terça-feira, 18 de julho de 2017

Por que não calas, tirano?

Caso já estivesse preso - algo que está demorando demais -, Lula não diria tanta bobagem nem atacaria as instituições, como faz a torto e a direito, em flagrante desrespeito ao Estado de Direito. "Justiça em outra instância", tiranete? Só no inferno:


“Mentira deslavada”, “farsa”, “grande fábula”, “cheia de inverdades”, “perseguição”. Foi assim que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou, em uma entrevista nesta terça-feira, a sentença do juiz federal Sergio Moro que o condenou a 9 anos e 6 meses de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. À Rádio Capital, o petista também fez críticas aos integrantes da Operação Lava Jato no Ministério Público Federal e na Polícia Federal e afirmou que Moro se comporta tal qual um czar, título dos autocratas que controlaram a Rússia entre os séculos XIV e XIX.

“Acredito piamente que haverá de acontecer justiça em uma outra instância. Inclusive penso que o juiz Moro não pode continuar se comportando como um czar. Ou seja, ele faz o que quer, como quer, sem respeitar o direito, sem respeitar a Constituição e vai falando por cima, não deixa a defesa falar, tenta cercear o direito da defesa falar. Estou indignado. Se tem um cidadão brasileiro indignado, sou eu”, disse o ex-presidente.

Ressalvando que direciona seus ataques aos investigadores da Lava Jato, e não às instituições, Lula afirmou que os policiais federais mentiram no inquérito e os procuradores da República mentiram na denúncia contra ele que, em sua opinião, sequer deveria ter sido aceita pelo magistrado. “Não vou, depois de 70 e poucos anos de vida, não sei quanto tempo vou ter pela frente, permitir que meia dúzia de jovens mal intencionados venham tentar jogar a minha imagem na lama”, disparou, queixando-se particularmente do documento de PowerPoint por meio do qual o procurador Deltan Dallagnol apresentou a denúncia contra ele.

Na entrevista, o petista voltou a classificar como “perseguição política” para evitar sua candidatura à presidência da República o processo em que foi condenado por receber 2,2 milhões de reais em propina da empreiteira OAS por meio de um tríplex em Guarujá (SP).

“Eu tenho certeza que era um processo político, isso está ligado ao fato de não quererem que o Lula possa voltar a ser candidato a presidente da República, estou convencido disso. Vou continuar brigando, porque eu tenho certeza que eu estou certo, tenho certeza que eu tenho razão e tenho certeza que esse processo foi uma grande fábula”, declarou.

Além da alegação de julgamento político, Lula reverberou o argumento de seus advogados em embargos de declaração apresentados a Moro, de que o juiz federal desconsiderou os depoimentos de testemunhas de defesa dele ao longo do processo. As observações da defesa do ex-presidente foram duramente rebatidas por Sergio Moro nesta terça-feira.

“O juiz Moro não levou em conta os autos do processo, porque eu tive não só as testemunhas de acusação me defendendo, como 73 testemunhas de defesa que ele não levou em consideração, nenhuma das testemunhas. Ele não levou em consideração a verdade. O apartamento nunca foi meu, nunca comprei, nunca me deram papel, nunca assinei nada”, afirmou o ex-presidente.
Candidatura em 2018

Na entrevista, Lula afirmou que a reivindicação feita por ele ao PT na semana passada, para que seja candidato à presidência pelo partido em 2018, não foi uma exigência. “O que eu quero, na verdade, é o direito de me colocar como candidato dentro do PT, junto com outras forças políticas, para defender aquilo que foi feito no Brasil”, declarou.

Líder das pesquisas de intenção de voto e com a possibilidade de ter a candidatura barrada pela Lei da Ficha Limpa em 2018, em caso de condenação na segunda instância, Lula defendeu que o presidente Michel Temer (PMDB), alvo de uma denúncia da Procuradoria-Geral da República por corrupção, convoque eleições diretas.

“A única solução para o Brasil agora seria convocar eleições diretas. E não dá nem pra esperar 2018, teria que ter uma emenda constitucional pra que a gente antecipasse o processo eleitoral e deixar o povo outra vez assumir a responsabilidade de eleger um presidente ou presidenta da República pra ver se conserta esse país”, concluiu. (Veja.com).

5 comentários:

Anônimo disse...

Cidadão de estirpe sem medida, este sente falta das mordomias palacianas e pensa em retornar ao planalto central. Espero que a lei, se houver, que o prenda , pelo menos mostrando aos que produzem, nós , que neste rincão vale a pena ser honesto. Haja Paciência.


Toloco.

Anônimo disse...

Tomara que o TRF4 aumente a pena deste boçal !

FORA PT!
FORA CANALHAS!


Chris/SP

Anônimo disse...

Ó grandissíssimo fdp, vossa excrescência jamais consertará o país que ajudou, mais do que ninguém, a f*der.

Anônimo disse...

Lulampiãocafajestão, ainda se recorda do que disse?
"Na Venezuela tem democracia até demais", de fato, é tanta que quase 100% do povo quer tirar seu amigo e apaniguado do poder, o "demoniocrata" Maduro!
Já deveria ter ido pro aterro sanitario, mas o PT prolongou os sofrimentos do povo venezuelano por acobertar esse ditador no poder!
E breve cairá, pois Trump não quer mais ditadores comunistas na A Latina - nem ele quereria sua volta - e os PCs na A Latina estão em baixa total, bando de canalhas e exploradores do povo!
Detestamos seu focinho e pare de relinchar!

Anônimo disse...

Paródia: 'O Ébrio'

Tornei-me um ébrio e na bebida busco esquecer
Aquele ingrato que me julgou e me condenou
Apedrejado pelas ruas vivo a sofrer.
Não tenho triplex e nem sítio, tudo terminou...
Só nas tabernas é que encontro meu abrigo.
Cada colega de infortúnio é um grande amigo,
Que embora tenham, como eu, seus sofrimentos,
Me aconselham e aliviam os meus tormentos.
Já fui feliz e recebido com nobreza até
Nadava em ouro e tinha alcova de cetim
E a cada passo um grande amigo que depunha fé,
E na justiça... confiava, sim!
E hoje ao ver-me na miséria tudo vejo então:
O falso juiz que eu respeitava e me estrepei
Cada sentença, do inimigo, era uma condenação;
Me castigou e despojou o que ganhei.
Falso juiz, eu lhe peço, imploro a chorar:
Quando eu morrer, à minha campa nenhuma inscrição.
Deixai que os vermes pouco a pouco venham terminar
Este ébrio triste e este triste coração.
Quero somente que na campa em que eu repousar
Os ébrios loucos como eu venham esparramar
Litros de pinga ao meu derradeiro abrigo
Provando assim que ainda tenho algum amigo.