quarta-feira, 26 de abril de 2017

Emílio no País das Maravilhas

Percival Puggina escreve sobre a repulsa que os cidadãos honestos sentiram diante do descarado depoimento de Emílio Odebrecht ao juiz Sérgio Moro. Lula e Emílio, de fato, nasceram um para o outro:


Sentado para não cair, em meio a um turbilhão de emoções, assisti às declarações e respostas de Emílio Odebrecht ao juiz Sérgio Moro. Misturavam-se em mim a inquietação, a insegurança, a tristeza cívica, o constrangimento e um duplo sentimento de vergonha. Sentia vergonha pessoal, porque aquilo afetava a imagem do Brasil, e vergonha alheia, ante o que tal ato dizia do dono da maior construtora nacional e de boa parte de nossa elite política. Envergonhava-me deles e por eles. Emílio, bem ao contrário, espargia bonomia, doçura de ânimo e complacência. Era como se sua presença ali fosse uma dessas cortesias que os príncipes por vezes concedem aos súditos, algo tipo - "Fique à vontade, meritíssimo, aproveite que vim".

Foi então que me veio à lembrança John Milton. O terrível John Milton. Para quem não lembra, ele é o personagem representado por Al Pacino em O Advogado do Diabo, naquela que, indiscutivelmente, constitui sua mais soberba atuação nas telas. John é o dono do escritório de advocacia onde vai trabalhar Kevin Lomax (Keanu Reaves), um bastante ingênuo advogado interiorano a quem o chefe sedutor, pouco a pouco, revela sua total ausência de senso moral. É claro que falta a Emílio Odebrecht a capacidade de interpretação. Aliás, essa falta agrava sua situação. Em momento algum tentou ele interpretar certo papel ou seguir determinado roteiro. Satisfez-se com se apresentar, tal como é, confiante e sorridente. O que o separa de John Milton, a sofisticada encarnação do demônio em O Advogado do Diabo? Apenas a distância que medeia entre a ficção e a realidade. Estamos, porém, diante da mesma potência maligna, da mesma capacidade de perverter e da mesma irrestrita falta de consciência. É ela que lhe permite afirmar perante a justiça e a nação, confortável perante os fatos, que lhe tomou bilhões, a riso largo e mão grande.

Era inevitável seu encontro com Lula. Nascidos um para o outro. Essencialmente diferentes e essencialmente semelhantes. Diferentes na forma, semelhantes no conteúdo. Daí reservar-lhe o mais gentil apelido - "Amigo". Daí a falta de cerimônia deste, tornando-o capaz de pedir à maior empreiteira do país para lhe reformar um pequeno sítio em Atibaia (algo como solicitar carona a um porta-aviões - "Me leva até ali e depois vai para lá"). Daí pagar fortunas por palestras para assegurar ao amigo uma vida de nababo. Daí as franquias com que o ex-presidente foi agraciado. Qualquer um dos dois poderia repetir, sem qualquer constrangimento, a frase atribuída a Homer Simpson - "A culpa é minha e eu a ponho em quem quiser".

Não é o que ambos fazem?

4 comentários:

Anônimo disse...

Já está mais que provado e comprovado que comunismo e socialismo são as filosofias do fracasso e do obsoletismo funcionais, indução da crença em incautos e ignorantes com a pregação da inveja e da cobiça dos bens alheios para se apossar deles para nunca trabalhar, mas parasitar tod a vida em cima das fragilidades dos outros!
Dessa forma acima agem os bandos comuno-socialistas, caso do PT e associados.
Seu defeito inerente é a distribuição igualitária da miséria, caso da ex Venezuela hoje convertida na miserável Venezufavela, retrato fiel do que é o comunismo e, via Lulampião e seus jagunços, o Brasil ia rapidinho nessa direção!

Anônimo disse...

TOCANDO FLAUTA DE JOELHOS. OU: DIREITA "XUPA"

Tucanaldo Azevedo, o “Paulo Henrique Amorim dos tucanos”, representante máximo da direita "xupa",dp PSDB, teve mais um ataque de pelanca. "Ah!", "Oh!", exclamou, entre gritinhos e esgares histéricos, o nosso "cavaleiro impoluto", na sua ânsia incontida de agradar os próceres da Mela Jato e fazer a defesa prévia dos políticos tucanos delatados. Vejam a que ponto chegou o abestado, ao comentar um trecho do livro do Deltan Dallagnol (em "Deltan junto com o PT: impeachment só queria golpear a Lava Jato").

“Em 12 de maio de 2016, o clima de instabilidade política levaria ao afastamento provisório da presidente Dilma pelo Senado Federal, mas não seria capaz de parar a Lava Jato. Ainda que esse fosse o plano. Apenas 11 dias depois, veio a público a gravação de uma conversa de março entre Sergio Machado, ex-presidente da Transpetro, e Romero Jucá, recém-empossado ministro do Planejamento e um dos principais líderes do PMDB”.

Tucanaldo Azevedo, o Numinoso, abusa desse texto do Dallagnol - estupra-o, na verdade! - para dizer que o procurador estaria afirmando que “o impedimento da agora ex-presidente foi só uma tentativa de barrar a Lava Jato”. Uma interpretação digna de quem quer "ganhar curtidas de imbecis". É "uma insanidade". Ora, semelhante interpretação só se justificaria por obtusidade córnea ou má-fé cínica. Em se tratando do “Paulo Henrique Amorim dos tucanos”, fico com as duas alternativas. Fora disto, o analfabetismo funcional. Ou ele, também. Vamos corrigi-la, então.

É de uma "obviedade ululante" que, para qualquer que tenha pelo menos dois neurônios no cérebro - e o tucano em questão alega que "tem tutano" - fica mais do que evidente que Dallagnol - em se tratando de quem é, inclusive - está dizendo que os adversários da Lava Jato (não os que a apoiavam, nem os que apoiavam o impeachment) poderiam querer se aproveitar do clima de instabilidade gerado pelo afastamento provisório da presidente para parar a Lava Jato. Mas, segundo ele, não seria possível, ainda que fosse esse o plano - um plano de que a gravação que flagrou o Jucá falando em "estancar a sangria", divulgada 11 dias depois, poderia ser uma indicação.

Como se pode verificar, a interpretação dada ao texto pelo “Paulo Henrique Amorim dos tucanos” é de uma estultícia palmar ou, então - o que seria pior ainda -, de uma perfídia digna de alguém desprovido de escrúpulos e muito mal intencionado. Se perguntar não ofende, para quem esse desinformante de esquerda estaria "tocando flauta de joelhos"?

Lucas Daniel

Anônimo disse...

Artur Nogueira diz:
Já repararam como esse pessoal, pelo menos nas fotos, está sempre sorrindo, de bem com a vida? Rindo na nossa cara! Escárnio puro e simples!
Quem são os verdadeiros donos dessa e outras estrovengas realizadas apenas para lavagem de dinheiro e para fazer a politicagem de "pão e circo" aos nossos ilustres boleiros bananeiros???

Anônimo disse...

TOCANDO FLAUTA DE JOELHOS. OU: DIREITA "XUPA"

Tucanaldo Azevedo, o “Paulo Henrique Amorim dos tucanos”, representante máximo da direita "xupa",dp PSDB, teve mais um ataque de pelanca. "Ah!", "Oh!", exclamou, entre gritinhos e esgares histéricos, o nosso "cavaleiro impoluto", na sua ânsia incontida de agradar os próceres da Mela Jato e fazer a defesa prévia dos políticos tucanos delatados. Vejam a que ponto chegou o abestado, ao comentar um trecho do livro do Deltan Dallagnol (em "Deltan junto com o PT: impeachment só queria golpear a Lava Jato").

“Em 12 de maio de 2016, o clima de instabilidade política levaria ao afastamento provisório da presidente Dilma pelo Senado Federal, mas não seria capaz de parar a Lava Jato. Ainda que esse fosse o plano. Apenas 11 dias depois, veio a público a gravação de uma conversa de março entre Sergio Machado, ex-presidente da Transpetro, e Romero Jucá, recém-empossado ministro do Planejamento e um dos principais líderes do PMDB”.

Tucanaldo Azevedo, o Numinoso, abusa desse texto do Dallagnol - estupra-o, na verdade! - para dizer que o procurador estaria afirmando que “o impedimento da agora ex-presidente foi só uma tentativa de barrar a Lava Jato”. Uma interpretação digna de quem quer "ganhar curtidas de imbecis". É "uma insanidade". Ora, semelhante interpretação só se justificaria por obtusidade córnea ou má-fé cínica. Em se tratando do “Paulo Henrique Amorim dos tucanos”, fico com as duas alternativas. Fora disto, o analfabetismo funcional. Ou ele, também. Vamos corrigi-la, então.

É de uma "obviedade ululante" que, para qualquer que tenha pelo menos dois neurônios no cérebro - e o tucano em questão alega que "tem tutano" - fica mais do que evidente que Dallagnol - em se tratando de quem é, inclusive - está dizendo que os adversários da Lava Jato (não os que a apoiavam, nem os que apoiavam o impeachment) poderiam querer se aproveitar do clima de instabilidade gerado pelo afastamento provisório da presidente para parar a Lava Jato. Mas, segundo ele, não seria possível, ainda que fosse esse o plano - um plano de que a gravação que flagrou o Jucá falando em "estancar a sangria", divulgada 11 dias depois, poderia ser uma indicação.

Como se pode verificar, a interpretação dada ao texto pelo “Paulo Henrique Amorim dos tucanos” é de uma estultícia palmar ou, então - o que seria pior ainda -, de uma perfídia digna de alguém desprovido de escrúpulos e muito mal intencionado. Se perguntar não ofende, para quem esse desinformante de esquerda estaria "tocando flauta de joelhos"?

Lucas Daniel