sábado, 22 de abril de 2017

O que será de 2018?

Ninguém sabe, dada a instabilidade da política brasileira. Quem pode, nesse quadro, vislumbrar como será o processo sucessório de 2018? Ninguém, diz o historiador Marco Villa. O que se sabe é apenas isto: o ano de 2017 enfim começou:


A absoluta imprevisibilidade tomou conta da política brasileira. Ninguém, em sã consciência, pode traçar um quadro do processo sucessório de 2018.

A instabilidade é tão grande que sequer sabemos como poderá estar o País na semana que vêm ou após uma nova série de delações premiadas.

É muito difícil estabelecer um cenário de desenlace da crise política mais grave – e longa – da história republicana. Nada indica uma solução a curto prazo. Por outro lado, o seu prolongamento impede a recuperação econômica, isso depois do terrível triênio (2014-2016). Paradoxalmente, o governo obteve importantes vitórias no Congresso Nacional, aprovando medidas consideradas impopulares com relativa facilidade.

O momento de “nem paz, nem guerra” mantém o País em compasso permanente de espera. A cada semana somos apresentados a mais uma faceta do projeto criminoso petista de poder. Os vídeos dos depoimentos são estarrecedores. Tanto delatores como delatados, em momento algum, pediram desculpas pelos crimes cometidos. Tentam buscar alguma justificativa histórica – como se fosse possível – para o maior desvio de recursos públicos da história da humanidade.

O Brasil corre o risco de entrar em 2018 – um ano eleitoral – com o espetáculo das delações apresentando novos fatos e personagens, como em um interminável filme. A aceleração dos julgamentos da Lava Jato, especialmente, poderá ser o ponto de inflexão. E o marco poderá ser a condenação de Lula, acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, no primeiro processo (há mais quatro, até o momento).

A relativa paralisia política do primeiro quadrimestre deverá ser interrompida já no início de maio, no dia 3, quando do depoimento de Lula ao juiz Sergio Moro. A temperatura política vai subir. Manifestações vão ocorrer na área próxima ao tribunal e não devem ser descartados possíveis confrontos entre os manifestantes e entre esses e as forças de segurança. A tática petista será a de, internamente, na audiência, desqualificar os procedimentos adotados pelo juiz Moro, e, externamente, buscar um embate, sempre à procura de um cadáver. A aproximação do PT com partidos mais à sua esquerda, como a Causa Operária, é um claro sinal de que pretende enfrentar o Estado democrático de Direito. O ano político de 2017, finalmente, começou. (Istoé).

2 comentários:

Paulo disse...

O que será de 2018? Algumas coisas são certas: O bananeiro vai continuar assistindo novelas e BBBs, torcendo para times de futebol e pulando carnaval, então não é bom esperar nunca grandes coisa desse povinho mixuruca.

shamijacobus disse...

QUO VADIS
Alô Professor
Destapamos uma lata de lixo e vamos descobrindo que o molusco é uma parte PEQUENA do que tem dentro.
O Brasil está milimetros de se africanizar.

eu não guento