segunda-feira, 17 de abril de 2017

Nova série global: "Os Dias eram assim" - mas poderiam ter sido bem piores.

Post de Ricardo Bordin, do blog Por um Brasil sem Populismo, critica a abordagem da nova série da Globo, que apresenta os protagonistas de sua nova série, "Os dias eram assim", como combatentes da liberdade e da democracia. Não bem assim. Boa parte dos esquerdistas que pegaram em armas queriam, na verdade, uma ditadura no molde soviético ou cubano:

É sumamente melancólico – porém não irrealista – admitir-se que, no albor dos anos 60, este grande país não tinha senão duas miseráveis opções: “anos de chumbo” ou “rios de sangue”…
Proferida por Roberto Campos, esta assertiva descreve com exatidão o cenário que se apresentava diante dos brasileiros nos idos dos “anos rebeldes”, composto de um lado por João Goulart – e seu flerte indisfarçado com o Comunismo – e por outro da possibilidade de ver as forças armadas assumirem a administração federal. Entre o péssimo e o ruim, optaram eles (em larga maioria) pelo ruim.
Nenhum debate honesto sobre o período do regime militar poderia, portanto, ignorar os efeitos positivos e negativos da conjuntura experimentada pelo Brasil naquele período deveras complexo. Assim procedeu, por exemplo, Lucas Berlanza em artigo recentemente publicado pelo Instituto Liberal, no qual destacou que a simplificação histórica não é capaz de reunir os elementos suficientes para a devida compreensão daquele episódio. Na mesma linha foi este articulista quando opinou sobre a inconveniência de uma nova intervenção militar nos tempos atuais, mas sem deixar de render homenagens àqueles que outrora impediram que virássemos uma Cuba de dimensões continentais.
Mas é claro que a Rede Progressista de Televisão, para não perder o costume, precisaria caracterizar os protagonistas de seu mais novo seriado, ambientado durante os anos 1970, como abnegados que buscavam a “redemocratização” do país a qualquer custo – ainda que, para isso, instaurassem a famigerada “ditadura do proletariado”, como alguns socialistas menos cara de pau admitiram em tempos recentes.
Nenhuma chance, claro, de uma argumentação séria e calcada em fatos reais. Em vez disso, a ladainha totalmente enviesada à esquerda repetida à exaustão a nossos estudantes pelo professores da rede pública. Permeia a obra televisiva apenas a velha e surrada vitimização daqueles supostos jovens idealistas que lutavam  – a base de bombas e sequestros – por um Brasil mais parecido com a URSS. E assim vai o grosso da população brasileira sendo doutrinada enquanto apenas tenta usufruir de algum entretenimento após um longo dia de trabalho.
O foco central do enredo, por certo, não trata diretamente da crítica à ditadura militar, mas sim do romance de um jovem casal apaixonado, conferindo contornos menos espinhosos à verdadeira peça de propaganda vermelha. E não poderia ser diferente após tantas décadas de dominação de ideologias coletivistas nas universidades – especialmente nos departamentos de Humanas -, quando os princípios  gramscianos e frankfurtianos tomaram conta de nossa produção cultural.
Antonio Gramsci e a Escola de Frankfurt idealizaram métodos diferentes de mobilização das massas: o primeiro pregava a “ocupação hegemônica dos espaços” (infiltração comunista nos meios acadêmicos e jornalísticos, assim como em outros ambientes intelectuais) e a segunda pregava a “revolução cultural” (mudança dos costumes e da moral nas relações familiares e sociais).
No entanto, ambos compartilhavam pontos em comum em suas diretrizes: 1) a luta de classes não se daria pelo método revolucionário; 2) a manipulação psicológica das massas era o objetivo primeiro; e 3) a implementação do programa socialista, que seria a finalidade última, dar-se-ia pelas vias institucionais do regime democrático, e não pela via insurrecional típica das revoluções.
No Brasil, os dois métodos de propagação do marxismo foram implementados juntos, de modo sincronizado, com grande sucesso – e continuam permeando nossa teledramaturgia.
E quando poderemos assistir um filme ou qualquer outra obra do gênero que trate do tema em questão com a devida seriedade e honestidade? Demanda para tal já há, sem dúvidas. Basta haver a iniciativa de pessoas da área e patrocínio – que certamente não virá da Lei Rouanet nem da Lei do Audiovisual; estas verbas estatais estão reservadas para personalidades como Kéfera e Luan Santana.
De fato, os dias eram assim, cinzas e incertos, e poderiam ter sido muito piores. Mas nem pense em ficar sabendo disso pelo plim-plim…

3 comentários:

Paulo disse...

Ou seja: o pouco de freio que existiu na vagabundagem bananeira eram os militares. Quando eles saíram isso aqui virou o ¨deusdarᨠcom quase todo mundo tentando se dar bem roubando, passando para trás, atropelando quem estivesse na frente, enganando, mentindo, sendo hipócrita, exigindo direitos, etc, etc enquanto acreditavam que eram grandes coisa como gente assistindo futebol, novelas e pulando carnaval igual bichos.

Anônimo disse...

QUADRILHAS ORGANIZADAS SOB FORMA DE PARTIDOS POLÍTICOS NO PODER, NADA MAIS!
Têm sido as aves-de-rapina, verdadeiros abutres governando o país, comportando como os mesmos chefões do tráfico!
Assim, com a entrada dos vampiros do PT, a corrupção se elevou a niveis estratosféricos, poço sem fundo, e os traficantes e atores do PT sempre em público com aquelas encenações de muito "progresso e grandes investimentos"!
O socio do PT, o PSDB, outra merda!
Lista fechada para se reelegerem os mesmos bandidos de sempre, os atuais, à exceção de alguns poucos? Não voto!

Anônimo disse...

No tempo dos militares, DITADURA BARRA-PESADA, ATIRAVAM PARA DEPOIS PERGUNTAR, 05 000 mortos ano no Brasil - ORDEIROS, que não davam moleza a bandidos!
Depois da entrada dos BONZINHOS COMUNISTAS, amigos de tudo quanto são canalhas e anarquistas, apenas quase 60 000 mortos, só isso!