segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Os vendedores de ilusões

O que Hayek disse, décadas atrás, sobre os intelectuais, vale hoje como carimbo para os "intelectuais" brasileiros, majoritariamente esquerdistas. Quem são esses "intelectuais", que ele chamou "indelicadamente" de "vendedores de ideias de segunda mão"? Pergunte-se à "intelectual" Márcia Tiburi, queridinha da Globo, e ela não oferecerá esta resposta:

Professores, jornalistas e "representantes da comunicação social" que, após terem absorvido rumores nos corredores da ciência, proclamam a si mesmos os porta-vozes do pensamento moderno, pessoas superiores, em termos de conhecimento e virtude moral, a qualquer um que retenha grande respeito pelos valores tradicionais, indivíduos cujo dever mesmo é oferecer novas ideias ao público - e que devem, para fazer com que a mercadoria oferecida pareça nova, ridicularizar tudo o que é convencional. Para eles, devido à situação em que se acham, "novidade" ou "notícia", e não a verdade, torna-se o principal valor, embora essa não seja a sua intenção - e embora o que oferecem seja tão novo quanto é verdadeiro. Além disso, pode-se questionar se esses intelectuais não são às vezes inspirados pelo ressentimento de que eles, sabendo melhor o que deveria ser feito, ganhem tão menos do que aqueles cujas instruções e atividades de fato orientam os assuntos práticos.

F. A. Hayek, Os erros fatais do socialismo, SP, Faro Editorial, 2017.

Um comentário:

Anônimo disse...

Hayek matador! Se a novidade sobrepuja a verdade, é hora da mentira.