quinta-feira, 9 de março de 2017

Maia está certo: Justiça do Trabalho não deveria existir mesmo.

O "miserável" prédio do TST.
A Justiça do Trabalho, convenhamos, é criação fascistoide do getulismo. Não deve haver, de fato, côrtes especiais para nenhum cidadão - e isto vale para a Justiça Militar e a Justiça Eleitoral, todas jabuticabas. A associação dos juízes do trabalho estrilou, claro:


A Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), entidade que representa mais de 4 mil juízes do Trabalho no País, e o Colégio de Presidentes e Corregedores de Tribunais Regionais do Trabalho (Coleprecor) divulgaram nota nesta quinta-feira, 9, em que manifestam repúdio às declarações do presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ). O deputado defendeu fortemente a mudança da legislação trabalhista nesta quarta-feira, 8, e, ao reclamar do excesso de regras para a relação entre patrão e empregado, sugeriu que a Justiça do Trabalho “não deveria nem existir”.

Para as entidades, as declarações de Rodrigo Maia ‘ofendem os juízes do Trabalho que atuam em todo o Brasil e que, ao contrário do que afirma o parlamentar, têm a importante missão de equilibrar as relações entre o capital e o trabalho, fomentando a segurança jurídica ao garantir a correta aplicação do Direito, de forma digna e decente’.

“Críticas sobre o aprimoramento de todas as instituições republicanas são aceitáveis, mas não aquelas – aí sim irresponsáveis – com o único objetivo de denegrir um segmento específico do Poder Judiciário que, especialmente neste momento de crise, tem prestado relevantes serviços ao país e aos que dela mais necessitam”, afirmam a Anamatra e o Coleprecor.

Segundo as entidades, em 2015, 11,75% (4.980.359 processos) do total de novos processos ingressados no Poder Judiciário representaram as ações relativas ao pagamento de verbas rescisórias, ‘dado que revela o quanto a Justiça do Trabalho é imprescindível em um país desigual e injusto’.

“Também causa repulsa à Anamatra, ao Coleprecor e aos seus representados as afirmações do deputado de que a reforma trabalhista encaminhada pelo Governo Federal ao Parlamento seria “tímida” e que a reforma da Previdência não possuiria pontos polêmicos, declarações essas que revelam um profundo desconhecimento dos princípios constitucionais que regem os direitos trabalhistas e sociais, além dos verdadeiros reflexos das propostas para o País”, diz a nota subscrita por Germano Silveira de Siqueira, presidente da Anamatra, e James Magno Araújo, presidente do Coleprecor. (No Estadão, a nota da Anamatra, que, para o blogueiro, deveria ser chamada de Anamatrona).

(Obs.: não tenho a mínima simpatia pelo político Rodrigo Maia).

Um comentário:

César de Castro Silva disse...

Correto, nem tampouco a Justiça Eleitoral.Tudo deveria ser resolvido pela justiça comum, como nos países de 1º mundo.