domingo, 20 de agosto de 2017

Sem rumo, esquerda tenta reescrever a História.

Surpreendentemente, editorial do Globo critica - ainda que cheio de dedos - o bloco dos partidos de esquerda, que nada aprendem, mas também nada esquecem. "Não admite ter trazido de volta a inflação, contra os pobres, e se mantém ao lado da ditadura de Maduro":


Sem rumo, partidos como o PT, o PSOL, o PCdoB, o PDT e outras organizações autodenominadas de esquerda, como a Central Única de Trabalhadores, têm dado exemplos diários de perda de capacidade de formular propostas realistas, construtivas, para o país. Esvaiu-se a vivacidade com que somavam ideias ao debate nacional, mesmo quando inspirados em modelos fracassados no século passado, como se viu na extinta União Soviética. É lamentável, porque a vitalidade da democracia depende da participação construtiva de todos.

Antes fecundo, o PT se mostra desértico em proposições para o país. Subsiste em estado de negação da própria crise, de fundamentos éticos. Limita-se à tentativa de reescrever o passado, com evidentes falsificações da História.

O PSOL, o PCdoB, o PDT e parcela da Rede aderiram à autodesconstrução. Está visível na Câmara e no Senado a virtual conversão desses partidos em satélites petistas, alinhados nos dogmas e na destruição da identidade.

Esses agrupamentos denominam-se de esquerda. É compreensível no atual e gelatinoso universo parlamentar, mesmo quando desfilam com ideias apropriadas do liberalismo, como é o caso das políticas de renda mínima.

Grave, porém, é a perene negativa à História. Na tentativa diária de reescrevê-la, renegam o direito à verdade, conceito que invocaram no campo jurídico para construir uma narrativa do passado sob a ditadura.

Abjuraram o exercício da política com o maniqueísmo. Cooptaram os movimentos sociais. Omitem os erros nas políticas de saúde e educação — o sistema educacional está devastado, sobretudo nas universidades, por uma pedagogia que alinhou a didática e a formação à negação do debate, admitindo-se apenas as ideias originadas na autodenominada esquerda.

Desequilibraram as contas públicas e reacenderam o estopim da inflação punitiva dos mais pobres. Nos governos de Lula e Dilma premiaram empresas financiadoras de campanhas — as “campeãs nacionais” —, com subsídios do Tesouro em volume dez vezes maior que o destinado aos programas sociais. Essas relações incestuosas emularam a corrupção sistêmica. No Congresso, PT, PSOL, PCdoB, o PDT e parte da Rede uniram-se na interdição do debate, debitando a culpa pela quebra do país na conta do PMDB, antigo sócio no poder e que governa há apenas 14 meses.

Dissimulam, também, na sedução totalitária. Exaltam Getúlio Vargas e abstraem a ditadura do Estado Novo. Apoiaram o autoritarismo de Hugo Chávez na Venezuela até com negócios extremamente prejudiciais ao Brasil, como no projeto da refinaria de Pernambuco. E, agora, solidarizam-se com a ditadura de Nicolás Maduro abduzindo a centena de mortos neste ano e os incontáveis presos políticos. Sem aprender com os erros, tentam mudar a História.

3 comentários:

Anônimo disse...

"que nada aprendem, mas também nada esquecem", MAS CONTINUAM PRESENTES NOS INFERNIZANDO A VIDA PRESENTE, E AMEAZANDO O FUTURO.
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Anônimo disse...

"Antes fecundo"???!!! De que pt estão falando? Será o que comanda com mão de ferro a infeliz Coreia do Norte? O tupiniquim só gerou excremento, aliás desde suas primeiras prefeituras já armavam esquemas de corrupção na coleta de lixo.

Anônimo disse...

A Globo só pode ser bipolar ou então esse editorial é falso do começo ao fim. Basta abrir as paginas do Jornal O Globo, ligar o Jornal Nacional, Bom Dia Brasil, Fantástico, Profissão Repórter, os jornais da GloboNews, os programas de entrevistas da emissora, como aquele com o Mario Sergio Conti, Estúdio i e vários outros. Puro esquerdismo.
Eu não acredito mais nos editoriais de O Globo. O grupo Globo perdeu completamente a credibilidade que tinha, que já era mínima. E não sou apenas eu que digo, amigos, conhecidos e até membros idosos da minha família que eram assinantes de décadas, que viram o grupo nascer e crescer, cancelaram as assinaturas e dizem com todas as letras que se recusam a sintonizar os canais da emissora.
A Globo está doida pela volta do Lula ou de alguém que continue a transbordar recursos fáceis ao grupo, tanto faz se é direita, esquerda, centro. Todo mundo já percebeu isso.
Editoriais que ainda são bons são os do Estadão. O Globo já era, morreu.