segunda-feira, 28 de novembro de 2016

A economia mendicante de Fidel Castro

Ensaio de Mário Amorim Lopes sobre "O legado econômico" do tirano que a história jamais absolverá:


Tinha 14 anos, embora jurasse ser dois anos mais novo. Empunhou a caneta e escreveu uma carta ao então Presidente dos Estados Unidos da América, Franklin Delano Roosevelt, com um pedido insólito: queria uma nota de 10 dólares. Nunca tinha visto uma, e gostaria de a ter. «O seu amigo, Fidel Castro» — rematou. Indelevelmente, este pedido marcaria o legado de Fidel Castro. A Cuba revolucionária e socialista havia de se comportar como um ‘mendincante’, ora suplicando pela ajuda da União Soviética, ora suplicando pelos favores da Venezuela, desta forma suprindo as suas necessidades económicas. 

Os 10 dólares que Fidel pediu a FDR são hoje o salário médio mensal de um operário cubano. Um médico, mais desafogado, ganha 20. Os supermercados, à semelhança de quase todos os sectores da economia, são controlados pelo Estado. A distribuição de alimentos é, a par com tudo o resto, considerada um sector estratégico pelo governo cubano. Como tal, tem de ter uma presença forte do Estado. O resultado é o de sempre. Postas e repostas as necessidades, um agregado familiar de quatro pessoas tem direito a 1 Kg de arroz por mês e uma pasta de dentes de três em três meses. Ninguém passa fome, mas também não há festins e banquetes. Os excessos do capitalismo estão vedados em Cuba. (Continua).

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