terça-feira, 27 de setembro de 2016

PSOL, o PT de ontem: um embuste ideológico.

O PSOL é uma costela do PT e tenta compatibilizar o impossível: socialismo e liberdade. Onde imperou o socialismo, a liberdade desapareceu. Como água e azeite, não se misturam, ressalta bem o artigo do historiador Ney Carvalho publicado no Instituto Liberal:


A sigla da instituição é PSOL, que representa as ideias a nortear a entidade: Partido Socialismo e Liberdade. Seu logotipo é a caricatura de um sol semirrisonho. Nasceu como costela do PT, em meio a mais uma das eternas e constantes dissidências entre grupamentos de esquerda.

No entanto, o objetivo deste artigo não é analisar as divergências ideológicas ou de ação política do esquerdismo militante. Mas exibir, em poucas linhas, a inafastável contradição histórica entre socialismo e liberdade.

Não existe nenhuma experiência de implantação do socialismo, desde a Revolução Russa de 1917, que não tenha degenerado em opressão das liberdades no território respectivo. Desde os regimes de Lênin e Stalin na própria Rússia, passando pela Cortina de Ferro estabelecida sobre a Europa Oriental após a Segunda Guerra, a China de Mao Zedong, os anos de Pol Pot no Camboja, a dinastia Kim na Coréia do Norte, a ditadura dos irmãos Castro, em Cuba e, nos dias atuais, o socialismo do século XXI na Venezuela de Chávez e Maduro. Todos esses sistemas tiveram a destruição das liberdades políticas e econômicas como ferramenta central de sua manutenção no poder.

Socialismo e liberdade são como água e óleo, não se misturam. Não há socialismo com liberdade, assim como inexiste liberdade onde o socialismo prospera.

A juventude dourada da Zona Sul do Rio de Janeiro tende a se encantar com promessas edulcoradas de que socialismo pode conviver com liberdade. O PSOL é, hoje, o centro dessa farsa. Como o próprio nome revela, é o coração de uma mentira que a história já se encarregou de desnudar.

2 comentários:

lgn disse...

Pelo projeto comunista, o que virá não se sabe, mas o discurso tem de ser atrativo. E a perda de liberdade é um assunto proibido nos meios revolucionários, ainda que nos países que se tornaram comunistas não se fala sobre qualquer possibilidade de liberdade. A China adotou uma condição curiosa. Ao perceberem seus líderes que não há criação de riqueza sem liberdade, resolveu criar um sistema curioso. Uma espécie de girafa com cruzamento de hipopótamo. Politicamente fechada e economicamente entreaberta. Mas o fato é que a batalha pelo novo mundo e pelo novo homem não tem prazo e nem arquitetura. Quando se chegar lá se discutirá os rumos do processo. Assim, o discurso malandro da esquerda é socialismo com liberdade. Tem sentido essa política, pois Gramsci alterou a guerra revolucionária eliminando os canhões, tão caros aos radicais do início. Já que está em pleno andamento a viabilidade desse regime comendo pelas beiradas nas universidades e escolas em geral, basta a promessa de que a liberdade é sagrada para convencer idiotas praticantes desse fato.

Anônimo disse...

O facínora lenin disse que a liberdade é uma coisa tão preciosa que tem de ser racionada.