quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

O bandoleiro quer a "convulsão social"

Guilherme Boulos, o chefão do MTST, outro braço armado do lulopetismo, não esquentou a bunda na cadeia. Livre, leve e solto, volta a incitar suas hordas à violência. É um violador contumaz de propriedades, descumpridor de mandados judiciais e por aí vai. Em país civilizado, já estaria preso. A propósito, segue editorial do Estadão (basante brando):

Dias atrás, o líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos, fez ao mesmo tempo uma promessa e uma ameaça: “Haverá um agravamento da situação e vamos nos aproximar de um estado de convulsão social”. Na terça-feira, começou a cumprir o que dissera. Tendo comparecido – segundo declarou, movido pela intenção de tentar uma solução “negociada e pacífica” – a um terreno ocupado por 700 famílias em São Mateus, que estava sendo submetido a reintegração de posse por ordem judicial, Boulos foi detido pela Polícia Militar por resistência e incitação à violência. Levado a uma distrito policial, foi indiciado e liberado, nove horas depois.

De família de classe média alta, marxista radical, formado em filosofia pela USP, morador, com a mulher e duas filhas, num bairro da periferia pobre de São Paulo, Boulos é obstinado pela ideia de que tem uma missão social – e política – a cumprir. A vocação franciscana de Boulos tende a transformá-lo em ícone para os “progressistas” que o imaginam, por sua devoção aos pobres, acima do bem e do mal. E é exatamente isso que o torna perigoso para uma sociedade que se pretende livre e democrática, na qual a igualdade de oportunidades que garante a justiça social só pode ser obtida sob o império da lei, jamais pela força.

O problema habitacional é inegavelmente grave no País. E essa não é uma anomalia que deva ser debitada apenas ao fato de o governo não conseguir desenvolver programas habitacionais suficientes. Afinal, a obrigação de prover moradias populares cabe ao governo apenas subsidiariamente, como exceção diante das carências mais profundas, e não como regra. Na verdade, no que diz respeito à questão habitacional, os governos têm falhado principalmente quando se trata de sua responsabilidade original, que é a de prover infraestrutura urbana, o que envolve mobilidade, abastecimento de água e energia elétrica, saneamento, além de rapidez e eficiência na tramitação burocrática da documentação relativa ao imóvel. É essa uma das razões da disseminação descontrolada de loteamentos ilegais e irregulares.

A gravidade do problema habitacional não justifica, no entanto, a tentativa de resolvê-lo na marra, ao arrepio da lei, com total desrespeito ao direito de propriedade, que numa sociedade democrática sofre certas limitações em respeito ao bem comum. Por exemplo, é pacífica a normatização do uso do espaço urbano por meio das chamadas leis de zoneamento. Coisa diferente é a ocupação de áreas consideradas “abandonadas” por seus proprietários. Essa é uma maneira fácil de, mais do que oferecer uma solução precária para os sem teto, politizar a questão com o objetivo de demonstrar como verdadeira a falácia de que os problemas sociais, como a da habitação, não podem ser resolvidos pelos critérios da “lei burguesa”, e que os princípios da Justiça só serão atendidos quando garantidos por um Estado autocrático.

O agitador Guilherme Boulos, inimigo declarado da liberdade que não seja aquela concedida por um Estado Todo-Poderoso, apesar de ameaçar com a eclosão da “convulsão social”, nega-se a admitir que estimule de alguma forma a violência com que os militantes do MTST se comportam. De acordo com o que disse na terça-feira, tudo se explica pelo fato de que “há no País um movimento de criminalização dos movimentos sociais”. E garantiu que não teve nenhuma influência sobre a atitude dos invasores despejados, que reagiram à ordem de desocupação apresentada por um oficial de Justiça com a queima de pneus e móveis no meio da rua e o lançamento de pedras e paus contra os policiais militares que ali estavam para garantir o cumprimento da decisão judicial e, por sua vez, recorreram ao uso de bombas de efeito moral e gás de pimenta.

Boulos declarou ter sido vítima de uma “prisão política”. Não é o que está escrito no boletim policial. Ele violava a lei e promovia a desordem. Mas é assim que ele entende ser a política. Para ele, “convulsão social” deve ser sinônimo de progresso.

7 comentários:

Paulo disse...

Falando em Boulos... depois me criticam quando falo que a culpa de todas as ¨mazelas¨ do país são causadas pelos próprios bananeiros. Ou será que Lula, Dilma, Cabral (o bananeiro!), Brizola, Renan, Sarney, Haddad, Pimentel, etc, etc, etc, etc vieram todos de Marte para que eleitores vindo de Saturno os colocassem tão alegremente (e democraticamente!) em tudo que é cargo da nação? Há, esqueci, a desculpa é que somos ¨uma democracia jovem¨ ou a pior delas: ¨não temos um candidato melhor para votar¨.

Anônimo disse...

Esse filhote do Lula sonha em, um dia, ser um Zé Dirceu... Poderoso, rico, temido... O próprio crápula tupiniquim !

Anônimo disse...

Estão a fabricar um novo lula.O trabalho da imprensa venal é este:transformar delinquentes em heróis e depois empurrar até o poder.
Qualquer um que delinquir em nome de uma causa "social",na defesa de uma "minoria" imediatamente passa a ser o pivô de grandes manchetes.Mas convenhamos,nossa legislação é toda favorável nesse sentido,e se tiver que intervir,que seja na imprensa para obrigar o "jornalismo" a ser informativo e não opinativo.Quem divulgar noticia falsa deve ser punido.Nosso pais se transformou num grande laboratório da bandidagem internacional,começando em Brasilia e terminando nos presidios,onde a vida não vale nada.Boulos é só mais um bandido protegido pela imprensa,e esta se transformando em herói.Na próxima ele será eleito senador pelos seus "atos de bravura",na defesa dos "póbris".

César de Castro Silva disse...

Estamos FMP!Um país onde um agitador profissional vira herói nacional não tem presente nem futuro.O Anônimo das 11:39 está coberto de razão e faço minhas suas palavras.

Anônimo disse...

O tratamento que o jornalão dispensa ao bandoleiro que chefia a milícia do MTST é condescendente demais, querendo fazr crer que esse pau-mandado do PT é mecmo amigo dos pobres, mas que exagera nos meios com que luta em prol dos mesmos.

Para mim, esse camarada não passa de um embusteiro da mesma laia do Lula da Silva. O desfecho da "luta pelos pobres" é o que se vê hoje no caso do petista.

Anônimo disse...

Artur Nogueira diz:

Um país com poucos laços sociais, com uma grande parcela da população pouca afeita à cultura, à educação e ao conhecimento e que busca, no limite da imoralidade, levar vantagem em tudo, dar sempre um grande golpe em seus semelhantes e de preferência, também no Estado. Somos o avesso do avesso. De quebra, temos um Estado cujo representantes, de conduta proba que usam e abusam do assistencialismo, do chamado patrimonialismo, essa marca indelével que carregamos desde que esse arremedo de nação veio a ser povoado. Ainda, por cima, temos, o culto excessivo pelas “otoridades” por parte do povo brasileiro.
Décadas de cinismo, de omissão e de culto às idéias progressistas, capitaneado por um Estado que representa tudo menos a lei e a Ordem foram gestando esse enorme ovo da serpente que atende pelo nome de esquerda, cuja história nos mostra um final totalmente infeliz.
Caos, ódio entre classes sociais, incentivo à criminalidade, críticas ao sistema econômico, deturpação de valores cívicos e morais, etc, etc, tudo isso faz parte da estratégia da esquerda com a finalidade de chegar e permanecer no poder. Aliás a esquerda vive disso.
E a população não percebe ????Alguns sabem, muitos não sabem, mas a maioria, deliberadamente, finge não querer saber. São hipócritas, cínicos, golpistas e mestres na arte da empulhação.
Por isso temos os Lulas, as Dilmas, os Zés, os Boulos e também nosso queridíssimo povo “zé otário”.....
Como afirmava, orgulhoso, Átila, o rei dos hunos......”grama onde pisa meu cavalo jamais volta a crescer “...
Sinceramente, isso aqui não deu nem nunca dará certo....quem viver ...verá...

Joe Cool disse...

O comportamento e a mentalidade de Boulos é a essência do povo brasileiro, especialmente filhotes inúteis de ricos que não precisam trabalhar e ocupam seu tempo como "Social Justice Warriors" alimentando seu ego via imprensa que o trata como herói e do governo que se o não o trata como revolucionário o jamais o trata como bandido. Os únicos idiotas que permanecem presos são pés-rapados que ele arruma para agitar contra a polícia.