domingo, 22 de janeiro de 2017

Sem Trump para culpar. A culpa é de Dilma "Ruimself".

Os problemas econômicos do Brasil são de ordem interna, ao contrário do que afirmava Dilma, que deu grande impulso à destruição do país, sempre atribuindo tudo à situação mundial. A maldição petista perdurará, ainda, por um bom tempo. E Trump não será culpado por isto. Editorial do Estadão:


Com ou sem Trump a economia brasileira pouco deve crescer neste ano. Também isso distingue o Brasil da maioria dos europeus, do México e de muitos outros emergentes, como foi comprovado, nos últimos dias, na reunião do Fórum Econômico Mundial, em Davos. As maiores incertezas da economia brasileira são made in Brazil, enquanto as de vários outros países são importadas. Horas antes da posse de Trump, um grupo ilustre, incluída a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, especulou no Fórum sobre as perspectivas econômicas de 2017. A recuperação no mundo rico deve continuar, concordaram os participantes da conversa. A China e a Índia se manterão na ponta do crescimento e há discretos sinais positivos no Japão.

As preocupações com a política de Trump e com os efeitos do Brexit, o abandono da União Europeia pelo Reino Unido, continuaram no alto da agenda, nos debates econômicos da reunião anual do Fórum. As mudanças prometidas pelo novo presidente podem dar um impulso à economia americana, por algum tempo, mas seus efeitos sobre outras economias serão muito ruins, se a ameaça de protecionismo for cumprida. Essa ameaça, embora de forma indireta, foi reiterada na véspera da posse, numa festa ao ar livre, quando o presidente insistiu no compromisso de impedir a destruição de empregos americanos por outros países.

Se Trump de fato elevar as barreiras comerciais, países mais voltados que o Brasil para as trocas internacionais poderão ser seriamente afetados em pouco tempo. A economia brasileira, embora ainda muito fechada, também será atingida, mas provavelmente com efeitos menos severos. De toda forma, os principais desafios para o governo brasileiro estarão dentro do País.

Com os negócios ainda avançando lentamente, será complicado fechar as contas federais no fim de 2017, com o déficit primário reduzido a R$ 139 bilhões. A arrumação fiscal dependerá amplamente da contenção de gastos, porque a arrecadação de impostos continuará muito fraca, se a recuperação da atividade for muito lenta, como se prevê. As estimativas de aumento do Produto Interno Bruto (PIB) variam hoje de 0,2%, na projeção do FMI, a pouco menos de 1%.

Sem se envolver num debate sobre décimos de um por cento, o governo promete resultados mais sensíveis no fim do ano. A comparação do trimestre final de 2017 com o último de 2016 mostrará, segundo o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, uma expansão próxima de 2%.

Essa fraqueza econômica é atribuível essencialmente a causas internas – erros acumulados em vários anos de governo petista, de modo especial no período da presidente Dilma Rousseff. Baixo investimento, produtividade estagnada ou em queda, pouquíssima inovação, indústria empacada por vários anos, desordem nos preços e escasso poder de competição jogaram o País na mais longa e mais funda recessão de muitas décadas.

Reparos de curto prazo e algumas inovações institucionais, como a reforma da Previdência, poderão criar condições para alguma reativação dos negócios. A redução dos juros poderá contribuir de forma importante para o movimento inicial. Mas será preciso muito mais que isso para o País ingressar numa fase de crescimento mais rápido e duradouro.

Será preciso investir na infraestrutura e no reequipamento das empresas, cuidar da educação e da qualidade da mão de obra, criar condições para o avanço tecnológico e para a inovação e abrir a economia.

Embora com alicerces mais arrumados que os do Brasil, especialmente na parte fiscal na área de preços, países latino-americanos têm deficiências muito parecidas, quando se trata de tecnologia e de qualificação da mão de obra. Alguns desses países cresceram mais que o Brasil por vários anos, mas acabaram atingidos pela desvalorização dos produtos básicos. Não por acaso, tiveram pouco peso nas discussões de Davos, neste ano, e foram simplesmente esquecidos (como o Brasil) no debate final sobre as perspectivas globais de 2017.

4 comentários:

Paulo disse...

A culpa de todas as desgraças dos bananeiros historicamente é sempre dos outros. Depois da segunda guerra mundial enquanto a maioria dos países cresciam (ou se reconstruíam) e aqui ficava na mesma a culpa era dos ¨americanus malvádus¨, teve a fase ¨dus militáris dá ditadura¨, depois veio a mais cara-de-pau: ¨somus uma democrácia jóvem¨ e mais recentemente ¨dázurnas eletrônicas¨ e ¨du trâmpi¨. E assim caminhamos sempre na rabeta do mundo pulando carnaval e torcendo para times de futebol.

Unknown disse...

A estrutura sócio-política corrupta e decadente do Brasil está totalmente às claras, ñ há mais como disfarçar nem esconder nem tampouco atribuir aos USA,ou outro país desenvolvido as mazelas que nós próprios fabricamos ao longo dos séculos repetindo e mantendo todo o arcabouço de uma sociedade fadada ao fracasso. É desanimador constatar que ñ somos uma naçào, mas apenas um grande território com um imenso potencial humano que vive ă deriva dos nichos de riqueza e que ñ foi preparado pra assumir o seu papel de condutor do desenvolvimento harmônico do país que segue sempre fadado ao fracasso. É desanimador pra geração atual essa perspectiva que ñ te como visualizar um futuro transformador ou promissor. Essa ñ é uma visão pessimista, é uma constataçào, mas como o futuro ainda ñ foi escrito, sempre resta um olhar menos turvo com relação ao porvir.

O MESMO de SEMPRE disse...

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...hehehe!!!

Ainda vem pór aí um espetáculo de inadimplencia nos financiamentos imobiliários.

O Feudo Bananéio não podia deixar que só os EUA fizessem a M de o governo (Bush) induzir a financiamentos sem garantia e com juros irreais.

Logo logo muitos descobrirão que o saldo devedor é maior que o preço de mercado do imóvel. Só que por aqui hou, pelo menos, uma "entrada" decente na maioria dos casos e isso é um "remédio", ao contrário do que houve sob Bush.

...mas vai ter um abalozinho que os pagadores de impostos vão cobrir.

Aliás os pagadores de impostos JÁ ESTÃO COBRINDO os ROUBOS (não apenas rombos) nos FUNDOS de PENSÃO.

Usaram os FUNDOS de PENSÃO para MANIPULAR o mercado e até para atender interesses particulares e do governos. SÃO DEZENAS de BILHÕES que serão cobertos em sua maioria pelo governos, diga-se IMPOSTOS. Os funças estatais pagarão póuco do roubo que seus líoderes cometeram.

E eesa dos FUNDOS de PENSÃO nem a midia (corrupta e ideológicva) vai divulgar.
Esse é o maior dos segredos: pode só falar pouco a respeito, mas ninguém do judiociário vai ter coragem para bancar a verdade. ,...nem mesmo o "tigre de papel" Sergio Moro.

Joe Cool disse...

Trump não tem interesse algum na América Latina ou no Brasil. Nunca mencionou a região em seus discursos e dedicou a importância que tem para política americana: nenhuma. A única preocupação que ele tem é manter os imigrantes econômicos da região fora dos Estados Unidos, o que faz muito bem.