sábado, 12 de novembro de 2016

Trump e o fim da medíocre Era Obama

André Azevedo Alves faz uma análise fria da eleição de Donald Trump para a presidência dos EUA. Chega de histeria e emocionalismo:


Contras as expectativas de muitos – e contra todo o establishment – Donald Trump foi eleito Presidente dos EUA. Enquanto uma boa parte da esquerda dentro e fora dos EUA reage emocionalmente ao choque e procura explicar como aconteceu o que julgava ser impossível, importa começar a analisar o mais friamente possível o desfecho eleitoral e as consequências previsíveis da nova era trumpista que se anuncia.

Começando pelo mais positivo, a derrota de Hillary Clinton representou uma vigorosa e saudável rejeição de uma candidatura que incorporou e corporizou muitas das menos recomendáveis características do sistema de poder vigente nos EUA. Como bem resumiu Rui Ramos:

“Perdeu Hillary Clinton, uma candidata apoiada por quase todo o establishment, pelo presidente, pela máquina partidária com mais dinheiro desta campanha, pelo poder financeiro, pelo poder mediático, pelo poder universitário, pelo poder de Hollywood. A história da primeira mulher presidente nunca pegou, porque Clinton era sobretudo a herdeira do sistema, cheia de bagagem, de equívocos e de opacidades. Foi assim que foi derrotada.”

Acresce que seria também muito pouco recomendável que os EUA tivessem uma Presidente que somaria aos seus problemas políticos, um longo registo de suspeitas de actividades criminais, registo esse que aliás tornaria provável o desencadear de um processo de impeachment.

Um outro aspecto positivo do desfecho eleitoral foi a inequívoca derrota de Obama e da sua retórica vazia. Ao envolver-se como se envolveu na campanha, foi o próprio Obama que fez com que a vitória de Trump – em especial nos moldes em que foi conseguida – seja também a derrota da mensagem e do legado de Obama. Como explicou Rodrigo Adão da Fonseca:

“Obama foi eleito sob a marca de uma “nova esperança” para a América e para o mundo. O anúncio do progressismo que se avizinhava era acenado com a bandeira da “mudança”, a famosa “Change” que nos conduziria até à prosperidade. Que o seu consulado termine com uma América dividida, e o seu sucessor chegue à Casa Branca motivando o eleitorado com um discurso – “Make America Great Again” – de regresso ao passado, carregado de ódio e divisão, é paradigmático das consequências que podem ter para a democracia a má gestão de expectativas – porque a América que elegeu Trump não é hoje muito diferente daquela que escolheu Obama.”

Ainda contabilizando aspectos positivos da vitória de Trump, são também de salientar as orientações anunciadas para a área da saúde (anulando o Obamacare e introduzindo maior abertura, concorrência e acessibilidade no sector), a intenção de reduzir impostos e as reformas propostas no sector da educação no sentido de maior liberdade de escolha para as famílias e descentralização a favor das comunidades locais.

Entre os aspectos negativos, merecem destaque o anúncio de medidas protecionistas – que podem, a prazo, ter graves consequências não só para os EUA mas para toda a economia global – assim como o keynesianismo difuso que parece estar subjacente ao lançamento de um programa de obras públicas a nível nacional.

Entre aspectos negativos deve ser considerado também o carácter difuso – e por vezes errático – das ideias e propostas que foram sendo apresentadas, o que aliás remete para o muito elevado grau de incerteza que, pelo menos numa fase inicial, deverá estar associado ao primeiro mandato do Presidente Trump.

Essa incerteza é particularmente melindrosa no domínio das relações internacionais – em questões tão cruciais como o envolvimento dos EUA na NATO ou as relações com a China – e também na orientação geral da política económica e regulatória. Considerando que o discurso de Trump deixou muito em aberto, resta esperar que a solidez da equipa que vai escolher esteja ao nível do vice-presidente Mike Pence e de conselheiros económicos como Stephen Moore, ex-economista-chefe da prestigiada Heritage Foundation, e Judy Shelton, co-responsável pelo Sound Money Project da Atlas Network. (Observador).

6 comentários:

Paulo Robson Ferreira disse...

No momento Trump é uma esperança, para aqueles que associam personalismo a competência. Não acredito que um camarada que mora numa casa decorada com ouro tenha muita sensibilidade para dirigir uma sociedade. Trata-se apenas de um sinal, porém relevante na caracterização do personagem.
Atribuir mediocridade a Obama, no meu entender, é analisar superficialmente sua gestão, pois é claro que o governante que vem corrigir os erros de um antecessor, esse sim, ultra medíocre, pouca vezes agrada o eleitorado. Obama equilibrou a economia, se retirou de guerras completamente irracionais e perdulárias, cuidou da saúde dos menos favorecidos, não estabeleceu atritos desnecessários, fez um acordo sensato com o Irã, em suma, agiu com sabedoria e não com a arrogância daqueles que se acham donos do destino de seus governados. Todo esse otimismo em relação ao Trump me faz lembrar dos tempos em que o Lula tinha mais de 80% de aceitação popular e ninguém se atrevia a criticar o bandidão. Hoje você procura esse contingente de cegos e ninguém assume sua cândida cretinice.

Orlando Tambosi disse...

Paulo Robson,

o mundo nunca esteve tão mal quanto na era Obama, medíocre, politicamente correta, ambígua, vazia em termos internacionais. Oito anos são suficientes para avaliar a desgraça que ele deixa como legado.
Não se trata de entusiasmo por Trump. A questão é de democracia. Alternância de poder sempre foi essencial, e, como já disse aqui, não me surpreendi com a vitória de Trump. Os EUA não são republiqueta latino-americana, onde presidentes de um mesmo partido permanecem no poder por três, quatro mandatos - quando não implantam uma ditadura.

E também não me espanto em ver que quem tem um pé na esquerda, ou já teve, fica mal com a vitória de um sujeito vilipendiado pela mídia dominada pela ideologia politicamente correta - essa praga que o marxismo deixou atrás de si.

Helena Amorim disse...

Cansei da histeria que assola a esquerdalha, sobretudo dos comissionados e/ou penduricalhos que levaram as sociedades ao desastre hodierno. Agradeço pelo material para que eu possa fundamentar futuro trabalho.
Grande abraço
Maria Helena.

O MESMO de SEMPRE disse...

.
Eita artigo que vai no "olho da mosca":

http://mariosanchezs.blogspot.com.br/2016/11/repetindo-vamos-proclamar-nosso.html
Absolutamente brilhante:

"DOGMAS DO BOLCHEVISMO FEUDAL
1. Todo acúmulo de valores é criminoso e deve ser expropriado.
2. A Vanguarda recebe o voto da maioria uma vez, torna-se dona dos que aprovaram (maioria) e dos que se opuseram (minorias). E nunca mais devem sair do poder revezando-se os chefões mais atrevidos. Quando eleitos, mesmo com fraude e propaganda enganosa, alegam direito de maiorias e quando perdem a maioria, metem-se a depredar alegando direito das minorias...
3. Votação por maioria será feita em tudo que se referir a setores menores do Estado. Para tomar tempo e atenção dos escravizados.
4. Todos os súditos são escravos desse Estado que pode fazer deles o que quiser – convocar pra guerra, nomear, desnomear, encarcerar, matar, etc.
5. Mentira, fraude, violência, podem ser usadas sem constituir crime desde que tenham por fim manter e ampliar o domínio pela sua ideologia.
6. Não se reconhece mérito nem conhecimento, nem se exige capacidade para exercer função nesse estado, bastando obedecer aos mandantes.
É ASSIM QUE
A espécie humana tem um paraíso de ordem exterior e interior sem limites. A beleza das pedrarias e dos metais, das possibilidades infinitas de saúde, odor e sabor da riqueza vegetal, do ar, do mar, das pradarias, dos mares, dos rios e das montanhas, e da ecologia dos animais, peixes, pássaros e microrganismos, tudo isso somado às infinitas formas de criatividade e aprofundamentos de conhecimentos, faz deste planeta uma vertigem de sonhos e atividades realizantes.

Entretanto, uma palavra só, empesteia tudo – ESCRAVAGISMO.
O ser humano está desde sua feitura como transgênico a serviço de invasores espúrios de nosso mundo, criado, dirigido, educado, chicoteado, massacrado e acorrentado, para a escravidão.
E não é que não estejamos vendo quem nos escraviza! Estamos vendo uma borra concentrada da pior laia da própria espécie, uns 0,03% da raça humana, como autores e executantes dessa escravização mediante a motivação a todos para escravizarem." (...)

O MESMO de SEMPRE disse...

.
DESTACANDO conclusão magnífica:

"E não é que não estejamos vendo quem nos escraviza! Estamos vendo uma borra concentrada da pior laia da própria espécie, uns 0,03% da raça humana, como autores e executantes dessa escravização MEDIANTE A MOTIVAÇAO A TODOS PARA ESCRAVIZARE"

Esse é a ESSÊNCIA dos JOGOS:
Todos jogam na esperança de GANHAREM dos demais que exigem que joguem. Assim a banca sempre ganha. Há um jogo da modalidade RONDA (aplicado por psicologosa grupos) que pode mostrar bem isso, pois a banca só perde se todos se contentarem com pequeno ganho, mas com a opção de ganhar muito de todos se TRAIREM os demais jogadores.


"DOGMAS DO BOLCHEVISMO FEUDAL
1. Todo acúmulo de valores é criminoso e deve ser expropriado.
2. A Vanguarda recebe o voto da maioria uma vez, torna-se dona dos que aprovaram (maioria) e dos que se opuseram (minorias). E nunca mais devem sair do poder revezando-se os chefões mais atrevidos. Quando eleitos, mesmo com fraude e propaganda enganosa, alegam direito de maiorias e quando perdem a maioria, metem-se a depredar alegando direito das minorias...
3. Votação por maioria será feita em tudo que se referir a setores menores do Estado. Para tomar tempo e atenção dos escravizados.
4. Todos os súditos são escravos desse Estado que pode fazer deles o que quiser – convocar pra guerra, nomear, desnomear, encarcerar, matar, etc.
5. Mentira, fraude, violência, podem ser usadas sem constituir crime desde que tenham por fim manter e ampliar o domínio pela sua ideologia.
6. Não se reconhece mérito nem conhecimento, nem se exige capacidade para exercer função nesse estado, bastando obedecer aos mandantes.
É ASSIM QUE A espécie humana tem um paraíso de ordem exterior e interior sem limites.


Conclusão:

ISSO É A POLÍTICA ou a continuação da guerra por outros meios.

Afinal a guerra é a forma de IMPOR nossa VONTADFE aos demais. Como bem definiu Clausewitz, que inverteu os significados entre guerra e política.

Anônimo disse...

a parte silenciosa dos americanos disse chega ! cansaram do "progressismo" obamês, o americano não gosta de caridade com seu dinheiro dos impostos ou gasto inconsequentemente, prefere a meritocracia, a luta pela conquista, isso é hereditário. ou por acaso NÒS não eliminamos a esquerdalha nas últimas eleições CANSADOS de tanto vitimismo, gayzismo, roubismo ? chega de sociedade dependente ! acredito que o TRUMP vem para resgatar isso.