domingo, 4 de dezembro de 2016

Boaventura de Sousa Santos e o Carniceiro de Havana

O sociólogo português Boaventura Sousa Santos faz parte da escória esquerdista mundial: relativista ferrenho, contrário às ciências, apoiador até do chavismo, andou fazendo poeminha para o carniceiro Fidel Castro. Ah, sim, é muito estimado nas universidades brasileiras, onde prevalece - e prevalecerá por muito tempo - o pensamento único petralha. A propósito desses "versos vermelhos", segue texto de Alberto Gonçalves:


Já é embaraçoso que um adolescente dedique poemas à namorada, à vizinha, à mãe ou à menina que o atende na loja da Meo. Mas que espécie de distúrbio leva um adolescente apenas mental a dedicar poemas a um velho milionário que vivia nas longínquas Caraíbas? Por outras palavras (e que palavras, Nossa Senhora!), o intelectual Boaventura Sousa Santos escreveu uns versinhos, em rima branca, ao falecido Carniceiro de Havana e nem uma junta psiquiátrica conseguirá explicar porquê. O lado positivo disto é que o dr. Boaventura escreve tão mal quanto pensa e, escusado acrescentar, o poema é uma galhofa pegada. E é a segunda vez numa semana que Cuba nos proporciona alegrias.

Sabia-se há muito que a veia lírica do dr. Boaventura rivalizava em grotesco com o seu trabalho académico. Dos remotos poemas eróticos ("faz parte desta gota/ ser a taça e alagar-se/ faz parte deste cisma/ ter entranhas e sujar-se/ faz parte deste coito/ estar a um canto a masturbar-se") às incursões pelo rap ("Jesus caminha/ caminha com alguém/ que pode ser ninguém/ Allah caminha/ nas ramblas de granada/ e não acontece nada"), o homem é um mestre do humor involuntário.

É também, sob determinada perspectiva, um sujeito invulgar. Qualquer pessoa que tivesse perpetrado semelhantes atentados à literatura fugiria sem deixar rastro no dia em que os visse cair no domínio público. Em geral, as pessoas têm vergonha. Na "poesia" (desculpem) e no resto, o dr. Boaventura não tem vergonha nenhuma. Por isso, mal o cadáver do ditador arrefecia e, a partir de um cantinho da Universidade de Coimbra, o mundo era abençoado com nove estrofes, livres e com antecanto, em louvor dele.

Não disponho de espaço para divulgar a peça na íntegra. Limito-me a notar que "Na morte de Fidel" contém referências a "comboios da imaginação", "manivelas de razão", "barcos polifónicos", "mobílias espirituais", "turismo de acomodação", "supermercados" e, claro, "azeite puro". Se o conteúdo parece saído de experiências médicas, o objectivo é óbvio: o dr. Boaventura presta vassalagem à causa que serviu a vida inteira, leia-se o despotismo de esquerda. O dr. Boaventura só não publicou um soneto sobre o Violador de Telheiras porque o tipo não desgraçou gente suficiente e, para cúmulo, se calhar vota no PSD.

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