quarta-feira, 12 de abril de 2017

Inquéritos de Fachin são genéricos - longe do padrão da Lava-Jato.

Os inquéritos divulgados até agora, observa Lauro Jardim, não trazem detalhes dos crimes dos quais os investigados são suspeitos. Estão longe da padrão de provas robustas da Lava-Jato:


Os primeiros inquéritos abertos por Edson Fachin (foto) a partir da delação da Odebrecht são muito diferentes do padrão da Lava-Jato no STF até agora.

Na maioria, os documentos não trazem detalhes dos crimes dos quais os investigados são suspeitos.

Em nenhum caso, Fachin lista as provas apresentadas pelos delatores nem pormenores sobre como ocorreram os pagamentos de propina.

Num dos cinco inquéritos abertos para investigar Aécio Neves, por exemplo, Fachin escreve de forma genérica.

"Consoante o Ministério Público, 'os referidos colaboradores apontam, por meio de declaração e prova documental, que, em 2014, foi prometido e/ou efetuado, a pedido do Senador da República AÉCIO NEVES DA CUNHA, o pagamento de vantagens indevidas em seu favor e em benefício de seus aliados políticos'". No entanto, tudo indica que, no pedido enviado ao STF, o PGR tenha sido mais detalhista.

Ainda no inquérito contra Aécio, escreveu Fachin:

"Descrevendo as solicitações e os pagamentos realizados eindividualizando a participação de cada um dos citados, sustenta o Procurador-Geral da República a ocorrência de indícios quanto à prática,em tese, dos crimes de corrupção passiva e ativa(...), além de lavagem de dinheiro (...)". (O Globo).

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