quinta-feira, 20 de abril de 2017

Assembleia Constituinte? Não com essa ralé.

Com apoio da escória petista, os oportunistas de sempre tentam levantar a ideia de uma Constituinte - que serviria, na verdade, apenas para tapar seus crimes e mantê-los no poder. Nada de salvar os suspeitos de sempre. Editorial do Estadão:


No momento em que ganha força a discussão sobre a necessidade de elaborar uma nova Constituição, os oportunistas, incansáveis, pretendem transformar esse urgente debate em ensejo para disseminar a ideia de convocar uma Assembleia Constituinte para fazer apenas uma reforma política.

Uma Assembleia cujo objetivo seja apenas o de mudar as regras do sistema político serviria somente para salvar partidos e políticos ora em apuros. Não é por outra razão que essa sugestão tem sido oferecida sempre que estoura algum grande escândalo de corrupção ou grande crise política. Os petistas, por exemplo, trataram de se agarrar a essa ideia em meio ao mensalão, em 2005. Depois, pressionada pelas manifestações de rua em 2013, a então presidente Dilma Rousseff sacou da cartola a mesma proposta, como saída mágica para o desencanto dos brasileiros com a política.

Agora, mais uma vez, os petistas, não por coincidência de novo envolvidos em escândalos, estão na vanguarda desse movimento que tenta tumultuar a legítima aspiração a uma Assembleia Constituinte, convertendo-a em mero arranjo para salvar os dedos e, quem sabe, alguns anéis dos partidos e de seus caciques emporcalhados pela corrupção.

Em um evento numa universidade americana, Dilma Rousseff disse que o sistema político atual estimula o toma lá dá cá entre o governo e sua base em troca de votos no Congresso, razão pela qual precisa ser alterado. Isto é, o mesmo sistema político que o PT explorou como ninguém, colocando o Estado à venda em troca de sua manutenção no poder, deixou de ser conveniente depois que os petistas foram expulsos de campo ao serem flagrados pela Justiça fazendo gol de mão.

Como se não fizesse parte do partido que protagonizou o total abastardamento da vida política nacional, como se fosse apenas uma inocente observadora dos fatos, Dilma relançou então a ideia de uma Assembleia Constituinte para fazer a reforma política. “Como ninguém pode pedir para a raposa reformar o galinheiro, porque o mínimo que a raposa faz é criar um caminho direto para as galinhas, no Brasil é necessário que seja uma Constituinte exclusiva”, disse a presidente cassada. Dilma não é a única. Cada vez mais políticos, petistas e de outros partidos, têm manifestado, aqui e ali, simpatia pela ideia.

Se o objetivo é reformar o sistema político, no entanto, não há necessidade de convocar uma Assembleia Constituinte exclusivamente para esse fim. Tramitam no Congresso iniciativas bem mais simples e que resolveriam boa parte dos problemas atuais, como a que impõe uma cláusula de barreira para diminuir o número de partidos, extinguindo as legendas de aluguel, e a que acaba com as coligações para as eleições proporcionais, formadas sem nenhum vínculo que não seja o interesse meramente eleitoral.

Ao contrário do que pretendem fazer crer os defensores de uma Constituinte para realizar a reforma política, os problemas do País não se resumem ao evidente desgaste do modelo eleitoral e de representação vigente. Corre-se o risco de amesquinhar a discussão sobre a instalação de uma Assembleia Constituinte, fundamental para enfrentar os graves problemas estruturais do País, que vão muito além da evidente disfuncionalidade do sistema político.

Somente com a formulação de uma nova Constituição será possível criar um arcabouço jurídico mais maduro e realista que o atual – que, malgrado suas boas intenções, impôs ao País um emaranhado de exigências, muitas delas contraditórias entre si, que praticamente inviabilizam a administração pública, tornando necessária a frequente proposição de emendas que, no mais das vezes, são apenas remendos. É evidente que não basta criar uma nova Constituição para que os problemas do País se resolvam da noite para o dia, mas está claro que a atual Carta é, em si mesma, uma barreira muitas vezes intransponível para o pleno desenvolvimento econômico e social do Brasil.

Não se pode permitir que tão imperiosa discussão para o País se confunda com manobras diversionistas que só se prestam a salvar os suspeitos de sempre.

5 comentários:

Anônimo disse...

Que lindinhos, hem, PSDBesta-PTrambique-PMDBundão!
Quereriam uma CONSTITUINTE que CONSTITUIRIA em poder acobertar os CONSTITUÍDOS NO PODER para darem um jeito de sairem ilesos das centenas de acusações os bandidões, embora TRAVESTIDOS DE POLÍTICOS!
A começar dos mais enrolados, do tipo Renan Calhorda e os seus comparsas, todos sonhando com uma daquelas CONSTITUINTES que os DESCONSTITURIAM de seus crimes, tipo VOTO EM LISTA FECHADA!
Tá! Bão de +!
As redes e ruas detonarão seus projetos, "seus" raposas-no-galinheiro!

Paulo disse...

Já falei, se for para fazer outra constituição é melhor pedir para os americanos redigirem uma. Aqui com esses políticos paridos (e eleitos!) pelos palhaços dos bananeiros só existe ou incompetente, ou bandido ou corrupto e claro que a próxima Carta vai ser uma idiotice como foram as outras seis.

Anônimo disse...

Constituinte do oportunismo seria essa; cada hora arranjam uma prá ver se cola, nunca a favor do povo, mas para se salvarem e poderem continuar pilhanado a nação e o povo que exploda!

Anônimo disse...

Pindorama costuma copiar quase tudo lá de fora. Então, concordando com o comentarista acima, que copiem a constituição dos EUA também. Bobagem? Não, no passado não se copiou a bandeira dos EUA? Bem, mas mudaram a cor para não dar muito na cara. Pindorama, pare de explorar seus filhos, deixe as pessoas trabalharem e reduzam o pântano governamental. Façam a drenagem mas não com a Odebrecht.

Índio/SP

Anônimo disse...

Corrigindo, dragagem e não drenagem.

Índio/SP