domingo, 1 de janeiro de 2017

FARC são agora o PT colombiano. Com a bênção de Lula.

Os narcotraficantes e assassinos das FARC obtiveram um acordo que só lhes outorga privilégios. Rejeitado pelo povo colombiano, o documento acabou sendo aprovado pelo Congresso. O fato é que a organização criminosa não foi extinta: passa a exercer suas atividades por outras vias. A democracia colombiana continua em perigo, alerta Augusto de Franco:


Virou TT hoje no Twitter a aprovação do tal acordo com as FARC pelo Congresso da Colômbia. Trata-se daquela mesma bobagem, com algumas modificações, que foi rejeitada pela sociedade colombiana em consulta direta. O parlamento, de certo modo, bypassou a opinião pública. Na verdade, as FARC aceitaram, embora tardiamente, o conselho feito por Lula aos seus comandantes alguns anos atrás:

“Por que vocês não depõem as armas e disputam as eleições?”

Ou seja, por que vocês não agem com mais inteligência e viram uma espécie de PT colombiano para poder aplicar a estratégia neopopulista de usar as eleições contra a democracia?

Atenção! A proposta não era abandonar o crime, nem dissolver a organização criminosa e sim a de atuar por outras vias, mantendo – e até fortalecendo – a organização criminosa.

Eis que agora as FARC, aceitaram a diretriz lulopetista, com a ajuda providencial dos ditadores cubanos, aproveitando-se da pusilanimidade do governo de Juan Manuel Santos, louco por holofotes (contra a opinião pública colombiana, repita-se).

Fazer o quê? Só existem espertos como os neopopulistas porque existem tolos vaidosos como Santos (no Brasil ele provavelmente seria um tucano).

No plebiscito de outubro de 2016 o acordo proposto por Santos foi rejeitado pela maioria dos eleitores (sendo que a abstenção foi superior a 60%). Houve muita manipulação. Basta ver a formulação da pergunta pelo governo:

“Você apoia o acordo final para o fim do conflito e a construção de uma paz estável e duradoura?”

A cédula foi fabricada para dar a impressão de que votar NÃO ao acordo era o mesmo que recusar ou não querer a paz. Mesmo assim o tal pacto foi derrotado.

O pacto elaborado em Havana se materializou em um documento de 297 páginas contendo vários pontos que dividiram a opinião pública e os políticos colombianos.

Uma das partes mais questionadas do acordo foi a garantia dada ao partido político no qual as FARC se transformariam: eles receberiam cinco cadeiras no Senado e cinco na Câmara nos dois ciclos legislativos seguintes.

Outras objeções foram feitas à proposta de que os culpados de crimes de guerra ou contra a humanidade – tanto das FARC como das forças do Estado – não fossem presos.

Não dá!

Ainda precisamos examinar os termos do acordo “abençoado” pelo Congresso da Colômbia (que deu um passa-moleque na população). Mas se as FARC puderem continuar organizadas “pacificamente” (tolos!) e seus líderes puderem disputar eleições, a democracia na Colômbia vai ter sérios problemas pela frente. A Colômbia vai se defrontar com o seu próprio PT, legalizado e legitimado para usar, abusar e se aproveitar da democracia. (Dagobah).

2 comentários:

Joe Cool disse...

Como sempre este engodo chamado democracia (totalmente pervertida a partir do século XX) esfaqueia pelas costas os interesses da população através de parlamentares. Hoje em nenhum país do mundo parlamentares e políticos colocam os interesses da população ou o bem da nação em primeiro lugar. Estes traidores apenas aprovam projetos e agendas financiadas por hienas internacionais e sempre de maneira covarde, na calada da noite ou feriados. Muitas coisas necessitam ser revistas para que a "democracia" volte a funcionar, a limitação de poderes, especialmente na criação de novas leis e tributos e o fim do sufrágio universal a democracia começou a morrer a partir da ideia de que qualquer um pode votar.

Despetralhando disse...

Numa democracia onde a maioria é desrespeitada e seu voto não vale nada, não pode ser chamada de democracia, pode ser quase tudo que os dos santos querem, vai ficar evidente quando por lá também em uma sala o presidente do tse deles fechar a porta e depois declarar que os "farquistas" obtiveram maioria dos votos válidos.