quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Jurisprudência do jeitinho

José Nêumanne, sobre a decisão do STF que mantém Renan Calheiros na presidência do Senado:


Com as bênçãos do decano Celso de Mello, que abriu a dissidência do relatório de Marco Aurélio de Mello, o STF adaptou-se facilmente à “jurisprudência do jeitinho brasileiro”, consagrando na votação o acordo de manter Renan no comando do Senado, mas impedir o presidente da Casa de entrar na linha sucessória da Presidência, por se ter tornado réu em processo aberto no próprio STF, que dos poderes da República é o que mais saiu ferido da própria decisão, histórica. 

Isso não impede a constatação de que todos erraram nesse lamentável episódio. Marco Aurélio poderia ter imitado Zavaski e solicitado a decisão do plenário, em vez de dar liminar autocrática interferindo em escolha de outro Poder, o Legislativo. E Renan rebelou-se contra a decisão do STF, em vez de cumprir e, depois recorrer, como de praxe. (Estadão).

Um comentário:

Anônimo disse...

Cada dia vai ficando mais claro,quem é que encabeça o golpe, no Brasil, fica claro a maior sociedade secreta vermelha, corrupta, quer continuar ni golpe,não vai dar mais, depois de 20 de janeiro o mundo será outro.