sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Moro manda avaliar "tralhas" de Lula depositadas em cofre do BB

O juiz Sérgio Moro quer saber o valor dos bens apreendidos na Operação Aletheia. O TCU apurou desvio ou desaparecimento de bens pertencentes à União e aos Palácios do Planalto e Alvorada nos dois mandatos de Lula. Trata-se do grande acervo depositado num cofre do Banco do Brasil, que o tiranete chama de "tralhas":


O juiz federal Sérgio Moro aceitou pedido da Procuradoria da República e mandou nesta sexta-feira, 23, a Secretaria da Presidência da República avaliar os bens apreendidos em poder do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Operação Aletheia – desdobramento da Lava Jato que pegou o petista. Moro concedeu prazo de 45 dias, ‘prorrogável se necessário’.

A solicitação do Ministério Público Federal, subscrito por treze procuradores da República, tem base em auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) que apurou ‘desvio ou desaparecimento de bens pertencentes à União nos Palácios do Planalto e da Alvorada, incluindo a análise dos inventários anteriores e posteriores à última transmissão de mandato presidencial e da política, normas e procedimentos aplicáveis aos presentes do chefe do Executivo Federal’.

Em março, quando estourou Aletheia, a Polícia Federal descobriu um cofre no Banco do Brasil em São Paulo onde estavam armazenados objetos que o ex-presidente chama de ‘tralhas’ e alega ter recebido de presente quando exerceu os dois mandatos (2003/2010).

Na decisão, Moro afirmou que a defesa de Lula primeiramente havia se ‘comprometido a prestar esclarecimentos’, mas depois não houve mais ‘essa intenção’.

“Acolho o requerido pelo Ministério Público Federal e atribuo tal função à Secretaria da Presidência da República e que, reputando necessário, poderá contar com o auxílio de outros órgãos, como o próprio Tribunal de Contas da União”, determinou Moro.

“Oficie-se à Secretaria de Administração da Presidência da República, com cópia deste despacho, da manifestação do Ministério Público Federal da petição e laudos, solicitando os especiais préstimos do órgão para que seja examinado, se necessário in loco (no caso com autorização deste Juízo), o material apreendido em cofre no Banco do Brasil e ali depositado em 21 de janeiro de 2011 pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para averiguar se existem ali bens que na forma do Decreto nº 4.081, de 11/01/2002 e do Decreto nº 4.344, de 26/08/2002, devem ser incorporados ao Patrimônio da Presidência da República.”

Moro afirmou que deverá ainda ser verificado, ‘considerando os arquivos e dados disponíveis na Secretaria da Presidência da República ou em outros órgãos, a origem dos bens ali depositados’.

Auditoria do TCU aponta que ’em virtude das fragilidades nos procedimentos de classificação desses presentes, constatou-se que dos 568 itens recebidos nos dois mandatos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva apenas nove foram incorporados ao patrimônio da União (1,58%)’. (Estadão).

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E os 14 contêineres de Lula continuam estourando acessos num post de domingo (aqui).

Um comentário:

Paulo Robson Ferreira disse...

O grande mago da empulhação chamou de "tranqueiras" e não de "tralhas". E entre as tranqueiras estão obras de pintores famosos que, com certeza, para o Lula, são tranqueiras mesmo. Mas, como ele mesmo diz: "essa p.o.r.r.a é nossa".