terça-feira, 25 de julho de 2017

PT é um caixão que serve de palanque para Lula

O editor Carlos Andreazza publica, no Globo, artigo sobre "O cálculo de Lula", observando que a intenção do tiranete é "martelar-se como vítima para seu público. Vitimizar-se somente, no entanto, não basta para sustentar discurso competitivo até a eleição. Aí que entra o zumbi PT". Agora vou dar três toques na madeira:


Há quem aponte o fiasco petista na eleição municipal de 2016 como sinal de que Lula não teria força para uma campanha em 2018. Trata-se de grave erro de leitura, decorrente da compreensão de que PT e seu fundador seriam o mesmo. Não são. Sim: o PT é Lula. Ele, contudo, é também o partido — mas isso apenas para o exercício de propriedade em que o criador se serve da criatura. O PT morreu como organização política. Serve ainda, porém, como caixão — mais um — sobre o qual seu senhor arma palanque.

Na semana passada, classificou-se como fracassado um ato em São Paulo — com a presença do ex-presidente e em desagravo a ele — que não reuniu mais que duas mil pessoas. Entendo que a percepção imediata seja essa. Se a expectativa era por um comício do catalisador que Lula foi em 1989 (e, ainda enganando, até 2002), o fracasso fica tão evidente quanto a inocência da expectativa. Já não há ilusões acerca do ex-popular. Isso não significa que não tenha votos nem que sua pregação, convertidos. Se é provável que os 20% de lulistas convictos tenham se tornado minoria silenciosa, certo é que votarão — incondicionalmente — nele. Certo é também que um candidato não precisará de muito mais para estar no segundo turno em 2018.

Hoje, o que interessa a Lula é menos a concentração de audiência num evento — menos cultivar a própria mitologia — do que a frequência de oportunidades para repetir sua narrativa entre os seus. Não interessa se para jornalistas puxa-sacos, se para rádios dos grotões ou se para um milhar de mortadelas, a intenção de Lula ao falar é apenas uma: martelar-se como vítima para seu público.

Vitimizar-se somente, no entanto, não basta para sustentar um discurso competitivo até a eleição. Aí que entra o zumbi PT.

Imposta como presidente petista por Lula, Gleisi Hoffmann é símbolo representativo do cadáver em que se putrifica o PT. Há quem relacione o grau a mais no tom de histeria da senadora — confundido com ascensão política — à definição de que seria ela o plano B do partido caso Lula não possa disputar a eleição. Trata-se novamente de grave erro de leitura, decorrente da compreensão de que o PT teria existência sem ele. Não teria. Não há plano B.

O próprio protagonismo de Gleisi é ilustrativo do processo acelerado de autodestruição a que Lula submete o PT para sobreviver individualmente e, com sorte, reencaixar seu projeto de poder — o partido desmorona enquanto seus escombros lhe servem de plataforma ao derradeiro comício. Nessa ruína, sim, Gleisi foi a escolhida. Não como alternativa presidencial. Mas como boi de piranha — agente detonadora da radicalização do discurso petista.

Mero utensílio tático, a senadora verbaliza a estratégia traçada pelo ex-presidente. Enquanto ele viaja Brasil adentro se vitimizando profissionalmente e se apregoando como candidato suprapartidário da esquerda, ao partido cabe se atirar ao precipício do ataque raivoso, cuspir fogo na gasolina esquerdista, reinventar a tal elite opressora, disparar contra a imprensa e, sobretudo, centrar munição em Sergio Moro. Tudo para robustecer as circunstâncias necessárias a uma campanha eleitoral como jamais houve, judicializada, a ser esgrimida nos tribunais pelo senso de oportunismo lulista — o ambiente incerto, institucionalmente miserável, em que um tipo como Lula cresce.

O PT afunda, como escada na lama, para que ele, acima de partidos, suba.

Qualquer outro em seu lugar estaria liquidado para as urnas. Por muito menos, Aécio Neves está. Condenado a quase dez anos de prisão, ainda assim Lula encontrou a vereda — a politização de sua condição de réu — por meio da qual avançar, trilha facilitada pela seletividade, pelo açodamento e pela incompetência do Ministério Público Federal. Ele deve ser grato a Janot. Em primeiro lugar, pela obra de ficção em que consistiu a caguetagem dos donos da J&F, lá onde uma história de crescimento empresarial anabolizado por 13 anos de gestão petista revela como bandido protagonista, entretanto, o PMDB de Temer. Em segundo lugar, pela difusão influente de que entre os crimes cometidos pelos políticos não haveria diferenças — como se a prática generalizada de caixa dois pudesse ser ombreada ao assalto ao Estado, promovido pelo petismo, para permanecer no poder. Em terceiro lugar, pela qualidade precária das denúncias relativas à Lava-Jato, flagelo em que se destaca a deturpação da delação premiada, que, de ponto de partida para aprofundamento sigiloso de investigação, deformou-se em fim vazado de si mesmo — como se a fala isolada de alguém contra outrem pudesse ter peso de prova. Deu no que deu.

Não importa a verdade. Não importa a sentença de Moro. Lula é o injustiçado, aquele contra quem não há prova material — não é essa a narrativa? Não importa a verdade. Ele é o perseguido, aquele cuja eventual ausência entre os postulantes a presidente será fraude. Não importa a verdade. Este é um amanhã enfiado goela abaixo do brasileiro por Lula, mas graças a Janot e turma: a campanha será disputada nos tribunais, ele será candidato — e já está no segundo turno.

4 comentários:

Anônimo disse...

Não sei se o jornalista Carlos Andreazza é funcionário de O Globo ou se é freelancer ("frila" na linguagem deles), mas seu texto foi publicado num veículo pertencente às Organizações Globo e graças à elas o PT e Lula se mantiveram no poder tanto tempo destruindo o Brasil e também estão por trás do golpe ao Presidente Temer.

Então, junto de Janot e o MPF, O Globo e Rede Globo de televisão são os responsáveis pela "ressuscitação" de Lula, ou melhor, pela sobrevivência do zumbi, o cadáver ambulante que assombra o pobre Brasil.

Que Deus nos livre dele em breve e o que Diabo o carregue de vez!

Anônimo disse...

Que viagem. Vade reto Satanás. Esse cachaceiro não ganha nem no município dele.

Anônimo disse...

Carlos Andreazza acende uma vela pra Deus outra pro diabo...escancara toda a verdade repugnante sobre esse ser das trevas, vulgo Lula, mas afaga is patrões Marinho quando tenta iludir os leitores e eleitores com essa conversa fiada que o traste vai ser candidato e, ainda, concorrer no segundo turno. Ah! Faça-me o favor...

Anônimo disse...

A militancia do PT cansou de ser ridicularizada nas ruas e acusada de ter SEU BANDIDO PREFERIDO LULA e o defender a unhas e dentes!
MUITO SIMPLES: REMOVAM-SE OS POLÍTICOS OPORTUNISTAS NAS PRÓXIMAS ELEIÇÕES, OS CARREIRISTAS, QUASE TODOS ATUAIS E TEREMOS NOVOS ARES!
Daí, mantendo severa vigilancia nos novos eleitos e nas próximas eleições varrerem todos cãodidatos dos partidos anarquistas comunistas, como PTarado-PSDBagulho, PSOL, PSTU, PC do B, PSB, PDT, Rede Marina melancia etc. e teremos novos cenarios!
Os partidos comunistas são uns demonios - confiram diariamente a Venezuela, e Gleisi presidente do PTestúpido aprovando aquela desgraça do Maduro carniceiro X o povo desarmado, comprovando que IMUNDICIE são os candidatos e partidos comunistas!
Bolsonaro é ideal e necessario com apoio maciço do povo para botar ordem nessa zorra-Brasil pois comunismo e fracasso total são sinônimos!
O governo atual é menos ruim, mas os componentes quase todos são dos que estavam com a ndranghetta PT-PSDBalucinado, daí ter de aguentar e deixarmos de ser otarios ao eleger os malditos comunistas, bandidos aglutinados em partidos!