segunda-feira, 15 de maio de 2017

Os intelectuais não aprendem com a "experiência histórica"?

A pergunta é de Luiz Felipe Pondé, em texto publicado hoje na FSP. Respondo: intelectuais esquerdistas (parece redundância) jamais aprendem com a história. Ficam agarrados a tábuas de salvação que eles próprios engendram. De naufrágio em naufrágio, acham que estão sempre certos e a realidade, errada:


A atividade intelectual é um tanto solitária. Por isso, muitos parecem gente estranha, com hábitos pouco comuns. Muita leitura e silêncio podem deixar você um tanto distante do mundo. Lugares mais quietos e recolhidos são bons para a atividade intelectual. Pensar horas a fio também é uma constante nesse ramo.

Como tudo, tem "seu lado mais e seu lado menos". Um "lado menos" dos intelectuais já é conhecido desde o século 18, com o advento do Iluminismo: intelectuais facilmente viajam na maionese e falam de mundos que não existem. O homem não é o ser racional que pensavam os iluministas, nem revoluções em nome do povo se saem muito bem. Normalmente, há que matar muita gente para se chegar ao povo que muitos intelectuais têm na cabeça.

A pergunta que me faço é: os intelectuais não aprendem com a "experiência histórica", essa mesma que tanto falam por aí? Por que, muitos insistem no mesmo erro? Qual erro?

Antes de tudo, que fique claro que não creio que o capitalismo seja o paraíso na Terra nem que sua majestade, o mercado, resolva tudo. Mas, sim, creio que o Estado, quando grande e gastador, destrói a economia e a vida as pessoas, fingindo que as ajuda.

Acredito também que posições liberais (em economia, política e moral) costumam ser melhores, no meu entendimento, para formar pessoas mais maduras na lida com a realidade do que posições mais dadas ao controle da vida das pessoas, em nome do "bem" delas.

O resto é contingência e experiência de lida com esta contingência.

Dito isso, voltemos ao erro acima. O erro é o seguinte: muitos intelectuais parecem beirar a idiotia no que se refere à capacidade de dizer frases que pareçam fazer sentido, mas que, se analisadas no contexto da realidade, se revelam estúpidas.

Imagine alguém que diz o seguinte: "o modo de divisão do trabalho deve mudar no mundo". Uma frase dessas, que parece responder aos problemas mundiais relativos à vida das pessoas e seu trabalho, peca de várias formas. Quer ver?

Quem faria essa mudança? Você? Eu? Ele? Um ser iluminado? Uma comissão? Como seria escolhida essa comissão? Qual método? Quantas pessoas? Quantas reuniões ela deveria ter pra decidir? Quem decidiria quantas reuniões? Como seria feita essa reunião? Teria hierarquia dentro da comissão? Como seria essa hierarquia? Quem decidiria como seria? Qual seria essa mudança?

Uma vez "decidido" por um tipo de mudança (sem entrar no mérito de qual mudança seria nem quem disse que ela seria melhor), como seria posta em prática? Se alguém discordasse dela, como se resolveriam as discordâncias? Como se identificaria esse "modo de divisão de trabalho" exatamente?

Basta um livro "dizendo" que é assim que se dá esse "modo de divisão de trabalho" ou muitos livros? Quantos exatamente? Alguma instituição seria utilizada como credenciada para "dizer" isso? Quem credenciaria a credencial dessa instituição credenciada pra dizer qual é o "modo de divisão de trabalho" a ser mudado? Todas as forma de trabalho existentes? Ou haveria algum tipo de ajuste a formas especificas de trabalho?

Como se decidiria o quão especifica é uma forma de trabalho? Como resolver o fato de que muitas funções acabam com o tempo e outras são criadas por conta, por exemplo, de mudanças tecnológicas? Como se ajustaria essa mudança ao fator tempo? Por quanto tempo essa mudança valeria?

Cansei de fazer essa lista de perguntas que parece escapar à mente brilhante de alguns intelectuais. Soltam pérolas que, na verdade, seriam identificadas como falas de um idiota caso o agente da fala no caso não fosse visto como um cara inteligente ou um dos caras mais importantes no pensamento contemporâneo.

Outro exemplo? "O povo deveria decidir diretamente tudo na democracia." Brilhante! O povo já provou que escolhe qualquer coisa a qualquer momento. Agora, na Turquia, acabou de dar poder a um islamita autoritário que quer ser sultão.

O povo escolhe de acordo com a melhor propaganda ou a melhor retórica que atenda aos seus "pequenos" interesses cotidianos. Seriam os intelectuais idiotas?

3 comentários:

Anônimo disse...

Como os comunistas para vencerem sabem montar cenarios, eis a prova cabal:
EM 2014, O PT E PSDB NOS FIZERAM DE TROUXAS NA "DISPUTA" AECIO X DILMA!
O possível candidato à presidencia da outra lâmina da mesma tesoura, PSDB em 2018, sendo a outra o PT ou outro PC qualquer, se for o Doria, não dará o contra a essa lei iniqua que visa caotizar o Brasil e transformar numa França, Suecia ou Alemanha II?
E o Aecio, tão caladinho, nada diz - silencio é conivencia - certo?
A final da vez passada, Dilma x Aecio - um espetáculo muito bem montado de teatro, de 2 aliados, disputando - afinal, o quê?
Como ambos nos acharam com cara de otarios, idiotas, levando diariamente para vermos o picadeiro do circo na "queda de braços" - PSDB x PT!
Como fomos trouxas deles, por trás rindo da montagem desse "confronto", e nós caindo no cenario teatral deles, como bovinos levados para o pasto!

Anônimo disse...

SECRETARIA ISLÂMICA” no governo Temer?

Vocês sabiam que o governo Temer tem uma “Secretaria Islâmica”? Pois é. Hussein Ali Kalout é o secretário-especial da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), pasta criada em Medida Provisória por Michel Temer em fevereiro deste ano 2017..

E preparem-se que está para ser aprovada por Temer a Lei de Migração feita por um político tucano que foi motorista do Marighela, e que vai abrir as portas do país para a invasão muçulmana.

E Reinaldo Azvedo, o Tucanaldo Mela Jato, o que diz sobre isso? Bem, sobre isso ele não tem tempo para dizer nada, já que passa o tempo todo tentando “melar” a Lava Jato.

Anônimo disse...

PT e PSDB enganaram o povo durante muitos anos. O povo agora esta acordando e percebendo que só Ferraram: Vejam a lei de migração do ex motorista do terrorista Mariguela. Quanto mais eles tentam assassinar a reputação do Bolsonaro, mais eu gosto dele e confirmo meu voto se caso ele sair de candidato a presidente. Só votaria no João Doria se ele saisse do PSDB. PT e PSDB nunca mais.