segunda-feira, 7 de novembro de 2016

CNBB: com os corruptos esquerdistas contra a PEC 241.

Os bispos andavam de bico calado diante da roubalheira promovida pelos petistas no poder. Agora reaparecem, mas para apoiar os autores da roubalheira que quebrou a economia brasileira. A propósito, segue artigo de Percival Puggina:


Como de hábito, a CNBB resolveu alinhar-se aos partidos de esquerda no combate à PEC 241. Eu andava sentindo falta da CNBB oposicionista, tão silenciosa nos longos anos de insucessos e malfeitos do PT. Alias, durante os mandatos petistas, a cada quatro anos, ao se aproximarem as eleições, os documentos publicados no site da Conferência com o título Análise de Conjuntura dedicavam-se a combater os argumentos e diagnósticos da oposição. Em outras palavras, disparavam desde a trincheira do governo. Estou chovendo no molhado, bem sei.

O que interessa aqui é esta nota dos senhores bispos contra a PEC 241. Eis sua essência:

"A PEC 241 é injusta e seletiva. Ela elege, para pagar a conta do descontrole dos gastos, os trabalhadores e os pobres, ou seja, aqueles que mais precisam do Estado para que seus direitos constitucionais sejam garantidos. Além disso, beneficia os detentores do capital financeiro, quando não coloca teto para o pagamento de juros, não taxa grandes fortunas e não propõe auditar a dívida pública."

E também:

"A PEC 241 afronta a Constituição Cidadã de 1988. Ao tratar dos artigos 198 e 212, que garantem um limite mínimo de investimento nas áreas de saúde e educação, ela desconsidera a ordem constitucional."

Comecemos por esta última. A CNBB sustenta uma tese surpreendentemente genérica. A de que se uma proposta de emenda à Constituição alterar preceito da Constituição ela é inconstitucional. Nesse caso, para que existiram tais propostas? Uma PEC só será inconstitucional se ferir princípio constitucional ou cláusula pétrea, como tal declarada pelos constituintes originários (1988). Não é o caso. Corporações do Poder Judiciário, por exemplo, se insurgiram contra a PEC por outro viés, invocando o princípio da independência dos poderes, mas o STF já sinalizou que não concorda. O que esse corporativismo pretende é que a cabine dos passageiros de primeira classe não balance quando o avião atravessa zona de turbulência. A própria presidente do STF, ministra Carmen Lúcia, já se manifestou a favor da PEC e contra o argumento dos magistrados.

Quanto ao primeiro ponto da nota, a CNBB acompanha as críticas dos partidos de esquerda, que:

1. se esfalfaram na análise de consequências da PEC 241 que supõem funestas exatamente aos setores que ela pretende proteger;
2. dizem lutar por mais recursos à Saúde e à Educação, mas parecem não aceitar que esses recursos sejam suprimidos de outros setores, ou seja, haverá que buscar nos ventos e nas estrelas os recursos que pretendem obter;
3. apenas como contraponto e denúncia, trataram da não inclusão do setor financeiro nos ônus da contenção da despesa pública.

Desconsideraram, neste particular, que os títulos do governo são adquiridos pela sociedade como forma de poupança e investimento. É o dinheiro para compra da casa, troca do automóvel, educação dos filhos, reserva para velhice, abertura de um negócio. As medidas que a CNBB pretende contra esses cidadãos fuga de capitais para outros ativos, redução ainda muito maior dos investimentos produtivos, seriíssimos problemas de financiamento para o governo, que redundariam em aumento da taxa de juros e aprofundamento da recessão. Afinal, não foi a irresponsabilidade fiscal que nos lançou no atual cenário de dificuldades?

Não é sensato recusar racionalidade ao comportamento dos agentes econômicos. Nenhum poupador poupa para suprir o Estado e suas funções. Nenhum investidor anda em busca de governos para socorrer generosamente. Só fundos de pensão admini strados por petistas investem em títulos públicos venezuelanos. Bobo é quem, pensando que o dinheiro é bobo, gasta mais do que pode. Agora, tanto os que se serviram politica e/ou pessoalmente da gastança, e os que nada disseram contra ela, se introduzem no palco como zelosos defensores do interesse público. O interesse público, hoje, se chama controle do gasto público, segurança a quem empreende, gera empregos, renda e tributos. Ah! sobre a auditoria da dívida, basta perguntar ao PT como conseguiu quintuplicar em 13 anos o compromisso que carregamos.

4 comentários:

Paulo Robson Ferreira disse...

É bom que a estupidez das esquerdas da Igreja se alerte para uma revisão do passado dela. Na Inquisição os padres torturavam e assassinavam sob o pretexto de defenderem a fé no Cristo, ignorando o princípio da doutrina cristã: "amai-vos uns aos outros como eu vos amei". Agora a Igreja se alia àqueles que pregam o "nós contra eles" como se a desdita de uns é exclusivamente consequência do êxito dos outros. Se essa estúpida esquerda católica tivesse um mínimo de lucidez, pensaria em implantar as reformas que deram resultados excelentes na Coréia do Sul e no Japão, que permitiram, mesmo com reduzidos recursos minerais, que essas países tenham renda per capita, no mínimo, o triplo da nossa. Essas reformas se inspiram num único princípio: EDUCAÇÃO, que não gera tensões sociais, confrontos e nem dá palanque a políticos demagogos que vivem da miséria dos menos favorecidos.

Anônimo disse...

A CNBB não representa a igreja católica apostólica romana e muito menos ainda o Vaticano. A CNBB é um aglomerado de bispos brasileiros de tendência pró comunismo que ajudou o PT subir ao poder, que se calou contra as imoralidades dos governos do PT durante quatorze anos e que agora está tentando defender o indefensável.

Por outro lado, sou favorável a que se inicie a taxação dos imóveis de todas as igrejas ou seriam elas e seus representantes melhores do que os demais mortais e instituições?

Índio/SP

Anônimo disse...

Coloquei no Google
CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL PEC 241
E apareceu o pdf destes cidadãos.
Coloquei no Google
CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL DESOCUPACAO
CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL DESOCUPADOS
E nada.
Tambem pesquisei no próprio site http://www.arquisp.org.br/ com a palavra DESOCUPADOS. Adivinhem? Nada.
E pesquisei, também no mesmo site, com PETROBAS CORRUPCAO. Adivinhem? Nada.
Porque será?
E como escrito na nota, que fizeram estes cidadãos quando a divida aumentava?
http://economia.estadao.com.br/blogs/joao-villaverde/o-aumento-da-divida-publica-e-a-crise-brasileira/
Igreja Catolica? FOI
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Ao anônimo de Índio/SP.
Então o Vaticano deveria intervir e demitir/excluir/eliminar/fechar/excomungar/... este bando de comunistas.
Mas cuidado, porque Francisco.....
http://g1.globo.com/mundo/noticia/2016/10/papa-francisco-recebe-nicolas-maduro-no-vaticano.html
http://istoe.com.br/de-surpresa-papa-francisco-recebe-nicolas-maduro-no-vaticano/
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Pedro Costa disse...

Esse papa também é comuna.