terça-feira, 1 de novembro de 2016

Varrido o PT, é hora de reconstruir o país.

O recado das urnas foi claro: o país exige o enfrentamento dos gravíssimos problemas legados pelo lulopetismo. Os políticos terão que mostrar serviço. Editorial do Estadão:


O pleito municipal se encarregou de varrer do mapa o PT e demais facções de “esquerda” que, na falta de competência e credibilidade para propor medidas concretas para tirar o País da crise, vinham apelando para o escapismo irresponsável do “fora Temer”. A partir de agora, sob o risco de em 2018 serem condenados ao mesmo destino que amargam hoje os vendedores de ilusões, os representantes do povo terão que mostrar serviço e interagir positivamente com as outras forças sociais para enfrentar os gravíssimos problemas decorrentes do legado do lulopetismo. E terão que agir levando em conta que a paciência dos brasileiros tem limites, como acaba de ficar claramente demonstrado nas urnas.

O resultado do pleito nas duas maiores cidades do País ajuda a entender o sentimento com que os brasileiros foram, ou não foram, às urnas. No Rio de Janeiro, num universo de 4,9 milhões de eleitores, mais de 1,86 milhão – a soma, em números absolutos, da abstenção com os votos nulos e brancos, que superou o número de sufrágios dados ao candidato vencedor – se recusou a optar por um dos dois candidatos que representavam os extremos do espectro político-ideológico: de um lado o conservadorismo ancorado nos preconceitos do fundamentalismo religioso e de outro o voluntarismo “esquerdista” e “libertário” engajado na luta contra os “inimigos do povo”. Ao negar voto aos dois candidatos, o eleitor carioca deixou claro que repudia o radicalismo político e demonstrou, como ocorreu em maior ou menor medida em todo o País, insatisfação e descrença na política e nos políticos.

Em São Paulo, onde o eleitorado é quase duas vezes maior que o do Rio (8,9 milhões contra 4,9 milhões), o não voto foi menor em números relativos, 34,7%, mas confirmou a tendência nacional de insatisfação e descrença. E essa tendência se evidencia também pelo fato de o tucano João Doria ter sido eleito, já no primeiro turno, com um total de 3,08 milhões de votos, superior à soma dos votos de todos os outros 10 candidatos, como resultado de uma campanha em que vendeu competentemente a imagem do não político. O mesmo ocorreu em Belo Horizonte, onde, no segundo turno, a soma de abstenções e votos nulos e em branco superou o número de votos dados a qualquer dos dois candidatos.

Está claro, portanto, o recado das urnas: além de quererem ver na cadeia os corruptos que se valem de seus cargos e mandatos para assaltar os cofres públicos – anseio que se traduz no apoio ao combate à corrupção simbolizado pela Operação Lava Jato –, os brasileiros não estão dispostos a continuar apoiando políticos inebriados pelo poder que não entregam o que prometem. Aqueles que acenaram com o Paraíso e depois de 13 anos no poder deixaram o Brasil em ruínas hoje estão reduzidos à condição de políticos sem voto.

Além da retumbante derrota do PT, que só ganhou em uma capital, Boa Vista, e não venceu em nenhuma das 59 cidades em que houve segundo turno, chama a atenção o bom desempenho eleitoral do PSDB. Um em cada 4 eleitores de todo o País estará a partir do ano que vem sendo governado por prefeitos tucanos. Esse bom desempenho ocorreu de modo especial no Estado de São Paulo, onde os tucanos e seus aliados expulsaram os petistas de seus tradicionais redutos na região metropolitana e ainda conquistaram as prefeituras das principais cidades do interior. Conquistas que reforçam o cacife político do governador Geraldo Alckmin na luta interna do partido pela candidatura presidencial em 2018.

Um destaque negativo do pleito municipal é o fato de os ex-presidentes petistas Lula da Silva e Dilma Rousseff – que estava em Belo Horizonte, atendendo a mãe doente – terem deixado de votar. Lula alegou que, com 71 anos, não está mais obrigado a comparecer às urnas. Evitou, assim, o constrangimento de se expor publicamente numa secção eleitoral de São Bernardo do Campo, onde o candidato que tinha seu apoio não chegou ao segundo turno. Observe-se que o mesmo Lula que tem percorrido o Brasil em “campanha cívica” na defesa dos interesses “populares” – na verdade, cuida de sua própria sobrevivência política – não teve ânimo para se deslocar até uma urna eleitoral e praticar o mais básico e elementar ato cívico da vida democrática.

8 comentários:

Irmão do Eremildo disse...

O PT pode ter sido varrido, mas o MARXISMO, seja em qualquer um dos seus 50 tons, está longe disso. Precisamos higienizar escolas universidades, priorizar a formação e desenvolver cabeças priorizando a INTELIGÊNCIA e não as ideologias. O PT é a parte visível do iceberg.

Anônimo disse...

Artur Nogueira diz:
A chance da esquerda continuar a fazer estrago no país é enorme.
Enquanto não forem executadas as reformas estruturais no Estado patrimonialista, seremos sempre refém dessa corja. Quanto maior o Estado , maior a corrupção, maior as benesses para os amigos.Por que as classes mais abastadas- principalmente aquele privilegiado grupo de funcis dos poderes judiciário e legislativo e também das estatais são amplamente favoráveis à governos de esquerda? Porque tem seus empregos e aumentos salariais garantidos. Dirão..direitos adquiridos..Reformas que vao mexer com bolso deles...nem pensar. Então minha gente, o povo q trabalha e paga suas obrigações em dia e esse grande contingente de brasileiros desempregados que se ardam.Que continuem comendo o pao que essa corja amassa.

Anônimo disse...

Gostaria que essa afirmação fosse verdadeira, mas penso que ainda falta muito para aniquilar essa corja, enquanto elles tiverem representação nos três poderes, não acho que estejam mortos, o viés político esquerdopata continua enquanto eles puderem e lhes derem palanque, não será fácil destruí-los.
Vai ser a última vez que faço comentário - Dê um numero para seus comentaristas para facilitar nossas vidas.
Um abraço.

César de Castro Silva disse...

O problema, Tambosi, é que a grande maioria da imprensa é esquerdista e garante generosos espaços para os esquerdopatas.

Manoel Francisco Gomes disse...

O PT ainda mantém mais de 250 prefeituras, o que o torna o décimo partido no quesito. Além disso, os partidos puxadinhos do PT também têm seus espaço. Isso comprova que o PT e seus assemelhados continuarão a assombrar os brasileiros de bem com sua ideologia marxista. O problema é que o Brasil não conta com partidos verdadeiramente de direita -- liberais e conservadores. Todos são mais ou menos de esquerda.

Orlando Tambosi disse...

Não entendi, Anônimo das 11:56.

Anônimo disse...

A orcrim chamada pt não ganhou em Boa Vista, mas em Rio Branco.

Orlando Tambosi disse...

Os que acompanham o blog sabe que sou um crítico feroz do que se passa nas universidades e escolas. São as últimas trincheiras dessa ideologia nefasta.
O editorial do Estadão trata, na verdade, do pós-PT no governo.