sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Só as escolas brasileiras têm "semana do saco cheio". Por isso temos tantos Prêmios Nobel.

O antagonista Mário Sabino tem razão em reclamar contra a "semana do saco cheio", que assola principalmente as escolas paulistas, sem excluir as universidades. Desde quando aprender ou ensinar "enche o saco"? Ah, sim, as escolas privadas também aderiram à malandragem, sem descontar os dias parados. Os pais que paguem:


Estou trabalhando numa linda casa na Bahia, emprestada por uma amiga. Organizei a viagem para que o meu filho mais novo não ficasse mofando em São Paulo, na “semana do saco cheio”.

Embora seja um prazer viajar com o meu filho, ainda mais para um paraíso como este aqui, acho um absurdo a “semana do saco cheio”. Não adianta dizer que o ano letivo permite por causa disso ou daquilo. É o tipo de argumento que só faz aumentar a minha irritação, porque o fato incontestável é que as crianças brasileiras de qualquer classe social estudam menos do que deveriam.

O próprio nome da tal semana mostra o nosso desapreço pelo conhecimento: aprender “enche o saco”, ensinar “enche o saco”, esforçar-se “enche o saco”. E os nossos cérebros vão ficando cada vez mais vazios, assim como os nossos bolsos, visto que os segundos são extensão dos primeiros.

Por falar em bolso, diante da fatalidade da “semana do saco cheio”, eu ficaria menos bravo se as escolas a descontassem da mensalidade de outubro. Mas, nesse caso, teriam também de descontar uma semana do salário dos professores e funcionários, algo fora de cogitação. Ou seja, eu e os outros pais pagamos para a marmanjada ficar de papo para o ar quando deveria estar trabalhando.

Vou dar um mergulho antes que o sol se ponha, antes de recomeçar a trabalhar para bancar a semaninha de férias do pessoal da escola.

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