sexta-feira, 25 de novembro de 2016

O golpe do Papa

O Papa com Cristina Kirchner, la bruja bolivariana.
Como comentei, em post anterior, a relação do Papa com o peronismo e com a diabólica "teologia da libertação", que ajudou a semear a violência política na América Latina, tomo a liberdade de reproduzir, a propósito, um texto mais antigo de Guilherme Fiuza publicado na revista Época (indicação do leitor Cesar). De fato, o Papa Francisco apoiou, "de maneira indireta, portanto dissimulada, portanto covarde", a militância petista que tentou transformar em golpe o impachment de Dilma. Na ocasião, ele disse que não viria ao Brasil em 2017. Espero que não venha nunca mais. É persona non grata entre os democratas:


O papa Francisco cancelou sua viagem ao Brasil em 2017 afirmando que o país “vive um momento triste”. Vamos traduzir essa tristeza: o líder máximo da Igreja Católica está apoiando Dilma Rousseff, a despachante da quadrilha que depenou o país entristecido. Mas a tristeza sentida pelo sumo pontífice não é com o roubo, é com a punição aos ladrões.

O papa Francisco, de maneira indireta, portanto dissimulada, portanto covarde, está fazendo coro com a militância ideológica que grita contra o golpe de Estado – esse em que a criminosa golpeada dialoga com os golpistas (e ri com eles), sob a regência constitucional da Corte máxima do país. Uma bandeira de mentira, fajuta e imunda, que agora é levantada também pelo papa Francisco.

Isso não teria a menor importância num mundo que soubesse distinguir um líder espiritual de um mercador da bondade. Mas a demagogia supostamente progressista – na verdade reacionária – é hoje a commodity mais valorizada do planeta, e nenhum candidato à popularidade perante as massas admite mais abrir mão dela. Até a alemã Angela Merkel, guardiã quase solitária da responsabilidade europeia, andou fazendo proselitismo com o tema dos refugiados. Se você não der ao menos uma bicadinha na vitamina populista, você morre.

A gangue que inventou o golpe no Brasil para brincar de resistência democrática – e se encher da preciosa vitamina demagógica – está quebrando tudo. Durante 13 anos quebraram por dentro, agora estão quebrando por fora – o que é bem mais prático e leve. O caixa da revolução está cheio, após a proverbial transfusão da Petrobras, dos bancos públicos e dos fundos de pensão. O lanche é mortadela por questão de estilo, poderia ser caviar. E não existe vida mais fácil: você recruta um bando de inocentes úteis e não inocentes alugados e manda todo mundo para cima da polícia. Fustigar a boçalidade das polícias militares é brincadeira de criança para essa turma. Não tem erro.

O papa Francisco e sua falsa tristeza apoiam essa depredação teatral – que tem consequências reais e sujas de sangue. O religioso bonzinho, com seu gesto grave – vamos repetir: grave – de desistir da visita ao Brasil por causa do impeachment, jogou uma tocha nessa gasolina. Não adianta fugir dessa responsabilidade. Não adianta rebolar na retórica. Não adianta fazer cara de piedade. O papa abriu mão da missão de paz do estadista para entrar num jogo partidário. Se meteu num conflito político nacional para exacerbá-lo – para dar sua contribuição incendiária.

A política existe para organizar a vida das sociedades. Só isso, mais nada. Não é um campeonato de siglas, cores e credos, nem um palco para apoteoses românticas. No caso do Brasil, o governo canastrão do PT incensou todos esses símbolos emocionais e fulminou a organização social e institucional. Isso não é política, é contrabando.

O governo Temer assumiu no cenário de terra arrasada e está repetindo o governo Itamar (por questão de sobrevivência): dando espaço a quem entende de administração pública, substituindo militância partidária com o dinheiro dos outros por trabalho. É o PMDB, há os caciques velhos, há a podridão – mas os principais cargos de comando foram entregues aos bons. Assim como fez Itamar, no mesmo PMDB.

Há 23 anos isso deu no Plano Real – o momento mais significativo da história recente em que a política serviu para organizar a sociedade. Os veículos da mudança foram o PMDB e o PSDB, mas a virtude não estava neles. Estava nos homens. Sempre está.

Repetindo a ruína do pós-Collor, a ruína do pós-PT abriu uma janela de oportunidade para quem quer usar o poder para organizar, e não para surfar. Os surfistas estão naturalmente desesperados, porque num país organizado as ondas de malandragem somem da política – ou ao menos ficam pequenininhas, sem força para impulsionar os proselitismos coitados e os heroísmos de aluguel. É preciso, portanto, bagunçar.

É claro que alguém que sai de casa para forjar um tumulto e posar de perseguido pela polícia não vale a mortadela que come. Mas o interessante é imaginar o que essa criatura pensa a sós com seu travesseiro. Se o país tivesse de repente um surto de dignidade, a fila do confessionário chegaria a Roma. Puxada pelo papa.

5 comentários:

Anônimo disse...

Bergoglio não é católico e sequer cristão, é mais um marxista com mentalidade terceira mundista infiltrado em uma instituição.

Paulo disse...

Hum, porque será que os cardeais o escolheram para Papa? Será que não sabiam desta ¨inclinação¨ dele ou a igreja Católica esta contaminada também?

Unknown disse...

Esse papa comunista vai solapar as bases da igreja católica já desscreditada por tantos escândalos de pedofilia, roubos, envolvimento com a mâfia e posturas incompatíveis com um chefe espiritual da igreja apostólica romana. Se ocuida Bergoglio que os infiéis já chegaram ăs portas de Roma.

Unknown disse...

Esse papa comunista vai solapar as bases da igreja católica já desscreditada por tantos escândalos de pedofilia, roubos, envolvimento com a mâfia e posturas incompatíveis com um chefe espiritual da igreja apostólica romana. Se ocuida Bergoglio que os infiéis já chegaram ăs portas de Roma.

Alexandre Sampaio disse...

São Paulo, 28 de novembro de 2.016

Estão cobertos de razões os comentaristas. Mário Jorge Bergóglio, é apenas mais um comunista infiltrado na Santa Sé, cujo objetivo é destruir parte significativa do cristianismo. Ele não virá ao Brasil? Bú-hú! Melhor para nós! Já basta a malta que temos que aturar, desde padrecos até os bispos vermelhos da CNBB.