sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Temer, o constitucionalista, deu um tiro no próprio pé?

Segundo o jornal O Estado de São Paulo, o acordo para livrar Dilma da inabilitação foi armado pelo rábula defensor da ex-presidente, José Eduardo Cardoso, junto com a fazendeira Kátia Abreu e o presidente da república nordestina Renan Calheiros - com o aval do presidente Michel Temer! Se assim foi, começa mal o governo Temer, que deu um tiro em seu próprio pé, arrumando sarna para se coçar. E vai coçar muito:


O acordo que fatiou a pena da presidente cassada Dilma Rousseff surgiu de uma proposta feita por sua defesa há três semanas, negociado pelos senadores Renan Calheiros (PMDB-AL) e Kátia Abreu (PMDB-TO), e quase naufragou por causa de um discurso inflamado de Lindbergh Farias (PT-RJ). O presidente Michel Temer teria dado aval “como jurista”.

Os peemedebistas foram fundamentais para a aprovação do fatiamento. Dos 17 senadores que votaram a favor do impeachment, dez foram pela pena branda. Entre “contra” e “abstenções”, Dilma “virou” 19 votos. A proposta foi rejeitada por 42 votos a favor, 36 contra e três abstenções – eram necessários ao menos 54 votos.

A medida que permite a Dilma exercer função pública abre precedente para beneficiar políticos ameaçados de cassação, como o deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

A medida que permite a Dilma exercer função pública abre precedente para beneficiar políticos ameaçados de cassação, como o deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Apesar do voto perdido, a ex-presidente já havia angariado naquele momento apoio suficiente de aliados e defensores do impeachment para preservar seus direitos.

Um comentário:

Anônimo disse...

Tudo caso pensado, eles fizeram isso para desmoralizar o senado, e implantar o parlamentarismo tabajara, não vamos aceitar vamos voltar a o reinado.