terça-feira, 4 de abril de 2017

Por que não uma Lava-Jato para os sindicatos? Seria um tiro em outro braço armado do lulopetismo.

Pelegos da CUT e suas bandeiras vermelhas
Juan Arias, articulista do esquerdista El país, de vez em quando acerta em relação ao Brasil, onde é correspondente há décadas. A proliferação bacteriana de sindicatos no Grotão lulista merece uma Operação Lava-Jato exclusiva. Eis aí outro braço armado do lulopetismo:


Há no Brasil 16.393 sindicatos, e poderiam ser até mais do que isso, segundo informações da imprensa. Para que tantos sindicatos? Nos Estados Unidos, por exemplo, existem 130; na Alemanha, 11; no Reino Unido, 168; e na Argentina, bem ao lado e bastante sindicalizada, 91. A cada dia, além disso, surge um novo sindicato. Só as igrejas evangélicas, que nascem a cada hora, registram um crescimento maior do que esse. Pode parecer brincadeira, mas existe até mesmo “o sindicato dos trabalhadores de sindicatos”. A lei foi sancionada em 2006 pelo então presidente e ex-sindicalista Lula da Silva.

Todo mundo fala na necessidade de uma lei de reforma eleitoral como antídoto contra a corrupção que se aninhou na classe política e contra a loucura que significa haver 30 partidos representados no Congresso. Seria esse mar de sindicatos o mais numeroso do mundo? E o imposto sindical obrigatório que retira um dia de salário por ano de todos os trabalhadores, sindicalizados ou não, com uma arrecadação anual de mais de 3 bilhões de reais? Com o fato adicional de que as organizações sindicais ainda gozam da prerrogativa de não ter de prestar contas dessa arrecadação bilionária a nenhuma autoridade do Estado ou do Governo, outro presente que lhes foi dado pelo ex-sindicalista Lula.

Com essa montanha de sindicatos para os trabalhadores privilegiados que têm seu posto de trabalho garantido, quem se ocupa dos 14 milhões de desempregados, abandonados à sua própria sorte? Segundo alguns especialistas, a obrigatoriedade do imposto sindical para trabalhadores não sindicalizados fere a liberdade, a autonomia do trabalhador e a liberdade sindical. Além disso, hoje, os dirigentes sindicais acabam virando também políticos ou politizados, expostos aos pecados da corrupção. Quantas campanhas eleitoraisnão terão sido sustentadas ilegalmente com dinheiro sindical?

Há quem diga que haverá, por isso, uma nova Lava Jato que mergulharia nas entranhas financeiras do meio sindical, para que a sociedade pudesse conhecer como são usados esses bilhões provenientes dos trabalhadores. O Brasil está tentando promover uma faxina no mundo político para abrir novos caminhos legais para o financiamento das campanhas, muitas delas, pelo que se revela nos tribunais, fruto de dinheiro sujo das empresas. Por que não fazer algo semelhante no mundo das finanças sindicais? É um dever para com a sociedade como um todo e em especial com os trabalhadores. Um dever para com esses milhões de pessoas que sofrem com o peso do desemprego, que já provocou dezenas de suicídios.

Seria injusto e doloroso para esses desempregados descobrir que o dinheiro sindical, do qual lhes chegam apenas algumas migalhas, corre solto pelos atalhos da ilegalidade. Trabalhadores e desempregados têm o direito sagrado de conhecer com toda transparência como é usado esse dinheiro gerado pelo seu esforço.

4 comentários:

Anônimo disse...

Os corvos comunistas, juntos com as CUT da vida, não passam de um dos diversos fronts de apoio de governos comunista e extorsores do dinheiro público sem nada fazerem, mas sabem encenar um belo teatro de defesa dos "trabalhadores".
Nunca vi falar que vagabundos defendessem trabalhadores, os quais nem se manifestam em dias de semana, como fazem os mortadelas das milicias comunistas travestidas de movimentos sociais, os quais junto com a CUT são os "trabalhadores", como dos ratos-de-esgoto do PT, na "OPÇÃO PREFERENCIAL PELOS POBRES" - à realidade, que "pobres", como da famiglia Lula da Silva!...

Paulo disse...

Vc pode acabar com as igrejas, com as escolas, com a moral, com a saúde, com as instituições todas mas se mexer nos times de futebol e nos sindicatos aí os bananeiros piram. Metade da população vai fazer quebradeira, dar chiliques e protestar para todo lado e a outra metade vai ficar olhando feito bobos... como sempre acontece.

Anônimo disse...

Sindicatos, cabides de empregos e trampolins políticos. Sobre o dinheiro arrecadado à força daqueles que trabalham (sim, à força porque é imposto), desconfie para onde vai.

De qualquer forma, você poderá continuar concordando com os sindicatos e quem sabe fazer uma visitinha no fim de semana. E aproveite dos benefícios, faça um corte de cabelo, atualize as fofocas e reclame do seu patrão.

Ha, já ia me esquecendo do que disse o Sr. Wolfgang Sauer ex-presidente da VW do Brasil: "O patrão mandava entregar malas de dinheiro para o líder sindical em São Bernardo do Campo". Quem seria esse líder de sindicato em São Bernardo do Campo?

Suspense!

Índio/SP

Anônimo disse...

Artur Nogueira diz:
Se não me engano, lá pelos idos de 1980, o propalado líder sindical Lula da Silva, com seu discurso que já seduzia os trabalhadores incautos e incultos, se vangloriou da façanha de fazer a maior greve que o ABC já conhecera.Mais de quarenta dias parados.Final da estória: houve um acordo para que os trabalhadores recebessem um aumento, as indústrias montadoras subiram preço de seus produtos e milhares de trabalhadores-das fábricas e fornecedores- foram demitidos.Esse é o sindicalismo de resultados.