terça-feira, 20 de setembro de 2016

Portugal também tem suas Manuela D'Ávila, Ângela Albino, Luciana Genro. Viva o comunismo.

A portuguesa Mortágua em ação contra o capitalismo.
Todas são bonitinhas, mas de olho na generalidade, cultivando conceitos (perigosamente) vagos. Querem a redenção do mundo, enfim, resolver os problemas que não conseguem nomear concretamente. No caso de Mariana Mortágua (que nome sinistro), a portuguesa,  só se pode dizer que acaba de descobrir o velho e maldito comunismo. Bora, gordinha:


É evidente que Mariana Mortágua defende uma ideologia economicamente totalitária e que muitas das interpretações dadas às suas palavras estão alinhadas com o que ela realmente pensa. É evidente que, no mundo ideal de Mariana Mortágua, ninguém poderia poupar ou deter capital e meios de produção. Essa é a ideologia de Mariana Mortágua, de boa parte do BE e, hoje em dia, de muitos nos lugares de topo do PS. Mas eles sabem que este (ainda?) não é o momento de vir a público com essas ideias. Portanto limitam-se a falar dos 1%, dos muito ricos dentro do contexto português (1% em Portugal é alguém que ganhe o correspondente a dois salários mínimos do Luxemburgo). Lidas as declarações dentro do contexto, foi deles que ela falou nas suas já famosas declarações. Que o tenha dito da forma que disse, só revela o pequeno monstro totalitarista a querer fugir, mas a verdade é que falava mesmo nos 1%.

Os comentadores pegaram nas declarações de Mariana Mortágua e extrapolaram para campos que ela não disse textualmente. O BE indignou-se. Mariana Mortágua indignou-se com essa interpretação. Tudo isto é de uma ironia sublime. Comentar declarações sem o contexto, fazer extrapolações hiperbólicas, demonizar o adversário, utilizar argumentos ad hominem e dividir o mundo entre bons e maus foram prácticas recorrentes do Bloco de Esquerda ao longo de 20 anos. Foi assim que cresceu e se fez partido. Mas agora estão no poder. Karma is a bitch.

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