sábado, 25 de março de 2017

Fábulas brasilienses: a política transformada em caso de polícia.

Criminalização da política? Ora, "as ações deletérias de políticos é que levaram a política a ser vista como caso de polícia". Texto de Dora Kramer na edição impressa de Veja, surrupiado do blog de Augusto Nunes:


Há uma brutal e cínica inversão de conceitos nas teses defensivas do mundo político para tentar zerar o jogo das ilegalidades cometidas há anos impunemente. A rainha do baile é a “criminalização da política”, teoria segundo a qual ao ser intolerante com a transgressão o país põe em risco a atividade de suas excelências. Pura fábula, pois ocorre justamente o contrário: as ações deletérias de políticos é que levaram a política a ser vista como caso de polícia. Ademais, a salvação reside exatamente na mudança de procedimentos em decorrência das punições.

Outra tese falaciosa: as investigações vão gerar injustiças, pois misturam honestos e desonestos “no mesmo barco”. Exagero proposital. Denúncias, para que sejam aceitas, necessitam de indícios; processos, de provas. Concluídas as apurações, a cada um será destinado o “barco” correspondente aos crimes cometidos. Ou não. É assim na Justiça, assim mandam as leis.

Governistas e oposicionistas não parecem compreender o que os levou a essa situação quando se unem no Congresso para engendrar maneiras de passar uma borracha no passado, assegurar foro privilegiado a parlamentares investigados, protegê-los do escrutínio do eleitor sob a saia da lista fechada de candidatos e ainda fazer com que a sociedade tire do bolso o dinheiro para pagar suas campanhas antes financiadas em boa medida por corruptores confessos.

Uma receita perfeita para alimentar a antipatia da opinião pública e robustecer a pauta das manifestações de rua já devidamente agitadas. No entanto, é isso que se engendra nas conversas iniciadas na semana passada entre os presidentes dos três poderes. Deu-se a essa união de interesses o nome de mobilização em prol da reforma política (na hora imprópria e em causa própria). É mais que isso: são tratativas sobre a possibilidade de conseguir uma “acomodação” das forças envolvidas, em particular o Ministério Público.

O Congresso “entregaria” a criminalização do caixa dois em troca de uma visão mais compreensiva por parte do MP sobre os diferentes tipos de crime envolvidos naquela prática. Um modo de abrir uma brecha para contradizer o entendimento de que, a despeito da existência de gradações entre uns e outros ilícitos, todos ferem a legalidade.

É uma tentativa. De difícil execução, mas é a única que suas excelências vislumbram no horizonte. A dificuldade reside na convicção de investigadores e julgadores de que a ideia é mesmo criar um ponto zero na crise, a partir do qual haveria um alegado recomeço. Importante integrante do STF rechaça a hipótese e aponta como prova a continuidade dos delitos mesmo após o julgamento do mensalão e das prisões da Lava­ Jato. “Continuaram fazendo tudo como sempre”, diz.

Se parlamentares conseguirem aprovar a receita de “salvação” pretendida, Rodrigo Janot deverá contestar, cabendo à Justiça decidir. “Aí veremos o Supremo que temos”, vaticina uma das figuras mais rigorosas e influentes da Corte.

5 comentários:

Anônimo disse...

A DOUTRINA DO VITIMISMO, outras falacias das esquerdas quando estão encurraladas ou no cabresto, são esquemas para se defenderem ou então tentarem melar os processos, ou de igual forma impugnar quem os acuse de quadrilheiros.
O PT era o ladrão, o PBDBundão foi seu comparsa e base-de-aluguel, agindo como um receptador!
Outros partidos, caso do PSDBosta, PP, PC do B e mais socialistas que pouco ou nada se difere do PT, ambos comunistas, oposição apenas, só de fachada e agora querendo sairem bonitinhos lá na frente... Incorruptos, honestos - são ONESTÝCIMUS, isso sim!

Anônimo disse...

SENHORES, CHEGOU A HORA.
DEVEMOS NOS DIVIDIR!!!!
BASTA. NAO TEM MAIS CONVERSA..
POR UM LADO, RIO GRANDE DO SUL, SANTA CATARINA E PARANA.
LOGO SAO PAULO.
DEPOIS O RESTO.
SIMPLES!!
QUE ESTAMOS ESPERANDO....
*
DEPOIS, DAQUI A UNS 10/15 ANOS, NAO SE LAMENTAR SE AINDA ESTIVERMOS A PERDER TEMPO COM O QUE DEVERIA OU NAO DEVERIA SER BRASILIA.
BRASILIA JA FOI!
*
VAMOS!!
CORAGEM!!
O VAO SE LAMENTAR PORQUE NAO VAMOS TORCER MAIS PARA NEYMAR (rssss)
*
PENSEM....
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ABRACOS*
*
CIDADAO ROUBADO.
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O Libertário disse...

Sempre contestei energicamente e continuo contestando essa acusação de que "estamos criminalizando a política". Não estou criminalizando nada, estou querendo políticos não criminosos. Saiam daí, seus criminosos; deixem a política ser honesta!

Anônimo disse...

Coaduno com o anonimo segmentarista-

Bras[ilia- CHEGA DESSA CAPITAL.


Toloco

shamijacobus disse...

QUO VADIS
Para que separar este grande país?
Devemos UNIFICAR as prisões e os prisioneiros sem vantagens ou privilégios aos detentos com maiores e mais duras penas e piores tratamentos.
Eliminar chicanas para redução de penas,julgamentos mais rápidos,EXPROPRIAÇÃO de bens dos criminosos incluindo os parentes,laranjas "apadrinhados"que receberam as vantagens e expropriação máxima para INDENIZAR INTEGRALMENTE e com juros as vítimas dos crimes.

eu não guento.

em tempo.Ao separar o país só dividimos a bandidagem entre as partes e não vejo muita vantagem nisto já que nossos bandidos não são diferentes dos "deles" residindo ou não em Brasília ou outro local.