sábado, 24 de junho de 2017

Eleições de 2018 vão dizimar aliados de Lula e Dilma no Senado

Doze dos senadores que apoiaram encarniçadamente Dilma e Lula no Senado - a tropa de choque do lulopetismo - encerram seus mandatos no próximo ano. Nada indica que serão reeleitos:


A renovação de dois terços do Senado nas eleições do ano que vem vai atingir em cheio alguns senadores de esquerda, que costumam fazer barulho na Casa e defender os governos de Dilma Rousseff e Luiz Inácio Lula da Silva. Dos 16 senadores mais atuantes desse grupo, 12 vão encerrar seus mandatos – sete deles petistas. E o cenário para tentar uma reeleição aponta para dificuldades. Vários devem sair candidatos a deputado federal.

Os que desejam se reeleger sabem que a realidade de 2018 será bem diferente da de 2010, quando conquistaram seus mandatos. Seus partidos foram atingidos por denúncias nesses últimos oito anos e os “outsiders” andam ganhando espaço com o discurso de aversão ao político tradicional. Além de uma campanha ao Senado ser considerada de custo financeiro alto, hoje já não é possível arrecadar contribuições junto a empresas que costumavam financiar candidatos – a doação empresarial foi proibida.

O PT deve ser o partido mais atingido. Já teve 14 senadores, hoje tem nove, e sete deles vão embora. Poucos têm boas chances de reeleição, casos de Jorge Viana (AC) e Humberto Costa (PE). Talvez os petistas mais expostos nas defesas dos legados de Lula e Dilma, os senadores Lindbergh Farias (RJ) e Gleisi Hoffmann (PR) patinam em popularidade e, se decidirem buscar a reeleição, não devem lograr êxito. Ambos foram atingidos por denúncias da Lava Jato e devem tentar vaga na Câmara dos Deputados.

Sem trocar o certo pelo duvidoso

Esse é um projeto de Lula: eleger a maior bancada de deputados federais ano que vem. A orientação é que nomes de ponta e destaque do partido assegurem um mandato na Câmara e não se arrisquem em eleições que não tenham garantia de vitória. A ordem é não trocar o certo pelo duvidoso. De quebra, um mandato eletivo na Câmara ainda assegura o foro privilegiado no Supremo Tribunal Federal para quem for implicado, por exemplo, na Lava Jato.

Outro detalhe importante: Lula candidato ou não faz toda a diferença. Com o petista concorrendo à Presidência, as chances de o partido fazer mais deputados e senadores ampliam numa escala enorme. Em especial no Nordeste, onde o petista é favorito.

“Se o PT repete o mesmo número de senadores eleitos? Depende muito. Se houver uma candidatura de Lula, se ele tiver condições de disputar e não for impedido, certamente faremos uma boa bancada no Senado. Isso amplia as chances de muitos voltarem. Se não tivermos essa candidatura, vai haver muita dispersão partidária. As vagas serão diluídas. PMDB e PSDB também serão atingidos. Agora, Lula no Nordeste pode puxar muita gente”, disse o senador Humberto Costa (PT-PE), que irá tentar a reeleição. “Quero ser candidato à reeleição. Trabalho com esse objetivo.”

Nomes de outras legendas que ganharam destaque como defensores do mandato de Dilma e opositores do governo Temer também vão deixar a Casa e enfrentar novamente as urnas. São os casos de Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM). No opositor PMDB, o desfalque será de Roberto Requião (PR), outra incógnita. O provável é que busque a reeleição. (Acompanhe os detalhes na Gazeta do Povo).

2 comentários:

Anônimo disse...

Os votos para os candidatos citados no texto deveria ser NULO para qualquer cargo público.

Vai depender do dedo do brasileiro na hora de apertar o botão na urna eletrônica. Alguns tem dedo podre para votar.

Será que o povo aprendeu alguma coisa com a Lava Jato???? A conferir!


Chris/SP



Anônimo disse...

Em 2016 as Redes Sociais desmontaram os ratos do PT e aliados e em 2018 desmontará o resto do PTrambique-PSDBagulho e mais anarquistas PCs, descendo do poleiro, como PSOL-Jean Wyllys, PSTU, Rede Marina melancia e outras desgraças comunistas...
Na Venezuela em guerra civil, quase 80 mortos, pode?