quinta-feira, 27 de abril de 2017

Apoiar a greve é brincar de Baleia Azul na economia

Texto de Alan Ghani, publicado em seu blog no InfoMoney - no alvo:


Centrais sindicais, o PT, movimentos estudantis e o MST convocam a população para uma greve geral nesta sexta feira (28). O motivo da paralisação é que esses grupos são contra a reforma trabalhista e previdenciária, essenciais para a retomada do crescimento sustentável da economia brasileira.

Evidentemente, esses grupos são contra as reformas uma vez que vivem basicamente sustentados pelo dinheiro da população produtiva brasileira. Com um discurso populista, fingem lutarem pelos trabalhadores para, na verdade, defenderem seus próprios interesses e manterem seus próprios privilégios. Sangram as contas públicas e nada de concreto produzem ou entregam para a sociedade brasileira. Pior: são contra medidas que beneficiam toda a população brasileira, principalmente a população mais pobre.

Em relação à reforma trabalhista, é uma ilusão acreditar que basta garantir direitos por leis que toda a população terá emprego e benesses sociais . Muito pelo contrário, o excesso de leis e de regras engessa o mercado do trabalho, só contribuindo para o aumento do desemprego. Num excelente artigo para a Gazeta do Povo (aqui), o economista Rodrigo Constantino mostra que os EUA têm muito menos direitos trabalhistas do que o Brasil e o mercado de trabalho deles é muito mais dinâmico e eficiente do que o nosso.

A flexibilização das regras do mercado de trabalho, como ocorre nos EUA, permite o aumento da eficiência empresarial e a redução de custos para as empresas. Com isso, as empresas passam a investir, produzir e contratar mais, contribuindo positivamente para um círculo virtuoso entre crescimento da renda e geração de empregos. Por exemplo, a correlação entre menos intervenção estatal (menos interferência do estado nas regras de trabalho), com IDH (índice de desenvolvimento humano) é de 71%. .Isso só mostra que, em média, países com mais livre mercado apresentam melhores condições de vida para a população.

Além da flexibilização das regras de trabalho, a reforma trabalhista prevê o fim do imposto sindical, um dos impostos mais perversos para o trabalhador brasileiro. Pergunto: qual é a contrapartida, o benefício que imposto sindical traz para o trabalhador? Qual? Arrisco dizer que trabalhador CLT esquerdista gosta de pagar o tal do imposto sindical.

á em relação à reforma da previdência, sua aprovação é de fundamental importância para garantir a sustentabilidade do sistema para as próximas gerações e ajustar as contas públicas do país, conforme argumentado em dois artigos para o InfoMoney (aqui) e (aqui). Em resumo, ou a sociedade brasileira segue a tendência internacional e arca com um ônus agora para garantir a sobrevivência da previdência e das contas públicas, ou pagaremos futuramente com a queda do PIB e volta da inflação devido ao provável calote da dívida pública. Como a reforma da previdência originalmente prevê um tratamento igual entre o setor público e o privado (exceção aos servidores municipais e estaduais, infelizmente), não é nenhuma surpresa que as maiores resistência para a aprovação venham justamente dos setores que vivem do dinheiro estatal.

Por fim, é um suicídio econômico e social ser contra tais reformas, propondo uma paralisação do país que apresentou, nos últimos 2 anos, queda acumulada de 7,50% do PIB e tem 13,2% da população desempregada. Ser a favor da greve é torcer contra os mais pobres, contra o país, em nome da manutenção de uma minoria que vive de privilégios estatais. Ser a favor da greve é brincar de baleia azul na economia.

2 comentários:

Anônimo disse...

Discordo totalmente deste texto. O que tem que ser extinto são os direitos injustos, não os direitos justos que atravessaram, sem problemas, inclusive a época do governo militar. Michel Temer está usando outra tática na implantação do comunismo, e com isso, acuando o povo, empurrando-o para os braços de Lula.
Se esses políticos estivessem tão preocupados assim com a economia do país, não estariam quase todos envolvidos em roubalheira.
Nunca vou acreditar que ladrão quer algo bom para suas vítimas.
"A flexibilização das regras do mercado de trabalho, como ocorre nos EUA..." blá blá blá...
Nos EUA não roubam como aqui.
Que tal uma reforma política como na Suécia (onde ganham salário mínimo, não tem carro à disposição, nem empregada, nem cartão corporativo, nem plano de saúde, nem penduricalhos que ultrapassam meio milhão, etc. E ainda moram em quitinete e tem que lavar as próprias roupas em lavanderia coletiva)? Algum desses santinhos preocupadinhos com a economia aceita?

Anônimo disse...

As esquerdas até hoje onde entraram só trouxeram atraso, miseria, muita anarquia, chantagens, destruição e mortes, enquanto antes era um país muito tranquilo e rico!
Porém, as provas são Cuba e Coreia do Norte, duas favelas, onde esses povos são capachos do governo e o povo liberdade para fazerem apenas o que o governo manda!
A vitrine atual é a Venezuela, conturbadíssima, miserável, famélica, parecendo com países em guerra, como a Siria, ao resolver provar do veneno marxista!