segunda-feira, 10 de julho de 2017

Mentalidade antidemocrática: o criminoso legado do lulopetismo.

Há quase duas décadas venho denunciando, dentro e fora da universidade, o caráter antidemocrático do PT. Suposto crítico do comunismo soviético na sua origem, o partido jamais escondeu sua ojeriza aos valores republicanos, revelando-se, na verdade, um seguidor retardatário das ideias comunistas, regadas em "salsa" cubana. Sobre essa mentalidade antidemocrática escreve Rodrigo Constantino na Gazeta do Povo, de Curitiba: 


Passei o meu terceiro aniversário nos Estados Unidos. A data é muito especial por aqui. Afinal, sou nascido em 4 de julho, o dia a Independência Americana. O show de patriotismo é surpreendente, em especial para quem vem do Brasil. Nosso 7 de setembro é um tanto burocrático, sem muita emoção, com cerimônias oficiais enaltecendo o Estado. Na América não é nada assim. É a maior festa do ano, com famílias saindo às ruas com suas bandeiras, celebrando a grande nação que seus antepassados construíram.

O orgulho do americano médio com sua pátria é visível. E não é para menos: trata-se de um país próspero e que vem preservando as liberdades individuais ao longo dos anos, apesar dos constantes ataques que sofre de dentro e de fora. Se o Iluminismo francês celebrava a razão, e o britânico a virtude social, então o americano representava a política da liberdade, como resumiu a historiadora Gertrude Himmelfarb. Uma mistura interessante, com os pais fundadores mais racionalistas e libertários lutando por “direitos naturais” e a prudência e a moderação do lado mais conservador.

A combinação deu certo, aparentemente. Os próprios fundadores sabiam, porém, que não seria fácil preservar uma República livre, e temiam que a democracia se transformasse numa ditadura da maioria, sob a influência de demagogos. Por isso adotaram instrumentos de proteção, como o federalismo para descentralizar o poder, os mecanismos de pesos e contrapesos, o voto distrital, uma população armada, etc. O objetivo sempre foi proteger o cidadão do Estado, visto com desconfiança. Os pais fundadores sabiam que a concentração de poder no governo era o caminho mais rápido para a tirania.

Foi impossível impedir certo avanço do governo, e exemplos de abusos não faltam. A era Obama foi marcada por uma tentativa de mudança de paradigma, e o próprio presidente democrata dizia abertamente que desejava mudar a América “essencialmente”. Mas não conseguiu. O estrago não foi pequeno, mas o foco na meritocracia e na liberdade individual prevaleceu, mesmo que cambaleante. Apesar do politicamente correto e do coletivismo, o americano médio ainda enxerga o assistencialismo estatal ou a igualdade de resultados como problemas e cobra responsabilidade individual de todos por seus atos, reconhecendo que a desigualdade de resultados será inevitável com pessoas diferentes.

Timothy Snyder, em On Tyranny, apresenta vinte lições sobre experiências ditatoriais tanto comunistas como fascistas. Para o autor, a América corre perigo hoje com o governo Trump. É fato que o atual presidente lançou mão de táticas demagogas para chegar ao poder, mas Snyder ignora em seu livro que boa parte do que Trump condena, tanto na imprensa como no governo, é mesmo condenável. O viés do “jornalismo” é escancarado, e “drenar o pântano” em Washington é uma necessidade para salvar os Estados Unidos de um destino latino-americano, onde o “capitalismo de compadres” destruiu o livre mercado.

Ou seja, Trump pode ter adotado um estilo um tanto personalista e fanfarrão, semelhante ao de líderes populistas, mas o que ele veio combater deve ser combatido. O que evitará caminhos mais perigosos não é tanto a bondade do presidente, mas as instituições republicanas. É esse o ponto que precisa ser lembrado: mesmo um líder autoritário e populista como Lula não teria o caminho tão livre na América como teve no Brasil para avançar sobre as instituições, aparelhando a máquina estatal com seus subordinados ou comprando a oposição e a imprensa, sob a negligência passiva da população. Nos States o buraco é mais embaixo.

O que me traz ao tema central desse artigo: a baixa receptividade que a democracia liberal encontra em nosso país. Nossa “república” não só começou com um golpe, como teve vários outros no caminho. Tivemos poucos espasmos democráticos em meio a vários governos autoritários ou ditatoriais. E o pior: essas experiências democráticas foram ruins, via de regra.

A esquerda, como sabemos, nunca teve mesmo muita simpatia pela democracia. Para ela, ao menos na versão mais radical, tudo não passa de uma farsa para a tomada do poder. Jacobinos revolucionários querem criar o “novo mundo”, e não se importam com “detalhes” como o império das leis ou a alternância de poder, já que a única coisa que interessa é o radiante fim que nos espera. O que são algumas cabeças degoladas nesse processo?

À direita há uma turma que rejeita também a democracia imperfeita, suas necessárias contemporizações, as negociações com adversários, etc. São saudosistas de um passado idealizado, onde tudo era muito diferente e melhor e estão dispostos a passar por cima de quem estiver no caminho para resgatar esse mundo ilusório. Tais reacionários adotam métodos muito parecidos aos dos petistas que odeiam. Muitos inclusive vieram da extrema-esquerda, preservando o estilo e mudando apenas o conteúdo. Escolheram um novo messias para idolatrar, mas continuam idólatras, praticando culto à personalidade e desdenhando da própria democracia.

Construir instituições republicanas não é tarefa fácil, como a experiência global pode atestar. É a exceção, não a regra. Exige paciência, visão de longo prazo, maturidade, esforço coletivo e, acima de tudo, espírito cívico, especialmente das elites. Não combina com a Lei de Gérson, com o jeitinho e a cultura da malandragem, ou com o hedonismo de quem quer tudo para ontem e dane-se o amanhã. Os brasileiros estão desiludidos com a democracia e não é para menos. Se esse é o seu resultado, então não há muito como defendê-la mesmo.

Mas eis o recado: a desgraça petista foi um atentado contra a democracia, ainda que tenha feito uso dela. A solução não é jogar o bebê fora junto com a água suja do banho. Não é buscar um salvador da Pátria autoritário que fale grosso e queira desafiar todos, ameaçando até fechar o Congresso se preciso. Já experimentamos essas rotas de fuga, e nunca acabou bem.

3 comentários:

Anônimo disse...

Receio uma ameaça pior do que a representada por qualquer "messias" da direita ou arredores: a possibilidade de volta do próprio lullalau ou algum pau mandado delle, já que nossos bem-pensantes não conseguem se desvencilhar da lavagem cerebral do doutrinamento marxista. O que tem de neguinho sem noção já gritando Fora Maia não é brincadeira.

Anônimo disse...

Eu não concordo com o Rodrigo ele chama o Trump de fanfarrão para mim fanfarrão é o que fala muito e não cumpre o que promete ele diz que o Trump é populista,eu tenho lido e observado que todo líder conservador é considerado
populista eu penso que no Brasil pessoas como o Rodrigo consideram o Bolsonaro
meio louco e populista somente pelas suas idéias conservadoras se não tivermos
um líder forte para combater ideologias que já estão implantadas em todos seguimentos da sociedade não vai adiantar de nada um presidente muito bom com ideias desenvolvimentistas que não terá coragem de enfrentar os comunistas, lá
na frente quando a esquerda voltar ao poder voltaremos na estaca zero com muita
inflação,corrupção e desemprego precisamos de um presidente que tenha coragem de enfrentar os comunistas principalmente os reportes comunistas que estão infiltrados na mídia,não entendo porque o Rodrigo não gosta do Bolsonaro eu tenho assistido as suas declarações e ele tem declarado que é à favor de um estado minimo, privatizar tudo investir muito em pesquisas,meritocracia e tornar as escolas seguras para implementar uma educação de ponta para nossos jovens,Rodrigo nós precisamos de um presidente com o perfil do Bolsonaro se não nunca chegaremos aonde precisamos chegar.

Anônimo disse...

Em 2016, o bando do PT, camarilha comunista como se fosse partido político, ndrangheta bem organizada, nada mais, tomou uma ferrada tal que o Lula não conseguiu eleger nem um seu filho para vereador!
Quem suportaria no Brasil ver essa desgraça de novo na presidencia?
O povo sairia para as ruas e ficaria 24 horas!
Aliás, nem deixaria entrar pois antes disso estaria de vigilia, pois esse Lula não passa de um vampiro, bandido da pior especie e seu partido só contempla maus elementos e amigos do Maduro da Venezuezorra!
Volte pro inferno de onde saiu com seus bandoleiros, amigo e cúmplice de narcotraficantes!