segunda-feira, 21 de novembro de 2016

E só Temer não viu

O presidente Michel Temer está cada vez mais parecido com Dilma, pelo menos nas trapalhadas que acontecem no governo. É o caso do ministro Geddel, que praticou tráfico de influência, algo inadmissível nos tempos pós-Lava-Jato. Coluna de Vera Magalhães no Estadão:


A semana que começou com Michel Temer passando a mão na cabeça de Romero Jucá e demonstrando, de um lado, condescendência com acusações de corrupção contra aliados e, de outro, paúra da capacidade de mobilização de Lula e do PT, só poderia terminar com um episódio como o que contrapôs o ministro Geddel Vieira Lima e o agora ex Marcelo Calero.

Parafraseando Chico Buarque, o tempo passou na janela, e só Temer e seus principais aliados no Planalto e no Congresso não viram. No Brasil pós-Lava Jato, vai-se mostrando impossível conviver com tráfico de influência explícito como o praticado por Geddel, tentativas de moldar as leis às conveniências dos investigados, como as praticadas na Câmara e no Senado, e manobras para o tapetão, como a tentada pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para buscar uma reeleição que não lhe é facultada.

O desassombro com que Calero deu uma entrevista para contar em detalhes algo que pré-Lava Jato ficaria restrito aos bastidores, mostra que grampos, delações e prisões de poderosos tiveram, sim, um efeito educativo sobre a política brasileira, e que há quem se importe em preservar honra e currículo de máculas que outros das antigas gerações tratam com desdém.

Temer parece alheio ao trem da história: mesmo no fim de semana, os assessores mais próximos do presidente garantiam que Geddel não fez nada demais, e fica onde está. Mais: o fato de a pressão não ter surtido resultado seria ponto a favor do governo. Vida que segue. A conferir.

GOVERNO

Caso Geddel não ameaça PEC do Teto, diz Planalto

Mesmo admitindo desgaste na articulação política com as acusações desferidas por Calero sobre Geddel, o Planalto não acredita que o episódio tenha peso suficiente para impedir a aprovação da proposta de emenda constitucional que fixa o teto de gastos do setor público em primeiro turno. O placar estimado continua de ao menos 60 votos a favor da limitação. Mas, pelo sim, pelo não, a reforma da Previdência só vai para a Câmara depois que a primeira votação tiver acontecido. (Continua).

2 comentários:

O MESMO de SEMPRE disse...

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Os COLETIVISTAS adeptos da SUBMISSÃO ao governo já se assentam na nova e falsa dicotomia entre religião x socialismo.
A propaganda é agora a descarada mentira de que o cristianismo se opõe ao socialismo que fundamentou e sempre apoiou.

...mas os socialistas contemporâneos em suas disputas pela manutenção do poder repetem a história e muitos se aliam aos NOVOS BARBAROS, ou ISLÂMICOS.

As FARSAS se REPETEM COMO HISTÓRIA e talvez um novo e remodelado FEUDALISMO se venha impor com a participação dos novos atacantes bábaros, ou atualmente chamados de ISLÂMICOS:

falam sem corar da "civilização" judaico-cristã, mesmo que o Velho Testamento não defenda a moral defendida pelo Novo Testamento e, sobretudo, que os critãos tenham perseguido ferozmente os judeus, assassinado-os com crueldade por serem INFIÉIS. Ou seja, FALA-SE asneiras contraditórias sem o menor pudor. Isso é o que fazem as ideologias: não se pejam ante contradições e imbecilizam seus adeptos eliminando-lhes a capacidade analítica e crítica.

O MESMO de SEMPRE disse...

O que criou os julgamentos e a idéia de Justiça nada tem que ver com judaísmo e muito menos com cristianismo.

A República Romana era pagã e os ESTÓICOS tinham uma efetiva FILOSOFIA. O Direito romano PRECEDE o cristianismo. Quando o cristianismo foi IMPOSTO pelo governo, já imperial, romano como IDEOLOGIA (não filosofia) para "salvar o povo" é que a idéia de Justiça e Ética começou a se esfarelar. LEMBRE-SE que no FEUDALISMO inexistia julgamento com base em argumentação objetiva, evidências ou provas. Com a implantação do FEUDALISMO passou a valer o ARBÍTRIO das autoridades como se numa TRIBO. O FEUDALISMO inicialmente NÃO tinha os FEUDOS como propriedades, mas apenas como terras "PROTEGIDAS" pelos senhores feudais que, geralmente nos primórdios, eram AGRACIADOS com TÍTULOS de NOBREZA por serem COMBATENTESem favor do PODER GOVERNANTE, então, CRISTÃO ou continuidade do governo imperioal romano.

O exagerado crescimento do então IMPÉRIO ROMANO gerou disputas internas e elevados custos de manutenção. Sem povos a serem conquistados e saqueados para custear o dispendioso império, devido as ambições locais distantes do centro do Poder imperial, tornava-se cada vez MAIS CARO MANTER o PODER CENTRAL. Seja SUBORANDO aspirantes locais como também mantendo numeroso exército fiel.

Ou seja, o PODER tem custo elevado e sem suficiente quantidade de novos povos a serem conquistados e SAQUEADOS restou à Roma inventar uma IDEOLOGIA cuja moral defendida incentivasse a SUBMISSÃO e o DESPREZO PELO INDIVÍDUO, então visto como algo sacrificável em nome da COLETIVIDADE ou mesmo em nome "DO OUTRO". Foi a invenção do COLETIVISMO CRISTÃO, onde o indivíduo deve assentir com o próprio sacrificio. Assim, os VALORES MORAIS da, então, NOVA IDEOLOGIA era a SUBMISSÃO à autoridade dos senhores, o DESPREZO PELA PRÓPRIA INDIVIDUALIDADE, o DESPREZO pelo BEM VIVER, o religioso PAGAMENTO dos IMPOSTOS (veja nas epístolas de Paulo ou Romanos) e por ai vão todos os valores morais EXATAMENTE do SOCIALISMO.

A FILOSOFIA dos ESTÓICOS não apoiava a escravidão, mas o cristianismo SIM. JC recomendou que os escravos amassem o seu senhor, sobretudo os maus, já que não haveria mérito em amar os bons.

As disputas internas pelo PODER no, então, IMPÉRIO acabou levando a união entre autoridades e os BARBAROS. Aliás os Barbaros defendiam um Paraíso pós morte para os guerreiros que defendessem suas lideranças (chefia ou "governo") nas batalhas. Era o WALHALA, para onde iam os guerreiros. Certamente o Paraíso dos cristão foi inspirado no WALHALA dos bárbaros.

Não por acaso o "BOM BANDIDO" cristão estaria com o "filho de deus" no Paraíso. Afinal, tal bandido aceitou a autoridade do "lider", no caso JC. Mesmo sendo um ladrão ele ganhou o direito a estar ao lado do "filho de deus" no Paraíso sincretizado da ideologia bárbara.

Não por acaso o reinado cristão tentou destruir TUDO da FILOSOFIA ESTÓICA.

O cristianismo foi uma MANIPULAÇÂO do povo através de ardilosa estratégia com as duas morais: A MORAL do ESCRAVO e a MORAL do GUERREIRO. Assim hora valorizando a SUBMISSÃO e o AUTO desprezo e hora valorizando o guerreiro que ataca e mata os inimigos dos líderes.

Não por acaso o ISLÃ que apresentou-se 6 seculos após o cristianismo incentiva a SUBMISSÃO (islã) e o ataque. Embora, tal e qual no cristianismo, seja apregoado, por seus sacerdotes e agregados, como uma RELIGIÃO do AMOR exatamente como é o cristianismo uma religião amorosa que gerou o FEUDALISMo, onde inicialmente não havia propriedade privada da terra, já que os senhores feudais "protegiam" os servos (escravos) de gleba ARBITRANDO SOBRE ELES sem qualquer análise sobre direito e justiça.

O marxismo é também uma ideologia do amor e da fraterniodade, como defendem seus adeptos.

PLUS ÇA CHANGE PLUS C'EST LA MÊMÊ CHOSE!!!!