um negócio.

Vale salientar que não se trata de uma matéria tratando genericamente da
situação econômica, com explicações contextuais ou algo assim. Nada! É uma
crítica DIRETA ao método político da enganação. É uma paulada, mesmo!

Tarde demais, não é mesmo? Ainda assim, antes tarde do que nunca.

Até que enfim o mundo passou a descobrir a verdade sobre o que realmente
foram as gestões petistas, para além das lorotas divulgadas lá fora por
articulistas ligados ao PT ou à esquerda.

A quem quiser ler na íntegra, o texto está aqui

Vandeco disse...

http://www.wsj.com/articles/how-brazils-lula-conned-the-world-1470606701

Orlando Tambosi disse...

VandecoO,

já publiquei aqui integralmente o devastador artigo de Mary Anastasia via Instituto Cato.

Paulo Robson Ferreira disse...

Eu gostaria de tirar meu nome desse tal "mundo todo" que o Wall Street registra. Jamais votei em Lula ou Dilma para presidente do Brasil. Aliás, tenho um teste de inteligência muito eficaz para avaliar os eleitores brasileiros. Pergunto apenas quantas vezes o indivíduo votou no PT para a presidência da república nas quatro últimas eleições. Se votou apenas uma vez sua inteligência é mediana, se votou duas, sua inteligência é sofrível, se votou três o camarada pode se considerar perto da idiotia e se votou quatro vezes, trata-se de um oligofrênico. Esse teste, modéstia a parte, é infalível.