quinta-feira, 13 de abril de 2017

Dia de festa cristã: EUA lançam a "mãe das bombas" contra o Estado Islâmico.

A MOAB, maior bomba não-nuclear do planeta, foi utilizada pela primeira vez no Afeganistão, alvejando um sistema de túneis usados pelos bárbaros do Estado Islâmico. Serve de aviso, também, para outros aventureiros - como a Coreia do Norte e o Irã: sob Trump, os EUA não abandonarão a defesa do Ocidente:


Os Estados Unidos lançaram nesta quinta-feira, 13, no Afeganistão sua mais poderosa bomba não nuclear, que teve por alvo um sistema de túneis e cavernas usadas pelo Estado Islâmico (EI). Desenvolvido na Guerra do Iraque, o dispositivo nunca havia sido usado no campo de batalha.

A ofensiva é mais um sinal do crescente militarismo da administração Donald Trump, que na semana passada bombardeou uma base aérea na Síria em retaliação a um ataque com armas químicas cuja responsabilidade os EUA atribuem a Bashar Assad.

Durante a campanha eleitoral, Trump criticou as intervenções americanas no Oriente Médio e defendeu uma política mais focada em questões domésticas do que internacionais. "Os Estados Unidos não podem ser a polícia do mundo", afirmou mais de uma vez durante a disputa presidencial.

O explosivo lançado nesta quinta-feira é conhecido como a "mãe de todas as bombas" e seu nome oficial é GBU-43 ou Massive Ordnance Air Blast (MOAB). Seu tamanho é dez vezes maior que a maior bomba do arsenal convencional dos EUA. Sua potência equivale a 11 toneladas de dinamite, o que é elevado, mas representa menos da metade do poder do menor dispositivo nuclear já construído pelos EUA.

O quartel-general dos EUA em Cabul afirmou em nota que a bomba foi lançada às 19h32 (12h02 em Brasília) no distrito de Achin, na província de Nangarhar, perto da fronteira com Paquistão. Nesta remota região os jihadistas do EI se assentaram para estender sua presença na que chamam Província de Khorasan (parte de seu autodeclarado califado).

"O bombardeio foi pensado para minimizar o risco para as forças afegãs e americanas que realizam operações sobre o terreno nessa área, ao mesmo tempo que maximiza a destruição de combatentes e instalações do EI-Khorasan", explicou o Pentágono em um comunicado.

"Esta é a munição adequada para reduzir os obstáculos e manter o ritmo da ofensiva contra o EI-Khorasan", acrescentou o general John W. Nicholson, comandante das forças americanas no Afeganistão, que lembrou que os jihadistas estiveram trabalhando em defesas subterrâneas e bunkers.

O uso da "Mãe de todas as bombas", que mata com a imponente pressão de ar que gera, indicaria que a área estava amplamente ocupada por operativos e instalações do EI, sem evidente presença civil.

O Pentágono assegurou que "foram tomadas as precauções para evitar vítimas civis", apesar de o projétil, que é guiado ao alvo apenas durante a queda, não ser considerada de precisão. Além disso, o uso deste projétil é uma mensagem de combate clara para o EI e serve de amostra ao mundo do poderio militar americano.

Segundo a emissora "CNN", o Pentágono enviou drones de reconhecimento e está utilizando satélites para quantificar o dano e resultado do lançamento da bomba. (Estadão).

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