segunda-feira, 25 de setembro de 2017

O outro mundo de Janot e Gilmar

Gilmar Mendes, o julgador, e Rodrigo Janot, o acusador, se exibem ao público como inimigos jurados de morte. Mas têm tudo a ver entre si. Texto de J. R. Guzzo, na coluna Fatos (Veja.com):


O ministro Gilmar Mendes e o ex-procurador-geral Rodrigo Janot podem não concordar em nada, mas comportam-se como se estivessem unidos para sempre pelo deputado Justo Veríssimo – os dois querem, antes de qualquer outra coisa, que “o povo se exploda”, como dizia o personagem de Chico Anísio. O público pagante de impostos, que sustenta a ambos, acaba de ter a oportunidade de ver um e outro, quase lado a lado, voando em grande estilo para a Europa – ou, pelo menos, num estilo acima da imensa maioria de brasileiros que viaja de avião, ou, mais ainda, de ônibus, trem de subúrbio e a pé. Até quase à véspera, chamavam-se mutuamente de bandidos e coisas talvez piores, na frente de todo o mundo. Mas na hora da vida boa estavam juntos, no mesmo avião e na mais perfeita paz do Senhor, como homens civilizados que são, com os salários em dia e pagos por você. E o que aconteceu com a sua briga de vida ou morte em torno dos ideais patrióticos que dizem defender? Vai saber.

Mendes e Janot são um retrato impecável da infinita distância que separa gente como eles, majestades do nosso “Estado republicano”, e o resto da população do Brasil. São dois mundos que se afastam cada vez mais – o deles, que sobrevive, prospera e manda no país às custas do erário, e o dos brasileiros que trabalham para ganhar a vida como ela é. Mendes, mais uma vez, estava faltando ao serviço. Como fazem seus dez colegas de STF, diz o tempo todo que tem uma carga insuportável de trabalho, mas jamais explicará porque viaja em dias de expediente – isso porque já tem 60 dias de férias pagas. Janot, num país razoavelmente sério, não estaria passeando na Europa. Estaria, neste preciso momento, respondendo a algum processo por prevaricação ou coisa parecida – ou, pelo menos, tratando de se defender da perda do cargo e da aposentadoria, por inépcia e a bem do serviço público. Nenhum dos dois, é óbvio, está ligando a mínima para nada disso. Não têm de explicar nada. Não têm de justificar coisa nenhuma. Não têm de responder a ninguém. O povo que se exploda.

3 comentários:

Anônimo disse...

O texto traz algumas bobagens: eles viajam de classe executiva com os salários pagos em dia pelo contribuinte (o trabalho deles é legítimo e formalmente legal, mesmo que eu não goste do resultado e de ambos protagonistas) e nós pobres mortais andamos de ônibus e trem. Depois cobra que os dois se engalfinhassem no aeroporto ou no avião? Foi registrado que sequer houve cumprimento protocolar. O q já não é civilizado. Para chegar em um 2° bloco em que mistura novamente as coisas. A viagem como observador do TSE - do qual Gilmar é presidente - é a serviço e não falta, apesar de concordar que há uma malandragem reinante. Quanto ao Janot, concordo que deva responder por prevaricação em decorrência dos acordos vergonhosos com Sérgio Machado e os freeboys da JBS, mas tirou férias legítimas, regulares etc. O Guzzo já esteve em melhores dias, muito
além do proselitismo político barato. Abraço, Paulão

Anônimo disse...

São os injustos falsíssimos.

Anônimo disse...

Imundicie maior que o esquerdista Janot não poderia existir, colocado na PGR para defender a mafia PT, perseguidor seletivo do Temer e quase nunca de Lulampião e corriola que sempre ficavam de fora, parecendo nada tendo de malfeitos, apesar de serem um bando de vagabundos, além de refinados ladrões!
NEM TERIAM SABIDO FAZER A MONTAGEM...
E APELAM QUE FOI ERRO MATERIAL!
A defesa furada de Lulaloprado apresentou ao Dr. Moro recibos de aluguel com datas inexistentes...
ENQUANTO ISSO...
Os recibos que foram juntados aos autos para comprovarem que o aluguel do imóvel no nome da ex-primeira-dama Mariza Letícia, mostrando que dessa vez a montagem da farsa deu errado!....
KKKKKKKKKKKKKKKKK!
É muita cara de pau, como sempre, de tão desorientados que estão esses canalhas das esquerdas com tanta rejeição no meio do povo!