sábado, 10 de setembro de 2016

Fascistas em busca de um mártir

Em sua coluna na revista Istoé, Rodrigo Constantino afirma que os fascistas vermelhos buscam algum defunto para servir de bandeira contra os "golpistas" de Temer:


Os brasileiros aprendem a repetir desde cedo que fascismo é tudo aquilo que não é socialismo. Bastou não aplaudir o conceito vago de “justiça social” para ser transferido ao grupo dos fascistas, sinônimo, em terras tupiniquins, de neoliberal ou conservador. É o método Paulo Freire de “educação”. O que esses alunos não aprendem é que o próprio Mussolini era um socialista na juventude, e que absorveu lá os métodos que usou depois, assim como a ideia de que tudo deve ser pelo estado, nada fora dele. Seus “camisas negras” eram jovens totalitários, intolerantes, cheios de certezas, e dispostos a partir para a violência para impor suas “verdades”.

Soa familiar? Deveria. Essa turma era muito parecida com os jovens de vermelho que ocupam as ruas brasileiras hoje para “protestar” contra o “golpe” e gritar “Fora Temer”. Não são “garotos espinhentos” inocentes, e sim niilistas dando vazão ao seu desejo de destruição, cuspindo na democracia, no estado de direito, tudo em nome da “democracia”. São massa de manobra dos oportunistas de plantão. A esquerda precisa de uma narrativa após o fiasco do governo petista, que mergulhou o País numa crise sem precedentes, sem falar dos infindáveis escândalos de corrupção. A saída encontrada foi a baboseira do tal “golpe”, ou seja, bancar a vítima, como sempre. Para tanto, ela precisa de imagens fortes, de policiais batendo em jovens “manifestantes”.

Uma menina que perdeu a vista de um olho já foi festejada pelos abutres, não importando o alto custo que vai pagar pela estupidez juvenil. Indivíduos são meios sacrificáveis pela “causa”. Mas não foi o suficiente. A esquerda gostaria até mesmo de um cadáver para expor em sua “instalação artística”. Os fascistas vermelhos buscam algum defunto para ilustrar a “repressão” que sofrem do governo “golpista”. Eles querem sangue.

E claro, encontram do outro lado muita gente cansada desses abusos, saturadas inclusive do tratamento dispensado pela imprensa, que insiste em falar em “manifestantes” em vez de baderneiros ou criminosos. A população indignada morde a isca, e pede reação mais enérgica da polícia, que tem a obrigação de manter a ordem e preservar o patrimônio público. Compreensível, mas arriscado.

Um lado meu clama por mais balas de borracha, por tolerância zero com esses intolerantes fascistas. Mas isso é exatamente o que querem. Por isso o outro lado pede cautela, frieza, compreendendo que é preciso impedir o avanço da horda vermelha, mas tomando todo cuidado do mundo para não ceder às provocações e entregar de bandeja o que querem. Há psicopatas que levam até crianças como escudos!

Manifestações eram aquelas que pediam a saída de Dilma. Isso que temos hoje são atos fascistas em busca de uma narrativa falsa.

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