sábado, 4 de fevereiro de 2017

Lá como cá: Gorsuch e Gandra sob bombardeio da estupidez esquerdista.

Neil Gorsuch, indicado por Donald Trump para a Suprema Corte, é PhD em Filosofia por Oxford (algo distante dos nossos supremos magistrados) e tido como conservador por respeitar a Constituição mais liberal do planeta (violar a Constituição deve ser coisa de "progressista"). Sofre as mesmas pressões e maldições que Ives Gandra Filho, cogitado para o nosso STF - sim, é tido como conservador. Percival Puggina faz bem em lembrar as semelhanças, embora se limite a falar da questão do aborto - que não define absolutamente nem a posição de Gorsuch nem a de Gandra:


O indicado de Trump para a Suprema Corte, Niel Gorsuch, é juiz da Corte de Apelações, advogado formado em Harvard e PhD em Filosofia pela Universidade de Oxford. Malgrado isso e muito mais em seu currículo impecável, a indicação vem sendo combatida e ele pessoalmente criticado por ser pro life, ou seja, a favor da vida, contra o aborto. A pós-modernidade tem dessas coisas. Arrancar um feto aos pedaços do útero materno não é crime nem reprovável. Crime é ser contra o condenável ato.

Aqui no Brasil está em curso algo parecido. O jurista Ives Gandra Filho, cujo nome tem sido sugerido para ocupar a vaga de Teori Zavascki, enfrenta a dificuldade semelhante. Acusam-no de ser católico conservador. Em outras palavras: nem mesmo para abrir pequena brecha na unanimidade "progressista" do nosso STF se admite um católico conservador - unzinho - entre os onze. Ninguém questiona o católico "progressista", militante petista e defensor de invasores de terra, Edson Fachin, mas um conservador como Ives parece intolerável.

Digo mais, se Gandra Filho fosse pai de santo, neto de pagé, filho de Leonardo Boff, ou muçulmano xiita ou sunita, seus atuais críticos considerariam a nomeação muito adequada, sinal louvável de pluralismo, diversidade e multiculturalismo.

Senhor, que mundo louco!