sábado, 15 de outubro de 2016

A criminalidade em nome do "coletivo"

Bandoleiros do MST em ação: sempre impunes.
Percival Puggina escreve sobre "A Lava Jato e a 'criminalização' da corrupção", abordando os bandoleiros do MST, essa organização clandestina que mama no Estado e depreda fazendas e centros de pesquisa, além de infernizar nas vias públicas. O fato é que é preciso introduzir na sociedade brasileira a noção de indivíduo, responsável por seus próprios atos. Enquanto prevalecer a ideologia coletivista, só dará merda. Chega de pobrismo oficial, chega de considerar os criminosos como meras "vítimas da sociedade", chega de Estado protetor:


O leitor destas linhas deve saber que foi instalada em nossos hábitos e costumes uma distinção entre o crime contra o patrimônio praticado por um e o mesmo crime praticado por muitos. O "coletivo" da segunda situação permite atribuir-lhe a característica de movimento social, ideologicamente credor de benevolência e reverência. As razões pelas quais as coisas se passam assim no Brasil permanecem envoltas pelos mistérios inerentes à alquimia marxista. Tremem as luzes do intelecto, borbulham as retortas cerebrais, fumegam os neurônios e pronto: afirmar que qualquer dos ditos movimentos sociais violou dispositivo do Código Penal torna-se pura e simples criminalização do movimento e isso não é coisa que se faça.

O MST já conta 32 anos empenhado em crescente pluralidade de causas, entre as quais a que menos importa é a reforma agrária. Até o PT, com o tempo, descobriu que desapropriar terra para assentar o pessoal indicado pelo MST é jogar dinheiro fora. Sob o ponto de vista político, resulta mais eficiente e mais barato dar dinheiro para o movimento e bolsa família para seus militantes. Tanto isso é verdade que após 13 anos e quatro governos federais petistas, Michel Temer esquentava sua cadeira há apenas uma semana quando o MST lhe apareceu com extensa pauta de reivindicações. Sem nenhum constrangimento.

Denunciar a "criminalização" dos movimentos sociais é ato de extrema astúcia, cujo objetivo consiste em criminalizar a denúncia do ato criminoso. Hoje, são condutas e expressões inseparáveis. Basta que alguém denuncie ou reaja a um crime contra a propriedade privada ou pública praticado por muitos para que, imediatamente, passe a ser acusado de estar criminalizando movimento social. Esta acusação pretende conseguir (e pela insistência e repetição consegue) que o denunciante seja percebido como réu ele mesmo. Invertem-se as culpas e responsabilidades. Graças a isso, o MST e os exércitos rurais do senhor Stédile sempre agem impunemente. Graças a isso, as milícias urbanas do MTST e do senhor Boulos obtêm a mesma proteção. Graças a isso, os truculentos máscaras-negras do senhor Freixo, conhecidos pela alcunha de Black Blocs, podem queimar lixeiras e espatifar vidraças sem serem tolhidos. Graças a isso, também, os adolescentes intelectualmente abusados por professores militantes podem invadir escolas e prédios públicos sem serem perturbados pelas instituições da República. E por aí vai a semeadura cultural da impunidade.

Se o leitor destas linhas observar a reação desses mesmos grupos, bem como a dos partidos e lideranças políticos que os sustentam, perceberá que a mesma estratégia está sendo aplicada em relação à força-tarefa da Lava Jato e, especialmente, ao juiz Sérgio Moro. Atacam os delegados, os procuradores e o juiz por estarem "criminalizando" condutas criminosas. O petrolão não foi um movimento social. Foi mais um movimento societário. Mas a Lava Jato está criminalizando a corrupção e isso deixa muita gente indignada.

2 comentários:

César de Castro Silva disse...

Concordo em gênero,número e grau. Chega de pobrismo oficial, essa frase é muito significativa.Parabéns, Tambosi, pelo texto lúcido e real.

Anônimo disse...

Tambosi, pelo amor de Deus se debruce sobre o que está acontecendo no colégio Pedro II do Rio de Janeiro. Sim, é este mesmo colégio que aprovou saias para os meninos. Banheiros unisex e aulas de orientaçção sexual para crianças. Um colégios que já não tem alunos e alunas mas alunxs. Os professores fizeram neste fim de semana uma manifestação pelos 50 anos da revolução cultural chinesa. Eu me pergunro se estes alunos alguma vez ouviram falar na semana de 22 no Brasil. O que tem na cabeça esses professores alucinados? Foram os professores os primeiros que Mão tratorou.É Antológica a cena no filme " invasões barbaras" em que o professor elogia a revolução para uma chinesa e ela diz: foi então que eu perdi a minha familia. Meu deus ! Cadê as familias destas crianças do Pedro II ? Cadê as mães e os pais? Eles sabem o que está acontecendo ? Tambosi, procure saber o que há. Grata.