domingo, 4 de junho de 2017

O que precisa ser esclarecido: a pressa seletiva de Janot.

Editorial do Estadão vai ao ponto: o procurador-geral da República está atuando com uma pressa que contrasta com a vagarosidade que envolve outros casos de sua competência:


Nos últimos dias, o procurador-geral da República tem atuado no inquérito aberto com a delação da JBS, que envolve o presidente da República, com uma pressa que contrasta com o vagar observado nos outros casos da competência do sr. Rodrigo Janot. Até a própria delação do sr. Joesley Batista, que o sr. Janot assegura versar sobre muitos e graves crimes ainda não revelados, esperou boas semanas na gaveta do procurador-geral até que lhe fosse dado encaminhamento. E o caso só veio a público graças a ilegal e ainda não esclarecido vazamento.

A fulgurante diligência do procurador-geral da República, que deseja colher o depoimento do presidente Michel Temer o quanto antes, contrasta, por exemplo, com sua atuação a respeito do controvertido áudio que registrou a conversa entre Temer e Joesley Batista no Palácio do Jaburu. Mesmo tão interessado em investigar a fundo as denúncias contra o presidente da República, o procurador-geral convenceu-se de cara de que é veraz o que se ouve naquela gravação, pois a considerou como prova sem tê-la submetido a perícia, uma providência que deveria ser trivial. E dali tirou conclusões sobre o comportamento de Temer que a íntegra da gravação, posteriormente conhecida de todos, mal sustenta.

O sr. Janot informou que não mandou periciar antes a gravação por receio - atenção! - de que seu conteúdo pudesse vazar e, assim, comprometer a operação em curso. Debalde, pois parece não haver encanador capaz de conter os vazamentos.

Agora, o sr. Janot, malgrado todo o cuidado que diz ter, deseja, com a mais veemente celeridade, que o presidente Michel Temer se manifeste - perante a Justiça - sobre um caso montado sobre um áudio a respeito do qual não se sabe se merece inteiro crédito, já que não houve, até o momento, perícia do material. Recorde-se, ademais, que ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) já observou que existem naquele tribunal processos relativos à Lava Jato à espera de providências da Procuradoria.

Para o procurador-geral, no entanto, bastam as impressões derivadas do que ouviu naquela gravação, corroboradas, segundo ele, por “outras provas” - majoritariamente testemunhais, oferecidas por associados do sr. Joesley Batista, empresário muito interessado em entregar ao Ministério Público o que os procuradores desejam, isto é, a nata da política nacional, obtendo em troca dadivosos benefícios. O sr. Janot parece tão certo da culpa do presidente que disse ter constatado nos pronunciamentos públicos de Temer a respeito de seu encontro com Joesley Batista uma “confissão espontânea”.

No mesmo diapasão age o ministro Edson Fachin, do STF. Ele acolheu o pedido do sr. Janot para que o presidente de República responda em 24 horas às perguntas a serem feitas pela Polícia Federal, embora tenha dado à Polícia Federal nada menos que 30 dias para realizar a tal perícia da gravação apresentada pelo sr. Joesley Batista.

A disparidade de tratamento é tão notável que não se pode condenar quem, porventura, fique cismado. Afinal, nem uma coisa nem outra se justifica - nem a pressa de ouvir o presidente Temer sobre o conteúdo de uma gravação ainda não periciada nem a demora em realizar a tal perícia. Alega-se que, no caso, há réu preso e isso justifica a urgência do depoimento de Temer. Será esse o único caso em que há réu preso? Nos demais casos, não há a necessidade de urgência?

Também chama a atenção o fato de tudo isso estar ocorrendo às vésperas da sessão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que vai analisar a ação contra a chapa Dilma-Temer por suposto abuso de poder econômico. Mais uma vez, não se pode ignorar que os embaraços jurídicos e políticos enfrentados agora por Michel Temer podem ter alguma influência na decisão da Justiça Eleitoral.

Desde que o escândalo da gravação estourou, há quem defenda que a cassação da chapa no TSE seria uma “saída honrosa” para Temer, seja lá o que isso signifique. Se assim for, os tribunais estarão sendo usados para a produção de fatos políticos de extrema gravidade. E não seria a primeira vez, como infelizmente sabemos. Isso, sim, precisa ser esclarecido o mais rapidamente possível, mas parece que, sobre esse assunto, não há a menor pressa.

2 comentários:

Herege do Socialismo disse...

Que providência Janot tomou qdo Lulla foi gravado com Dilma para obstruir a justiça?
Gravação oficial e autorizada. ...Janot NÃO se INTERESSOU.
- Janot atuou como advogado do PT tão logo assumiu, ao final do julgamento do MENSALÃO.

- Janot embromou por meses apresentação das denúncias solicitadas pela PF contra políticos. Em meados do ano, prometeu para após ano novo, depois adiou por suas férias, depois ficou para depois do carnaval e aí somente em marco, com ânimos populares arrefecidos pela memória fraca, Janot denunciou APENAS políticos de outros partidos, sobretudo PP, sem NENHUM PETISTA.

- Eduardo Cunha ousou candidatar-se contra petista Arlindo Chinaglia à presidente da câmara, venceu e enfrentou o petismo (acreditando q tinha potencial p isso), sobretudo colocou em pauta assuntos q horrorisam a esquerda canalha (menor idade e desarmamento), ainda acenando com aceitação do impeachment; CUMPANHÊRO Janot resolveu ouvir Julio Camargo e, após duas delações deste sem citar Cunha, Julio Camargo resolveu incriminar Cunha, sem apresentar qualquer prova. Foi LIBERADO completamente pela PGR p/ curtir os milhões roubados.

Janot, após encomendar tal delação à Julio Camargo ameaçou RENAN e CUNHA, adicionando Collor para despiste. RENAN, mais esperto que Cunha, logo voltou atrás em seu enfrentamento ao PT, mas Cunha acreditou que teria força contra a máquina petista e não cedeu à chantagem de Janot.

Nessa toada os suiços informaram sobre uma conta de participação em fundos em nome de Eduardo Cunha. (Só Cunha foi descoberto com conta, mais ninguém).
Assim Janot conseguiu alijar Cunha para que não atrapalhasse Dilma. Ao mesmo tempo que ALICIOU RENAN através da chantagem.

- Quando as descobertas da PF acossavam políticos declaradamente socialistas revolucionários, gerando noticiário incriminatório ao PT, o CUMPANHÊRO JANOT apresentou uma delação (encomendada) de SÉRGIO MACHADO contra políticos que abandonavam o PT.
Sérgio Machado procurou OS políticos rebeldes ao PT e provocou-os para GRAVA-LOS e incrimina-los. NÃO GRAVOU NENHUM PETISTA nem REVOLUCIONÁRIO.
Com isso o CUMPANHÊRO JANOT DESVIOU o FOCO na MIDIA para que petistas fugissem para a sombra.

O PADRÃO Janot foi aplicado à Sérgio Machado: livrou-o e a seus filhos sem ônus. Somente Sérgio Machado ganhou prisão domiciliar por 2 anos em sua MANSÃO de QUARTEIRÃO. Os filhos livres de todos os crimes. Um comprou milhões de libras em imóeis londrinos. O roubo de mais de bilhão foi perdoado.

- Quando LULLA se vê novamente no "olho do furacão" midiático, sendo acossado por delações e flagrado em ocultação de patrimônio do TRIPLEX e ATIBAIA. Onde os argumentos incriminatórios a este se escancararam estrondosamente, o CUMPANHÊRO JANOT NOVAMENTE se vale de seu PADRÃO ao encomendar delação dos irmãos JBS.
Joesley então procura políticos, certamente escolhidos por Janot, e provoca para que fossem gravados. Sobretudo grava o Presidente (é estranho ter obtido autorização do STF para tal, pois com base em qual investigação?).
Com essa manobra o CUMPANHÊRO JANOT DESVIA o FOCO de LULLA para TEMER.

- Conforme o Padrão PGR os delatores se safam livres, leves e soltos, além de faturarem com a especulação baseada nas próprias denuncias. Repetem Sérgio Machado e igualmente NÃO GRAVAM NENHUM PETISTA e apenas fazem menção a contas de Lulla e Dilma, que operava como laranja.

Tais contas denunciadas não devem levar a provas cabais, SERVINDO como DESPISTE da delação encomendada pela PGR. Ou talvez queimem Lulla e Dilma para salvar muitos outros petistas.

_ O CUMPANHÊRO JANOT livrou Gleisi Hoffman, Humberto Costa, Edson Lobão e Tião Viana sob alegação de falta de provas contra estes em algumas investigações da PF.
Janot também nada fez contra MERCADANTE que foi gravado conspirando contra a justiça.

...e tem quem acredite, ou finja crer, na probidade ou isenção de Janot ...PQP!!!

Anônimo disse...

Janot é velho esquerdoide lá da Minas Gerais e, se foi convidado e apoiado por Dilma, é um Toffoli, Lewandowsky e lixos similares!
Fazem o mesmo que Chavez na Venezuela: encheu os poderes de juízes de rinha para assinarem os que esse ditador decidiu e eles apenas carimbarem embaixo!